Arquivo da categoria ‘Globo Rural’

Globo Rural – Peixes do Rio Negro

Publicado: 31 de julho de 2009 em Globo, Globo Rural

Globo Rural | 02/08 dom 08h05 | Globo – Jornalismo |

Viagem de barco pelo Rio Negro mostra o cotidiano dos catadores de “piabas”

A captura dos peixes ornamentais no estado do Amazonas será o tema do ‘Globo Rural’ deste domingo, dia 02. Durante uma viagem de barco ao longo do Rio Negro, o repórter Ivaci Matias mostrará como é a integração da população com a natureza da região. A matéria mostrará o trabalho dos catadores de “piabas” – nome genérico que se dá na Amazônia a todos os peixes pequenos -, que se dedicam à captura de espécies ornamentais, como o Cardinal e o Acará-disco, para garantir o sustento de suas famílias. O repórter acompanhará o dia a dia desses profissionais, que se aventuram pela mata alagada em busca dos simpáticos animais que colorem milhares de aquários pelo mundo.

Começando pela cidade de Barcelos e indo até o Rio Ereré, a equipe do ‘Globo Rural’ mostrará as inúmeras paisagens e hábitos – como a pesca noturna – das populações que vivem às margens do Rio Negro. Visitará a Ilha de Daracuá, onde vive cerca de 100 pessoas em casas sobre palafitas. A ilha vive à mercê das cheias do Rio Negro, que fazem com que ela praticamente desapareça durante meses todos os anos.

E como uma viagem como esta não é feita somente de paisagens, a matéria mostrará também as precauções necessárias para garantir a segurança ao se navegar por um grande rio amazônico, como o Negro.

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Globo Rural | 07/06 dom 07h55 | Globo – Jornalismo |

Globo Rural mostra agricultores que recuperam mata do Pará, domingo, 7

O programa ainda confere como está a saúde de pau-brasil da Rede Globo

Divulgação/TV Globo
Nelson Araújo é um dos apresentadores do Globo Rural

A iniciativa de um grupo de agricultores do nordeste do Pará, que adota um sistema sustentável de exploração da terra, é o tema principal do Globo Rural deste domingo, dia 7, às 7h55, logo após Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Localizados no Vale do Rio Capim, 300 agricultores, divididos em diversas associações, resolveram adotar o sistema agroflorestal em suas plantações a fim de minimizar os danos à floresta Amazônica. Adeptos do modelo conhecido como “roça de toco” até alguns anos atrás, os moradores da região mostraram à repórter Camila Marconato como funcionam as plantações após essa mudança de cultura.

Ainda neste domingo, o Globo Rural relembrará a matéria comemorativa da edição de número mil do programa. Em junho de 1999, o programa exibiu uma grande reportagem sobre o pau-brasil e sua importância para o país. E em homenagem a este tema e para marcar o milésimo programa, a matéria foi finalizada com o plantio de uma árvore de pau-brasil dentro da Rede Globo, em São Paulo.

Passados 10 anos, o repórter Nelson Araújo – atendendo aos pedidos dos telespectadores – convidou o agrônomo do Instituto de Botânica de São Paulo, Frascismar Aguiar, para avaliar a saúde da árvore e ensinar aos jardineiros da emissora e aos interessados pelo assunto, como se deve cuidar de uma planta nativa em ambiente urbano.

O Globo Rural vai ar ao aos domingos, logo após o Pequenas Empresas & Grandes Negócios, e de segunda a sexta, logo após o Telecurso Ensino Fundamental.

Globo | 26/04 07h55 | Globo Rural |

Globo Rural mostra a única criação de abelhas Tubi do Brasil, domingo, 26

Veja como a produção do chamado eco-carvão pode ser rentável

A criação de abelha Tubi por um agricultor de Barra do Corda, no Maranhão, será o destaque do Globo Rural deste domingo, dia 26. O programa é exibido pela Rede Globo, a partir das 7h55, logo após o Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

(Veja abaixo uma feira em Gramado que incentiva o setor de florestas plantadas)

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O repórter César Dassie irá até a propriedade de Wilson Melo, que encontrou essa espécie nativa em sua plantação de acerola e hoje é o único criador da Tubi no país, para conhecer um pouco de sua história. A matéria mostrará como o agricultor, ao observar a boa polinização em sua plantação, descobriu que a responsável era essa abelha. Rodando o Brasil em busca de maiores informações sobre o inseto – maior produtor de mel e invejável na produção de pólen e própolis – Wilson conversou com diversos estudiosos e apicultores, até se tornar referência nesse assunto no Brasil.

O Globo Rural também apresentará um projeto do Instituto Estadual de Florestas (IEF), de Minas Gerais, que incentiva a produção do eco-carvão, feito do coco do babaçu. O programa enviou Nelson Araújo até o norte do Estado, região muito debilitada pelo desmatamento para a produção do carvão tradicional, para entender como funciona o projeto. O objetivo dessa iniciativa – ainda embrionária – é estimular os ex-carvoeiros a utilizarem o babaçu como matéria prima na produção do carvão. E um dos atrativos para os catadores é o lucro de R$40 diários, uma possibilidade de renda muito acima da média na região.

O Globo Rural vai ar ao aos domingos, logo após o Pequenas Empresas & Grandes Negócios, e de segunda a sexta, logo após o Telecurso Ensino Fundamental.

Criador de abelhas Tubi no Globo Rural: Wilson Amorim Melo – Av Beira Rio, 100 Barra do Corda – MA Tel: (99) 3643-1249 –  email: 

abelhanativatubi@hotmail.com

e

 informações estavam corretas. Só não havia postado o email. Já está postado!

oãsıʌǝlǝʇ – sʍǝu ɯɐs oıʇ

Programa de domingo
17.04.2009

O Globo Rural do domingo apresenta a última reportagem da série sobre a culinária paraense.

Você vai conhecer alguns dos encantos da Ilha do Marajó, ver como é feita a moqueca de filhote, um peixe da Amazônia, cozido no leite da búfala. Como entrada, uma típica sopa de turu.

Você sabe que bicho é esse? O turu é um molusco comprido que vive nas árvores caídas do manguezal. O marajoara aprecia muito e diz até que é afrodisíaco.

O Globo Rural no domingo começa às 8hs.

Previsão do tempo

Nesse fim de semana, o tempo deve ficar seco na maior parte do sul do Brasil. No domingo, uma nova frente fria chega ao Rio Grande do Sul e deve provocar temporais, principalmente na fronteira com o Uruguai. Já para o Nordeste e o Norte do país, ainda deve ter muita chuva.

Até quarta-feira são esperados mais de 110 milímetros no leste da Bahia e na faixa entre o oeste do Piauí e o norte do Maranhão. Mesmo índice para vários municípios do Pará, do Tocantins, do Amazonas e de Roraima. O acumulado pode chegar aos 70 milímetros no extremo sul do Rio Grande do Sul e aos 50 no leste de Santa Catarina e do Paraná. No Sudeste, a chuva não passa dos 30 milímetros.

domingo 12/04/2009
Este é o programa do próximo domingo
Globo Rural

Abertura



Nas terras mais distantes, que ainda estão em processo de ocupação, a situação é mais grave. As razões são várias: vendas descuidadas feitas em acordos apenas verbais, falta de iniciativa de registrar as propriedades, falsa economia para não pagar despesas e até má fé, sonegação, quando não se declara a gleba toda para pagar menos impostos. Você vai ver o que se está tentando para regularizar as terras na Amazônia Legal e ainda dentro do projeto Amazônia vai ver também um pouco da exuberante culinária do Pará.

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Situação da lavoura de milho

O trigo não é a maior das esperanças do seu Renato Krazt.
Segundo a Conab, a produção de trigo deve cair 18% no Paraná, já o panorama para a safrinha de milho é bem mais animador. Seu Elci Dalgalo semeou no mês de fevereiro e espera que o clima ajude. Para os agricultores, tempo bom agora é sinônimo de chuva. Há dias as lavouras estão debaixo de sol forte, precisando de água. Mesmo quando aparecessem nuvens no céu dá para se animar.

Se tudo correr bem, a produção no Estado deverá ter aumento de 13% em relação a safrinha passada. Seu Elci caprichou no manejo, teve trabalho para se livrar da lagarta, da ferrugem e do pulgão que atacaram as plantas. Agora, os pés estão grandes, prontos para darem espigas pesadas. “Por enquanto acho que está dando pra recuperar a desgraça do ano passado”, diz ele.

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Terra Legal na Amazônia

Mato Grosso deverá ter o maior número de municípios atendidos.

Chapada Vacaria, município de Acorizal a 100 quilômetros de Cuiabá, Mato Grosso. É no alto da serra que pequenos produtores como seu Manoel Anastácio da Silva cria o gado, cultiva banana, milho. Da roça ele tira o sustento da família, mas ultimamente trabalha preocupado com o futuro do sitio. “Você tem a terra, mas não tem o documento. É a mesma coisa que não tem nada. Você fica igual a um beco sem saída”, diz ele.

O programa vai atingir 436 municípios dos 9 estados que compõem a Amazônia Legal. São 67,4 milhões hectares de terras federais com cerca de 13% da Amazônia Legal. O objetivo do programa é legalizar as cerca de 300 mil famílias até 2011.

Veja aqui a relação dos 436 Municípios incluídos no Terra Legal

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Alto preço do bezerro

Seu Alexandre Ferreira é pecuarista em Araçatuba, no noroeste de São Paulo. Ele compra bezerros para engorda. Entre comprar animais jovens e esperar até o abate são 24 meses em média. Na última semana ele comprou 200 animais e disse que está difícil encontrar os bezerros no mercado.

“Está cada vez mais difícil encontrar. Está tendo uma falta de bezerro. Estou tendo que andar. Antes eu comprava mais perto de casa. Cada dia que passa a gente está precisando ir mais longe para adquirir os animais.
O valor do bezerro vem subindo de preço. De acordo com o Cepea, o Centro de Estudos Avançados da USP, a média do preço pago em São Paulo, pago em abril do ano passado era de 550 reais por animal. Hoje é de 650 reais.

Na tela do computador, o consultor de agronegócios Gustavo Garcia acompanha a evolução dos preços e explica o motivo do aumento. “O motivo é um só, o abate de matrizes, o pecuarista que teve que abater estas fêmeas para honrar seus compromissos, e esta matriz que foi abatida de 2005 pra cá, o ano passado fez com que o bezerro se refletisse. Nós estamos tendo agora uma continuação de uma trajetória do preço do bezerro. Ele subiu em 2008, ele não subiu de graça, subiu porque estava faltando e em 2009 ele continua sua trajetória de alta, continua tendo pouco bezerro, uma demanda maior, e o preço do bezerro continua subindo”, diz ele.

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Nova estimativa de safra

A Conab realizou trabalhos de campo entre 16 e 20 de março nos principais regiões produtoras de grãos. A previsão é de que a safra chegue a 137,573 milhões de toneladas, 4,5% menos do que a obtida na safra passada. Porém mais otimista do que a projeção divulgada no mês de março, 1,7% de aumento.

A Conab também divulgou o primeiro levantamento das culturas de inverno, entre elas o trigo. Os números ainda são preliminares já que a pesquisa de campo foi feita apenas no Paraná e em Minas Gerais.

A Conab estima produção de 5,225 milhões de toneladas do grão, queda de 13% em relação a safra anterior.

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Cresce a produção de feijão no Ceará

Oito municípios da região de Brejo Santo, no Ceará, concentram a maior parte da produção de feijão do Estado. O aumento da produção se deve principalmente a maior produtividade na lavoura. Neste ano em cada hectare serão colhidos 20% a mais que no ano passado, resultado de um bom período de chuva no Estado.

O que não está tão bom para os agricultores do Ceará é o preço do feijão: 75 reais a saca. É a metade do valor de um ano atrás.

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Como controlar as moscas?

Seu José diz que já tomou algumas medidas, mas não adiantou. Nós encontramos um jeito simples de controlar essa mosca.

Seu Sebastião Gonzaga, criador de abelhas do Paraná, vai ensinar a controlar estas moscas. “Estas mosquinhas causam sérios danos aos criadores de abelha sem ferrão. Ela é miúda, pequena, se movimenta com rapidez e os ovos que ela bota aqui se desenvolvem rapidamente em cima da proteína que a colmeia oferece, como pólen e mel. Em 48 horas ou mais tardar 72 horas, causou este estrago. As larvas é que fazem isso”, diz Gonzaga.

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Segredos da culinária paraense

A mandioca é a base, mas está sempre muito bem acompanhada por uma infinidade de outros
produtos da Amazônia.

Os repórteres Camila Marconato e Sandro Queiroz revelam alguns dos segredos dessa cozinha, considerada uma das mais típicas do Brasil.

Engrossa o que “tá” fino. Aumenta o que “tá” pouco, e na pança dá “sustança”.

O dito popular revela a importância que os paraenses dão à sua farinha de mandioca. Lá não se vive sem ela. O estado tem o maior consumo per capita do país. Na zona rural, por exemplo, um único habitante consome, em média, 70 a quilos por ano.

No mingau, no açaí, na sopa, no peixe, com arroz e feijão, pura mesmo. O importante é tê-la sempre por perto e vem de longe a tradição.

Os índios dominavam as técnicas do cultivo da mandioca muito antes da chegada dos portugueses, mas engana-se quem acredita ser a farinha a única grande riqueza da culinária paraense. Por forte influência indígena e contribuições preciosas de portugueses e africanos, a mandioca aqui tem muitos outros usos e não só ela.

Até mesmo o desenvolvimento do estado se deu às voltas da cozinha, com a exploração de ervas e especiarias – as chamadas “drogas do sertão”, como explica o historiador Heraldo Maués.

“As drogas do sertão foram um “sucedânio” das chamadas especiarias do Oriente. Quando os portugueses chegaram aqui eles maravilharam, aliás os espanhóis também. Os exploradores espanhóis diziam que era a terra do eldorado e da canela, mas aqui a droga mais importante era o cacau, além do cacau, o cravo, a salsa, a salsa “parrilha”, a própria borracha era considera uma droga do sertão, isso tudo foi explorado intensivamente nos séculos 17 e 18 e constituiu a principal riqueza da Amazônia até pelo menos o inicio do século 19 sobretudo o cacau”, diz o historiador.

A exploração das chamadas drogas do sertão fez Belém crescer. No final do século 17 pra centralizar esse comércio e cobrar impostos, os portugueses criaram o ver-o-peso, até hoje um dos maiores mercados abertos da América Latina.

O principal entreposto comercial de Belém fica às margens da baía do Guajara. Os barcos chegam cedinho trazendo produtos do rio e da floresta que são vendidos nas mais de duas mil barracas espalhadas ao redor do mercado de peixe – todo de ferro, cartão postal da cidade.

“Ele é o ponto de convergência de todas as pessoas da cidade, de todos os níveis sociais porque afinal de contas tem diversos tipos de ingredientes, do mais simples ao mais sofisticado”, diz Fábio Sicília, chefe de cozinha e presidente, no Pará, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.

Ele nos leva para conhecer o mercado. Ele é cliente assíduo e avisa: ali tem de tudo: artesanato, bicho vivo, bicho morto, bicho salgado, castanha, farinha, açaí, tucupi, jambu, tempero, folhas, cheiros… ufa!!! e tem muito mais.

“Aqui é o lugar das ervas, tem uso místico, medicinal, estético e também pra nossa culinária”, diz Fábio.

“Olha só, o cheiro do Pará, o cheiro do Pará é muito procurado. O cheiro do Pará pra trazer sorte, paz, prosperidade, amor”, diz a vendedora.

”Ela é minha fornecedora de manjericão, de caatinga de mulata, que é uma erva que faz um pesto maravilhoso, apesar das aplicações místicas e medicinais é maravilhoso na culinária, tem a baunilha, que é a fava de uma orquídea também da região, que nós usamos”, diz Fábio.

“A dona Coló então atende restaurante, mulher sem marido, marido sem mulher, a senhora atende de tudo aqui?”, diz a repórter.

“Tudo, amor”, diz ela. “Você quer ficar light filha?”, pergunta ela.

“Você já viu aqui como eu era gorda? E agora estou ficando esbelta? Olha eu tomo a pata de vaca, eu tomo açoita cavalo, com a folha do lacre. Estou ficando light filha”, diz uma outra.

Os encantos não estão restritos apenas ao corredor das ervas. O cheiro e o colorido das frutas também seduz: cupuaçu, pupunha, bacaba, bacuri.

“Se você observar o cheiro é floral, ele lembra flores, é bem elegante. Pra mim é uma das frutas mais sofisticadas. Quem prova o bacuri sempre diz eu estou provando algo novo, é difícil comparar porque ele tem gosto de bacuri”, diz Fabio.

O mercado de ferro com suas torres imponentes é um capítulo a parte. Os peixes da Amazônia são o destaque: pirarucu, tucunaré ou impressionante filhote, que ainda jovem passa dos 50 quilos.

A culinária paraense pode ser apreciada tanto em espaços populares como em ambientes mais requintados, como a estação das docas – um antigo porto abandonado – revitalizado para funcionar como centro gastronômico. No quiosque de sorvetes, a variedade de sabores amazônicos atrai.

“Tô tomando sorvete de cupuaçu e castanha do Pará”, diz um rapaz.

“Eu estou tomando de tapioca. Aqui a gente só vai tomar os sabores típicos da região, tapioca, cupuaçu, açaí”, diz uma empresária.

“É um sorvete de tapioca mesmo, você sente o sabor da tapioca, você não encontra em qualquer lugar”, diz Maria Palheta, auxiliar de escritório.

Sorvete de tapioca, um tipo de farinha de mandioca. Tá certo! No Pará, é realmente difícil fazer alguma refeição, um lanchinho que seja, sem alguma coisa de mandioca.

Tamanho consumo faz com que o cultivo e processamento da raiz movimente a economia do Estado, como ressalta o agrônomo da Emater Rosival Possidônio.

“É a principal cultura da agricultura familiar no estado. Isso beneficia diretamente, no que diz respeito a geração de emprego, só em dois elos da cadeia produtiva que seria a produção de raiz e o processamento em torno de 200 mil empregos”, diz Rosival Possidônio.

Em uma agroindústria, dá pra se ter uma idéia. O principal negócio é a farinha, mas nada de desperdício. Os outros subprodutos são vendidos também. Tudo feito com mandioca brava.

A fábrica processa 200 toneladas de mandioca por semana. Metade vem de lavouras próprias. O restante, o dono, seu Almir Araújo, compra de 30 produtores da região. Quase toda a produção fica no Pará mesmo para abastecer um consumidor exigente.

“Tem que ser caprichado mesmo, senão não passa no padrão, vai vender com preço pela metade. O consumidor não compra farinha fraca, não”, diz Almir.

Na agroindústria, toda a mandioca que chega vai para o “descascador”, uma máquina grande, que adianta o serviço, mas não acaba. A finalização fica por conta de pessoas habilidosas como o Nilson da Conceição Barbosa.

“Sempre fui ligeiro na mão mesmo, né? Tem que ser ligeiro aqui porque num ganha nada, né? Ganha por produção. Na faixa de 40 reais, 40 reais por dia. Tem que fazer 40 caixa. Ganho um real por cada caixa dessa”, conta ele.

Parte da mandioca descascada segue direto para o triturador para virar farinha seca. Outra parte fica de molho em tanques por cerca de três dias, fermentando.

Passados os três dias, olha só como fica a mandioca. Por causa da fermentação, o cheirinho nos tanques não é nada agradável, mas desse jeito ela já está pronta pra virar farinha d’água.

A farinha d’água ou puba, como também é conhecida, é muito apreciada no Pará. É invenção dos índios. Para produzi-la, eles deixam a mandioca no rio fermentando por sete, oito, dias. Fica tão mole que é só espremer e deixar secar.

Hoje em dia, depois de amolecida, a mandioca segue para o mesmo triturador para onde vai a raiz seca e o processo daí por diante é idêntico, uma de cada vez, para não misturar.

Paraense prefere farinha amarela – feita, claro, com a mandioca amarela. Quando a raiz é branca, eles usam um corante natural. A massa que sai do triturador é lavada e espremida num pano.

Um caldão amarelo é o famoso tucupi – usado em muitos pratos da culinária paraense. Dele, vem também a goma – extraída num processo de decantação. O tucupi descansa por cerca de 24 horas e no fundo fica uma pasta branca.

Assim como tucupi, a goma também é muito utilizada na culinária regional, mas vamos voltar à farinha. A massa da mandioca é triturada mais uma vez e de lá vai para a prensa. Já mais sequinha, é esfarelada.

Depois de prensada e esfarelada a massa da mandioca vem para esses fornos de escaldagem, que é um diferencial do processo de produção de farinha do Pará.

“Para que a farinha torre, é preciso que ela passe por um processo de escaldamento, se isso não acontecer, a farinha não torra, ela simplesmente desidrata, ela simplesmente seca ao forno. É um cozimento. A crocância da farinha paraense quem garante são esses fornos. O fator determinante é exatamente quando ela é escaldada”, diz Josival.

A farinha escaldada ainda torra em outro forno. Depois é padronizada, classificada e embalada.

Agroindústrias assim são exceção no Pará. A maior parte da farinha e dos outros subprodutos vem de pequenas propriedades.

No campo, famílias e mais famílias se dividem na tarefa de abastecer o mercado. Cada uma se especializa em alguma coisa.

Dona Dulcinéia Pastana de Araújo tem 65 anos e dez filhos. Nove trabalham com mandioca, cada um na sua propriedade. “Cada um tem sua fabricazinha de tirar o tucupi, a goma”, diz ela.

Enquanto na casa de uma das filhas a mandioca é ralada e lavada, para extração do tucupi e da goma. Na casa do outro filho, o seu Luis, o tucupi já está no tacho, fervendo. Ele e a mulher embalam a iguaria que vai ser vendida em feiras e restaurantes. Ao mesmo tempo, o genro da Dulcinéia, o Roni, colhe a mandioca.

Ele separa a raiz e as folhas da mandioca – chamadas no Pará de Maniva. Elas são apreciadíssimas. São cozidas por dias e dias são o ingrediente principal da maniçoba, um tipo de feijoada sem feijão. O processamento dessas folhas também é fonte de renda no Pará.

“Eles já querem comprar ela pronta, colocou a comida agora, meio-dia já tá almoçando a maniçoba”, diz seu Irá.

“Se não cozinhar muito ela fica com gosto de verde, aí não presta não. Eu faço muito, tempero, e passo dois três dias, temperando ela pra comer, bem apurada mesmo. E o pessoal gosta demais. fica bem gostosa mesmo”, diz dona Dulce, mãe de Irá.

“Ela é a veterana aqui. Daqui dela a gente já fomo pegando o ritmo e já fomo aprendendo e tocando pra frente e a tradição vai continuar, se Deus quiser. É um ramo de vida que a gente “temo” é esse, a gente tem um terrenozinho um pouco maior daí dá pra todo mundo trabalhar, né?”, diz seu Irá.

As folhas de mandioca, as farinhas, a goma, o tucupi são vendidos para intermediários ou pelos próprios produtores em mercados e feiras livres, feiras que fizeram a fama de alguns. Em Belém, não tem quem não saiba dizer, por exemplo, quem é dona “Eliete do tucupi”. Nos finais de semana ela chega a vender mais de 500 litros do produto.

“Eu fiquei viúva com oito filhos e comecei a trabalhar na feira, verdura, molho de pimenta, garrafinhas de tucupi e criei meus filhos todinho trabalhando e estudando e graças a Deus tá tudo criado, não tem nenhum ladrão, sozinha e Deus, tudo com tucupi”, diz ela.

O tucupi de tantas “Elietes” é essencial no pato no tucupi, perfuma o tacacá, um caldo de origem indígena, muito consumido nas ruas de Belém. Das folhas da mandioca, vem a maniçoba. As farinhas se misturam aos peixes e outros pratos – que vão ganhando ainda sabores, aromas e cores com as ervas e frutas da Amazônia.

São ingredientes que garantem renda a milhares de famílias e fazem da culinária paraense uma das mais autênticas do Brasil.

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Programa de domingo

No domingo, o Globo Rural dá uma espiadinha numa fazenda que saiu da realidade para entrar no mundo do faz de conta.

A Fazenda Santa Cecília fica no município de Miguel Pereira, no Rio de Janeiro. Mas o Globo Rural não foi conhecer o dia-a-dia da fazenda. Ao contrário, a rotina na propriedade está de pernas para o ar.

A fazenda é um dos sets de gravação de Paraíso, a novela das seis da Rede Globo. A varanda é a parte mais usada durante as gravações. Só a fachada do casarão é que aparece.

Você vai saber o que se passa por trás das câmeras. É músico virando ator, ator fazendo papel de peão e peão dando uma de ator. As dificuldades com o clima e com os animais no set de gravação. E a sintonia entre os atores e os cavalos levados do Pantanal especialmente para a novela.

O Globo Rural no domingo começa às 8hs.

Uma safra agrícola sempre poderia ser melhor. A safra que está nas estradas em busca de portos e armazéns não foge à regra.

Em cada fazenda, o agricultor lembra: “Se a chuva tivesse sido regular, se os fertilizantes, os fungicidas, os inseticidas não estivessem tão caros, se os preços estivessem mais compensadores”, e assim por diante. Tudo poderia ser melhor, e a torcida é para que no próximo ciclo esses fatores se tornem favoráveis. Mas, na hora em que as máquinas entram na lavoura para a colheita, não dá para esconder a satisfação. É o caso do Rio Grande do Sul. Apesar dos pesares, a colheita do Estado não vai envergonhar ninguém.

O Globo Rural deste domingo é dedicado a Carreirinho

O Globo Rural deste domingo é dedicado a Carreirinho, que morreu na sexta-feira, em São Paulo. O nome dele era Adalto Ezequiel, nascido na cidade paulista de Bofete, em 1921. Carreirinho, um dos últimos patriarcas da era de ouro da música caipira do Centro-Sul, era considerado o codificador do gênero.

Carreirinho compôs “Boi Soberano”, “Morte do Carreiro” e o clássico “Ferreirinha”, que podemos rever na reportagem de José Hamilton Ribeiro exibida em 2003. José Hamilton, que é autor de livro sobre música caipira, acha que Carreirinho foi o mais genial de todos. Em suas letras, diz ele, não dá para pôr nem tirar uma palavra sequer.

Para fazer essa homenagem a Carreirinho, nós deixamos de apresentar a reportagem sobre o artesanato com a fibra da bananeira, que nós anunciamos na sexta-feira.

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Produtores de cana aumentam a produção, mas freiam investimentos

O negócio da cana-de-açúcar continua crescendo no Brasil, só que não no ritmo anunciado dois anos atrás. O repórter César Dassie encontrou, em Mato Grosso do Sul, uma realidade que reflete o atual momento do setor: aumento na produção e freada nos investimentos.

Seu Valdeli dos Santos Rosa é um dos agricultores do município de Costa Rica, em Mato Grosso do Sul, que abriram a porteira para a lavoura da cana-de-açúcar. Dos 5 mil hectares da propriedade, 1.400 viraram canavial. “Eu assinei o contrato de arrendamento no final de 2006, para plantio em 2007. Paguei R$ 400 por hectare. Hoje, caiu 25% o preço, está em torno de R$ 300 o hectare”, compara.

Foi com arrendamentos como o do seu Valdeli e com a decisão de agricultores que bancaram o plantio da cana em suas propriedades que a lavoura ganhou grandes dimensões em Mato Grosso do Sul. Do ano 200 para cá, o Estado saiu do sétimo para o quarto lugar, atrás de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Nesse período, enquanto o Brasil dobrou a produção, Mato Grosso do Sul aumentou quatro vezes a quantidade de cana, chegando aos atuais 34.350.000 toneladas.

No município de Chapadão do Sul, uma única fazenda mandou para o abate 47 mil cabeças de gado para que a pastagem virasse canavial. O gerente de pecuária Felipe Rocha viu o rebanho diminuir 70% em apenas dois anos, depois que a empresa resolveu construir uma usina. “Infelizmente vale mais um hectare de cana do que de gado. Um hectare de pecuária vai render na base de R$ 150, R$ 200, por hectare líquido. A cana vai render umas três vezes mais que isso, de R$ 450 a R$ 500 por hectare”, conta.

O vaqueiro Olisses de Carvalho diz que seu trabalho praticamente não mudou, mesmo com a redução no número de animais. “Reduziram os companheiros, então o trabalho continua quase no mesmo ‘batidão’. Porque, quando tem bastante gado, tem bastante peão. Tem menos gado, tem menos peão. Não trocaria uma égua por um trator, porque o trator eu nem sei nem tirar do lugar, e com a égua eu ganho meu pão”, diz.

Nas áreas de plantio, não é difícil encontrar os companheiros do seu Olisses que trocaram o gado pela cana. Há o Cléber Rodrigues, que deixou de ser vaqueiro. “Trator você trabalha mais tranquilo, gado é mais complicado”, afirma. Há também o José Fábio da Silva, que passava o dia fazendo cerca. “Nunca tinha dirigido um trator como esse. Tem mais botão do que eu imaginava”, revela. E há ainda o Robson Borges, que está feliz da vida com o rumo da sua profissão. “Consegui uma promoção, de assistente técnico na pecuária para supervisor de plantio”, entusiasma-se.

O agrônomo Osvaldo Franco é o gerente agrícola de toda a fazenda e revela qual a sua maior preocupação em formar um canavial de 24 mil hectares para abastecer a usina. “Quando se trabalha com uma cultura anual, soja, você com quatro meses hoje colhe soja, entre o plantio e a colheita. Aí você faz safrinha; no outro ano, se você não gostou daquela variedade, você planta outra. Milho a mesma coisa. Cana, não, cana é uma cultura semiperene, que você não pode errar na variedade, no plantio. Isso tem que ficar perfeito, porque você vai ter que conviver com ela cinco, seis anos, ou até mais, dependendo do rendimento da área”, explica o agrônomo.

Apesar do crescimento no plantio e na produção, muitas usinas vivem um momento delicado. Dois anos atrás, com a alta do petróleo e a possibilidade do etanol se transformar em uma commodity internacional, havia a expectativa de que o município de Chapadão do Sul teria quatro usinas a partir de 2009. Este ano chegou e apenas uma indústria está saindo do papel.

É que, quanto mais baixo o preço do petróleo, menos vantajoso para o etanol. Em 2007, o barril valia cerca de US$ 70. No ano passado, chegou perto dos US$ 150. E agora beira os US$ 50. No mercado externo, os Estados Unidos, o Japão e a Europa ainda não reduziram as tarifas de importação do etanol brasileiro, nem sinalizam com a possibilidade de fortalecer esse mercado no curto prazo.

Para o superintendente da Única Usina de Chapadão do Sul, que promete cumprir os prazos para 2009, o que parece um milagre tem explicação. “Quem não teve ou quem não tinha a própria terra, esse pessoal abortou o projeto. Quem tinha terra, é o nosso caso, nós demos continuidade. Quando essas outras usinas começarem a moer, nós já vamos estar com um ano com a nossa equipe solidificada, treinada, qualificada. E isso aí facilita dentro de qualquer empreendimento.Ela deve ser inaugurada no dia 15 de junho. Daquela chaminé, tem que sair a fumacinha branca”, ressalta o diretor-superintendente da Única, Antônio de Pádua.

As usinas do Centro-Sul do Brasil respondem por 90% da produção nacional de etanol e 86% da fabricação de açúcar. Antonio de Pádua Rodrigues é diretor da Única, a maior entidade do setor. Em 2007, havia uma previsão de que 86 novas usinas seriam implantadas no Brasil até 2009. “Bom, dessas 86, 20 provavelmente entrarão em safra agora em 2009. Quinze entrarão em safra em 2010. As outras 51, acho que só a Deus pertencem. Não dá para investir em um mercado que não seja firme. Então, enquanto o etanol não se transformar em uma commodity mundial, enquanto você não reduzir algumas barreiras técnicas ou tarifárias, a expansão vai continuar acontecendo em um ritmo menor”, evidencia o diretor da Única.

Para Antônio de Pádua, a situação se complicou depois que os preços do açúcar e do etanol não foram suficientes para remunerar o setor, nos últimos dois anos. Somado a isso, houve a crise mundial que começou em setembro do ano passado. “O setor está sem dinheiro. Hoje, são raras as empresas que têm limite de crédito para tomar algum recurso novo nos bancos. Toda essa questão dos últimos dois anos e a necessidade de o setor e as empresas continuarem mantendo seu canavial, continuarem investindo com financiamento de curto prazo, levaram a um esgotamento no limite de crédito”, explica.

Mesmo com o desaquecimento do setor, algumas empresas continuam fazendo projeções grandiosas. Em uma área onde hoje tem brachiária, deve funcionar a partir do ano que vem uma das dez usinas de um grupo que promete produzir quatro bilhões de litros de etanol por safra, até 2015. Para o vice-presidente de operações da Brenco, José Taragano, a crise mexeu com a empresa, mas não a ponto de desestruturá-la. “Como qualquer outra empresa, nós também estamos no mundo e fomos impactados de uma forma ou de outra. Mas as mudanças que a gente fez foram muito sutis, muito pequenas. Alguns cronogramas foram ligeiramente empurrados para frente, mas nós achamos que o cenário do etanol continua promissor, sim”, destaca.

Só que, para fazer uma usina funcionar, o plantio da cana deve ocorrer dois, três anos antes, por conta da multiplicação das mudas e o tempo para o próprio crescimento da lavoura. E, por conta das turbulências do mercado, cerca de 8% da cana disponível para ser esmagada na última safra deixou de ser colhida. “Isso aconteceu em 2008 e provavelmente deverá acontecer em 2009. Em 2009, ainda mais ainda forte, porque muitas empresas, por falta de recursos, não fizeram a manutenção da indústria. Essas empresas que não fizeram uma adequada manutenção industrial, por quanto tempo elas vão conseguir operar? Quanto tempo elas vão parar por quebra, por falta de manutenção? E cada dia perdido é um dia de cana não moída. Isso já é um potencial prejuízo para a atividade”, avalia o diretor da Única, Antônio de Pádua.

É bom lembrar que, apesar do desaquecimento do setor, a produção de cana no Brasil continua crescendo. A safra passada, por exemplo, foi quase 19% maior que a do ano anterior. Para este ano, o IBGE prevê um aumento de pouco mais de 1% em relação a 2008.
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Criadores de frango de SP têm menos aves nos galpões

Criadores de frango de São Paulo estão colocando uma quantidade menor de aves em seus galpões. Eles querem diminuir a oferta de carne para aumentar o preço.

Uma granja em Iperó, no sudeste paulista, já alojou mais frangos. O dono, Ricardo Pacheco, conta que já é o segundo lote em que a integradora mandou menos pintinhos. Ele recebe atualmente R$ 0,30, em média, por ave que engorda e calcula o que daria para pagar com o dinheiro que vai deixar de receber. “Representa, praticamente, em torno de R$ 7.500. Só dos pintinhos que foram reduzidos, pago toda a mão-de-obra mensal, energia, reparo dos galpões”, enumera.

A redução de aves para o alojamento é apenas uma das medidas adotadas pela integradora. O vazio sanitário, período em que os galpões ficam vazios até receberem um novo lote de pintinhos, também aumentou de 14 para 34 dias, em média. Na ponta do lápis, esse prazo maior que as integradoras adotaram para entregar os pintinhos para engorda vai significar o seguinte para o dono da granja: em épocas normais, ele entrega para o abate seis lotes de frangos por ano. Com a redução, vai entregar apenas cinco, o equivalente a quatro galpões com capacidade para 25 mil aves.

A integradora também esticou o prazo de pagamento, de 28 para 90 dias. “O que você compra, você manda fazer qualquer benfeitoria no galpão, ou o material que você utiliza, a lenha, o gás, a energia, é 30 dias. Se eu recebo com 90 dias, como vou saldar esses compromissos?”, pergunta o criador Ricardo Pacheco.

O gerente da integradora que fornece os pintinhos e a ração ao seu Ricardo explica que a empresa reduziu o fornecimento de aves por recomendação da União Brasileira de Avicultura. Mas ele reclama que nem todo mundo seguiu a recomendação em outros Estados e, por isso, há uma oferta de carne maior do que a demanda.

Além disso, este ano houve queda de 4,4% na quantidade exportada no primeiro bimestre, em comparação com o mesmo período do ano passado. Na disputa para desovar os estoques, há frango muito barato no mercado. “As empresas do Sul, principalmente do Paraná, vêm e desovam no Estado de São Paulo a qualquer preço. Realidade de hoje, anúncios de supermercado em foi abatido a R$ 1,80. Isso é preço de frango vivo”, reclama o gerente da integradora, Gilberto Silva.

Os números confirmam: houve queda de 9,2% nos alojamentos em janeiro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Por isso, a produção de carne deverá fechar com queda de 10% em março deste ano, em comparação com março do ano passado.

De acordo com a União Brasileira de Avicultura, a diminuição do alojamento de frangos foi desigual no período de outubro do ano passado a janeiro deste ano. O Paraná, maior produtor do país, reduziu em 12%. Em São Paulo, a redução foi de quase 22%.
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Os principais assuntos da semana

Agora os outros assuntos da semana. O Supremo Tribunal Federal decidiu que os não-índios têm até 30 de abril para deixar a reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. O arroz plantado será colhido pelo governo, e os produtores serão indenizados pelo número de sacas.

Aumentou o número de municípios na lista dos maiores desmatadores da Amazônia. Agora são 43, sete a mais que no mês passado. Além dos Estados do Pará e Mato Grosso, entraram para a lista Roraima e Maranhão.

Integrantes de movimentos sem-terra do Brasil e do Paraguai fecharam a Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Foi um ato de apoio contra a presença de agricultores brasileiros em terras paraguaias.

Na Argentina, produtores rurais voltaram a protestar contra os impostos cobrados nas exportações agrícolas.

O Exército suspendeu o fornecimento de água potável para 33 municípios de Alagoas. A verba para os caminhões-pipa não foi repassada pelo governo federal.

Confirmado um foco de peste suína clássica no município de Mossoró, no Rio Grande do Norte. A doença é causada por um vírus e provoca a morte de suínos. Uma fazenda foi interditada e os animais, sacrificados.
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RS está na reta final da colheita de grãos
O Rio Grande do Sul está na reta final da colheita de grãos. Houve problemas com o milho, mas a produção de soja e de arroz está sendo comemorada. Veja a situação nas principais regiões produtoras do Estado.

Seu Airton Becker acompanha o encerramento da colheita de milho na propriedade em Cruz Alta, noroeste do Rio Grande do Sul. Nesta safra, ele reduziu a área de cultivo do grão quase pela metade: foram 210 hectares. “Devido ao grande aumento no custo de produção principalmente por causa dos fertilizantes. Com esse aumento de custo, nós resolvemos diminuir a área”, revela.

Com o fim da colheita, o agricultor também amarga prejuízos causados pela estiagem. Das 100 sacas que esperava colher, o resultado final não passou de 70 sacas por hectare. O levantamento da Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, sobre a produção agrícola do Rio Grande do Sul, confirma o que o agricultor observou na propriedade. A estimativa é que a falta de chuva tenha provocado uma redução de 17% na produção de milho. A safra deve ficar em 4.400.000 toneladas do grão.

Já nas lavouras de soja, o movimento das máquinas aos poucos vai confirmando a expectativa de uma boa safra. O grão, plantado mais tarde, escapou da estiagem e deve render 7.800.000 toneladas, 1% mais do que o produzido em 2008. O agricultor Eduardo Schwerz acompanha de perto o rendimento da lavoura: 40 sacas por hectare. “Foi feita uma adubação razoavelmente boa, fungicida, inseticida. Faltou um pouquinho de água mesmo, de chuva”, avalia.

A variedade que está sendo colhida é de ciclo precoce e chegou a ser prejudicada pela estiagem em dezembro do ano passado. Por isso, a expectativa dos agricultores é de uma produtividade ainda maior em lavouras de soja de ciclo tardio, onde as chuvas foram regulares até o momento. A colheita nessas áreas deve começar em abril. “O que tinha que fazer está feito, a nossa parte está feita. Agora, se chover, a gente tem uma produtividade maior”, diz o técnico agrícola Sérgio Fahl.

Quem também está torcendo para o tempo ajudar são os produtores de arroz. Em Uruguaiana, o maior produtor do cereal no Estado, cerca de 55% da área está colhida. A produtividade média deve ficar em torno de 7.500 quilos por hectare. A safra se desenvolveu bem, e o resultado final aponta para uma colheita superior à obtida no ano passado: 7.700.000 toneladas de arroz, segundo a Conab. A produção é 5% maior do que a de 2008.

O produtor Ariovaldo Ceratti diz que investiu no arroz e que está satisfeito. Cerca de 40% da lavoura dele foi colhida. “Nós fizemos a semeadura cedo este ano, a questão de colocar os fertilizantes no seco é importante na lavoura de arroz, o manejo correto da irrigação e da parte do controle de ervas daninhas. Isso garante a boa produtividade que a gente vem obtendo nessa safra”, enfatiza.

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