Arquivo da categoria ‘Provocaçoes’

Provocações | 22/11 sex 22h00 | Tv Cultura – Entrevistas|

Programa voltado para a divulgação de produções independentes, exibe filmes e vídeos de ficção, documentários e experimentais, de curta ou média metragem realizados por diretores brasileiros.

Belluzzo questiona a idoneidade de Simon no Provocações

Economista e presidente do Palmeiras fala sobre suas decepções com o futebol, influências políticas e o desejo de voltar a dar aulas

Um professor universitário de sucesso e economista com extensa carreira que deixou tudo isso em segundo plano para se tornar, desde janeiro deste ano, presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras. Luiz Gonzaga Belluzzo fica frente a frente com Antônio Abujamra no Provocações deste domingo (22/11), exibido pela TV Cultura, às 21h, e não poupa declarações polêmicas.

“Eu gostaria de não ter aceitado ser presidente do Palmeiras, não porque me arrependa, mas porque eu devia ter resistido. E não resisti. Antes de ser presidente eu me aborrecia com economia e me divertia com futebol, agora eu me aborreço com futebol e me divirto com economia”, revela Belluzzo entre os assuntos que pontuaram o programa, como sua trajetória como professor, as divergências com as políticas econômicas do Banco Central e futebol.

Sobre uma possível candidatura a cargos maiores no futebol brasileiro, como a Federação Paulista de Futebol ou a Confederação Brasileira de Futebol, Belluzzo foi enfático ao dizer que não deseja fincar raízes no esporte. “Eu não quero fazer carreira de dirigente esportivo, de jeito nenhum. Eu quero voltar para minha vida de professor, o que considero que faço muito bem”.

Ainda na esfera futebolística, o economista fez questão de reiterar seus comentários negativos sobre o árbitro Carlos Eugênio Simon, a quem deposita toda a responsabilidade pela derrota do Palmeiras no Maracanã contra o Fluminense. “Ele claramente apitou o que não viu e não apitou o que viu (um pênalti no zagueiro Danilo). Vai entender?”. E deixa no ar, em tom de indignação: “Será que ele se coloca à disposição de alguém para prestar algum serviço?”.

Istigado a falar sobre seu possível fracasso no período do governo Sarney, no qual foi o chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda, ele revela sem hesitar: “O Brasil não tinha condições de estabilizar a economia, era tudo uma bagunça. Era como se você pegasse uma casa em completo desarrumo e então não sabe onde colocar os móveis”.

“Eu sou um reformista radical. Em que autores eu me inspirei? Posso citar dois, Karl Marx e John Maynard Keynes, que convergem muitas coisas em relação ao capitalismo”, falando de suas inspirações políticas.

Provocações | 13/11 sex 22h00 | Tv Cultura – Entrevistas|

Programa voltado para a divulgação de produções independentes, exibe filmes e vídeos de ficção, documentários e experimentais, de curta ou média metragem realizados por diretores brasileiros.

A última coleção de Fause Haten é um pesadelo, diz Regina Guerreiro no Provocações

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No programa desta semana, na TV Cultura, a jornalista de moda confessa achar o mundo fashion maldito e conta que o glamour é uma ilusão

Com fama de ”diaba” no mundo editorial fashion e conhecida por seus textos ácidos, a jornalista Regina Guerreiro, considerada a pioneira da moda brasileira e atual criadora da grife TNG, é a entrevistada de Antônio Abujamra no Provocações desta sexta-feira (13/11), apresentado pela TV Cultura, às 22h.

Ao ser perguntada sobre qual estilista tiraria da Fashion Week, ela foi enfática: “Eu acho a última coleção do Fause Haten um susto, um pesadelo, uma coisa impossível de apresentar”. E ainda completou: “Às vezes o André Lima comete deslizes inacreditáveis. Ele faz volumes exagerados. Eles dão lições de desaprender para pessoas desavisadas”.

A moda, na visão de Regina, é um “mundo maldito, de fofoca, inveja e guerra de poder”. No programa, ela conta o que este universo rendeu para ela e as lições que aprendeu na vida. Segundo ela, “o glamour é uma ilusão que atrai oportunistas e pessoas desagradáveis”.

A entrevistada também explica como as Fashion Weeks industrializaram o mercado de corte e costura, transformando-o completamente. “Antes os desfiles eram fechadíssimos, para 70 convidados, no máximo”. Ainda assim, Regina acredita na moda e sua visão sobre o tema pode ser inspiradora para quem quer seguir carreira na área.

Ex-aluna de colégio de freiras, Regina Guerreiro foi hippie nos anos 60 e provocava o sistema de fora. Depois que empregou-se como editora de moda – começou sua carreira em 1964 na editora Abril, atuou na revista Harper””s Bazaar, em Nova York, e foi editora e diretora da Vogue – passou a provocar o sistema de dentro do próprio sistema.

Provocações | 23/10 sex 22h10 | Tv Cultura – Entrevistas|

Programa voltado para a divulgação de produções independentes, exibe filmes e vídeos de ficção, documentários e experimentais, de curta ou média metragem realizados por diretores brasileiros.


Julia Lemmertz confessa , no Provocações desta semana, que não é fácil fazer TV

Em cartaz no teatro com o espetáculo Maria Stuart, a atriz conta também que não gosta de ser comparada com os pais

Com mais de sessenta trabalhos no teatro, no cinema e na televisão, quase trinta anos de carreira, a atriz Julia Lemmertz é a convidada de Antônio Abujamra no Provocações desta sexta-feira (23/10), às 22h10, na TV Cultura.

Casada com o também ator Alexandre Borges, Júlia fica bastante chateada quando insistem em vincular seu trabalho com a carreira de seus pais, os grandes atores Lilian Lemmertz e Linneu Dias. “Eu tenho quase trinta anos de carreira, importa quem sou eu, as coisas que eu fiz no palco, na TV ou no cinema”, desabafa. A atriz fala também sobre o relacionamento com a família e a maternidade.

Com uma lista extensa de novelas, Júlia diz que trabalhar em televisão não é fácil: “Uma novela é um troço muito difícil de fazer”. No cinema, a atriz também tem um currículo bastante longo. Julia já atuou em longas como Meu Nome Não É Johnny, Onde Andará Dulce Veiga?, Um copo de cólera, entre outros, e diz que fazer cinema no Brasil é difícil, pois o público não assiste filmes nacionais. ela e Abu discorrem sobre o tema.

Julia está em cartaz com o espetáculo Maria Stuart, do dramaturgo clássico Schiller, em que interpreta a protagonista Maria Stuart, rainha da Escócia, que entra em conflito com Elisabeth I, rainha da Inglaterra, vivida por Lígia Cortez.

Ainda nesta edição, Abujamra lê o texto do escritor austríaco Thomas Bernhard, um dos mais importantes autores da segunda metade do século 20.

Provocações | 16/10 sex 22h10 | Tv Cultura – Entrevistas|

Programa voltado para a divulgação de produções independentes, exibe filmes e vídeos de ficção, documentários e experimentais, de curta ou média metragem realizados por diretores brasileiros.

Você não pode ser um poeta razoável, diz Milton Hatoum, no Provocações

Com quatro romances publicados, o escritor comenta sobre suas aventuras pela poesia, conta por que abandonou a arquitetura, fala de sua experiência como professor universitário e suas viagens pelo exterior

Considerado um dos grandes escritores vivos do Brasil e um dos poucos a viver somente da literatura, o amazonense Milton Hatoum é o convidado de Antônio Abujamra nesta sexta-feira (16), às 22h10, no Provocações, exibido na TV Cultura.

Durante a entrevista, Hatoum revela por que abandonou a arquitetura. “Queria viver de literatura”, confessa. E ele conta, também, de sua experiência como professor universitário, suas viagens pelo exterior, e os fatos que precederam a publicação de seu primeiro romance, aos 37 anos de idade.

Com quatro livros publicados, o escritor também comenta sobre suas aventuras pela poesia: “Ou você é um bom poeta, ou você não é um poeta. Você não pode ser um poeta razoável”, enfatiza. Ele cita alguns grandes poetas do Amazonas – seu estado natal – que são praticamente desconhecidos no Brasil, como Max Martins, Aníbal Beça e Luiz Bacellar.

Ainda sobre o Amazonas, Hatoum fala da mistificação dos brasileiros em relação à região amazônica, comenta sobre a questão da herança indígena, do progresso desastroso, do Teatro Amazonas e da Zona Franca de Manaus: “O Brasil está muito longe da Amazônia”, e continua: “Lá é o meu céu, meu inferno. Meu paraíso perdido”.

Provocações | 09/10 sex 22h10 | Tv Cultura – Entrevistas|

Programa voltado para a divulgação de produções independentes, exibe filmes e vídeos de ficção, documentários e experimentais, de curta ou média metragem realizados por diretores brasileiros.

É muito difícil promover mudanças na Educação, diz Pedro Paulo Popovic

Sociólogo, criador de um dos maiores sucessos editorias do país e fundador da TV Escola é o convidado de Abujamra no programa Provocações desta sexta-feira (9/10)

“Você não acha que hoje a Veja, do Victor Civita, é marrom?”. Pedro Paulo Popovic responde à provocação do apresentador, nesta sexta-feira (9/10), às 22h10, na TV Cultura.

O sociólogo, formado pela USP, explica para Abujamra a orientação editorial da revista Veja, uma das mais lidas do país. E conta ainda como ajudou a criar um dos maiores sucessos editorias do país, os fascículos da Abril. As publicações levaram para o público cultura e filosofia de grandes nomes mundiais, como Aristóteles, Picasso e Rodin. Pedro Paulo relata também os planos de Victor Civita, que acreditava que sua empresa poderia mudar a mentalidade dos brasileiros. “Ele tinha a ideia de que era um herói civilizador”.

Secretário de Educação a Distância no Ministério da Educação do governo Fernando Henrique, Pedro disse: “É muito difícil promover mudanças na Educação. Todo mundo mexe naquilo que o outro mexeu”. Mas ele ainda acredita na Educação a Distância como a solução para o problema. Pedro Paulo também implantou a TV Escola, um canal do Ministério da Educação, no ar durante 24 horas por dia, e que exibe os melhores documentários e séries nacionais e internacionais.

Provocações | 11/09 sex 22h00 | Tv Cultura – Entrevistas|

Programa voltado para a divulgação de produções independentes, exibe filmes e vídeos de ficção, documentários e experimentais, de curta ou média metragem realizados por diretores brasileiros.

Pioneiro do e-book fala da carreira literária no Provocações

Silas Corrêa Leite comenta o sucesso de downloads do livro interativo O Rinoceronte de Clarice e se compara ao ET de Steven Spielberg

O jornalista e poeta Silas Corrêa Leite, autor do primeiro e-book interativo da Internet, O Rinoceronte de Clarice, participa do programa Provocações, da TV Cultura, nesta sexta-feira (11/9), às 22h.

Em uma entrevista filosófica, permeada por uma espécie de poética da tristeza, Silas lança frases como: “eu não quero dar a cara pra bater à lágrima. A vida não me deu limões? Então eu faço limonada de lágrimas, poucas lágrimas”. Também conta a Antônio Abujamra os desafios que encontra para construir sua carreira literária: “não se faz uma carreira com 56 anos como eu tenho”.

O poetinha Silas, como é conhecido, ainda diz não ser deste mundo e se compara ao ET de Steven Spielberg. Professor da rede pública, ele acredita no fim das utopias, mas não da esperança. “Do pântano da condição humana, se eu não tenho sonho, então eu não me tenho mais”.

Silas Correa Leite tem forte atuação na internet e já é considerado referência na linguagem virtual. Colabora com vários veículos de comunicação do Brasil e do exterior, e tem alguns livros publicados, dentre eles, Porta-Lapsos, Poemas; e Campo de Trigo com Corvos. Seu aclamado e-book, O Rinoceronte de Clarice, sucesso de downloads, constitui-se de onze ficções, todas focando Itararé (sua cidade natal), cada uma com três finais (feliz, de tragédia e politicamente incorreto). Ele também é autor do oficial Hino ao Itarareense e tem várias letras de baladas, rock e blues.

Para finalizar o programa, Abujamra lê uma poesia de Silas e um poema de Mardônio França e Edson Cruz.

Provocações | 28/08 sex 22h10 | Tv Cultura – Entrevistas|

Programa voltado para a divulgação de produções independentes, exibe filmes e vídeos de ficção, documentários e experimentais, de curta ou média metragem realizados por diretores brasileiros.

Parece que sexo é algo que não existe para as pessoas, diz a criadora da grife Daspu a Antônio Abujamra

Bruno VeigaGabriela Leite, que briga pela regulamentação da profissão de prostituta, participa do Provocações desta sexta-feira, dia 28

Socióloga formada pela USP, em 1973, no auge da ditadura militar, Gabriela Leite estava insatisfeita com o rumo das coisas, do cartão de ponto, do escritório e partiu para uma revolução pessoal: a jovenzinha da classe média mudou-se para um bordel e foi ser aquilo de que se orgulha até hoje: prostituta.

“Parece que sexo é algo que não existe para as pessoas, todo mundo faz, mas sempre tem gente que precisa esconder”, diz ex-prostituta Gabriela Leite para Abujamra no Provocações desta sexta-feira (28/8), às 22h10, na TV Cultura.

Autora da recém lançada autobiografia Filha, Mãe, Avó e Puta, Gabriela tornou-se prostituta no final da década de 60. Hoje, considera-se aposentada e se dedica a defender a regulamentação da profissão por meio da ONG Davida, fundada por ela em 1992, e da grife Daspu, inaugurada em 2005 com o objetivo de gerar visibilidade e recursos para os projetos da ONG.

Quando decidiu ser prostituta, Gabriela diz que as coisas mudaram para ela: “As pessoas começaram a me olhar com preconceito por que revolução sexual, tudo bem, mas a ‘putaria’ é demais”.

Gabriela viveu a grande virada das mulheres na sociedade ocidental, em meio às revoluções sociais de 1968 até início da década de 70. Foi então que resolveu discutir a sexualidade. “Nós saímos do armário”, declara ela.

A socióloga conta ainda por que criou a Daspu, grife voltada às prostitutas, quais são os maiores desafios que enfrenta para legalizar o ofício e fala das particularidades da profissão nas diferentes regiões do Brasil.