Arquivo da categoria ‘Noticias do Japão’

Os irmãos Gilberto, José Augusto e Daniela Schincariol receberam, na quinta-feira, um cheque da Kirin de cerca de R$ 2,3 bilhões por sua participação de 49,5% na Schincariol, a segunda maior cervejaria brasileira. Lideradas pessoalmente por Gilberto Schincariol Júnior, de apenas 28 anos, as negociações entre as duas partes foram intensas nos últimos dois dias.

Segundo a companhia japonesa, o valor pago por 100% das ações da cervejaria brasileira, cerca de 6,2 bilhões de reais, é razoável perto do potencial de crescimento do mercado brasileiro de cerveja.

A Kirin até esteve disposta a pagar uma soma maior aos minoritários da Schincariol para solucionar a disputa, segundo apurou o iG. Mas, depois da decisão da Justiça, em outubro, que favoreceu a Kirin, os irmãos perderam força nas negociações, diz uma fonte especializada em fusões e aquisições. A defesa dos controladores alegava que os minoritários, embora recorressem ao direito de preferência, não tinham recursos para pagar os mesmos valores desembolsados pela Kirin. 

Em agosto, a Kirin pagou a Adriano e Alexandre Schincariol, primos de Gilberto, quase R$ 4 bilhões em dinheiro por sua participação de 50,45% no capital da cervejaria brasileira. Gilberto e seus irmãos, provavelmente, acreditavam que poderiam receber uma quantia equivalente a que havia sido paga aos controladores. Ir à Justiça para impedir que seus primos vendessem o controle da cervejaria foi uma aposta, avalia uma fonte.

Jun Makuta, um dos advogados da TozziniFreire, passou praticamente todo o dia 1º de maio sem bateria no celular. Quando recarregou o aparelho, à noite, notou várias ligações não atendidas – todas de um mesmo número. Ao retorná-las, naquele mesmo dia, foi atendido pelo gerente jurídico da Kirin, que convidava o escritório a assessorá-lo na Operação Zico.

É claro que a cervejaria japonesa não estava interessada em nenhum jogador brasileiro – nem mesmo o Galinho, que fez sucesso no Japão dos anos 90. Operação Zico era o codinome, escolhido pela Kirin, para um plano ambicioso: comprar a brasileira Schincariol e, com isso, entrar no país.

O maior problema, àquela altura, era tempo. A Kirin foi a última a entrar na briga, e teria apenas 15 dias para analisar a Schincariol e estruturar uma proposta. As outras interessadas – SABMiller, Diageo e Heineken – estavam mais adiantadas (oficialmente as empresas não comentam o assunto). Na verdade, o mandato de venda da Schincariol fora concedido ao BTG Pactual em fevereiro – e, desde então, o banco de investimentos buscava compradores. A Carlsberg afirmou que, no momento, concentrava seus esforços nas operações asiáticas.

O primeiro encontro entre os japoneses e a cúpula da Schincariol, em Itu, ocorreu em maio. Em meados de junho, a Kirin voltou à mesa de negociações, desta vez, em Nova York, em uma reunião no escritório local do BTG Pactual. Nem Adriano, nem Alexandre, participaram – apenas os assessores. “Foi mais uma conversa; nem apresentamos o preço”, diz Pedro Seraphim, que coordenou a operação pelo TozziniFreire.

Embora quisesse levar 100% da Schincariol, a Kirin aceitou avaliar apenas a parte dos sócios majoritários. Coube ao banco americano, em meados de junho, chegar a um valor próximo dos 3,95 bilhões de reais que a Kirin acabaria pagando pela fatia de 50,5% dos irmãos Alexandre e Adriano Schincariol.

Com o acerto, a companhia familiar, fundada em 1939 pelo filho de imigrantes italianos Primo Schincariol, torna-se parte de um dos maiores grupos de bebida do Japão. Adriano Schincariol fica na empresa até janeiro. Já o primo Gilberto deixa a empresa agora.
A Schincariol foi fundada em 1939 como fabricante de refrescos e hoje em dia possui mais de dez fábricas que produzem cerveja e outras bebidas não alcoólicas em diversos pontos do Brasil.


A Schincariol produz marcas de cerveja como Nova Schin, Devassa Bem Loura, Glacial, Baden Baden e Eisenbahn. Além da cerveja, que representa 81,6% de seu faturamento, o grupo produz refrigerantes, sucos de fruta e água mineral.


O grupo brasileiro, que emprega 10 mil pessoas, registrou um faturamento de R$ 2,85 bilhões em 2010 (US$ 1,634 bilhão).

mais
Patrocinadora do Carnaval de Salvador pelos últimos onze anos, a Schincariol perderá o posto para a Brahma em 2012. A marca da Ambev venceu a concorrência promovida pela organização do evento e investirá R$ 4,9 milhões na estrutura da festa para se tornar a patrocinadora oficial. 
Itens de tecnologia podem faltar nas prateleiras brasileiras
Estoques de produtos importados de empresas como Panasonic, Sony, Canon e Nikon podem acabar devido à interrupção da produção no Japão
Renata Honorato
Panasonic: cinco fábricas no Japão seguem fechadas após terremoto
Câmeras e lentes fotográficas, telas de cristal líquido e impressoras compactas são alguns dos itens que podem faltar no Brasil
Os meses de abril e maio serão “críticos” para a fabricante de eletrônicos Panasonic no Brasil. Da sede japonesa, a empresa importa câmeras fotográficas e telas de cristal líquido para a venda no Brasil, um fluxo que deve ser suspenso em breve devido à interrupção da produção de cinco fábricas da companhia no Japão – fruto do terremoto seguido de maremoto ocorrido na sexta-feira. “O estoque de produtos de março está garantido. Mas em abril e maio sofreremos os impactos da interrupção da produção no Japão”, afirma, Masanobu Matsuda, presidente da Panasonic no Brasil.
Outras empresas japonesas de tecnologia, como Sony, Canon e Nikon, também devem sentir os efeitos do desastre. Mas suas filiais brasileiras ainda avaliam a amplitudo do problema.
A matriz da Canon pode suspender as atividades em uma de suas principais fábricas, no sul do Japão. A medida afetaria o abastecimento de produtos no Brasil. A fábrica paralisada na cidade de Oita conta com cerca de 4.500 funcionários e produz câmeras, lentes e impressoras compactas.
A Nikon interrompeu a produção de suas fábricas de equipamentos de precisão no norte do Japão – e não há previsão para normalização da situação. O mesmo vale para a Sony. A sede da companhia, em Tóquio, funciona com força bastante reduzida: do total de 6.000 funcionários, apenas 120 comparecem para trabalhar, em função dos problemas ferroviários pelos quais passa a capital.
O setor de tecnologia em todo mundo sofrerá as consequências do terremoto e do tsunami que balançaram as estruturas da economia japonesa. De acordo com a consultoria iSuppli, o país foi responsável por 14% da produção global de eletrônicos em 2010.
Diante da incerteza do quadro, por ora, as empresas prometem empenhar esforços na ajuda a colaboradores e seus familiares. “Felizmente, nenhum funcionário sofreu ferimentos ou perdeu a vida, mas muitos estão aflitos em busca de parentes”, diz Matsuda, da Panasonic. “Estamos tentando dar o maior apoio possível a essas pessoas”, complementa, com voz embargada o executivo.
(Com informações da agência Reuters)
ENTREVISTA-Reconstrução do Japão pode passar de 5 tri de ienes
YUKO YOSHIKAWA – REUTERS
O Japão pode precisar de mais de 5 trilhões de ienes para consertar os estragos provocados pelo terremoto e tsunami que atingiram o nordeste do país e deve ter que aumentar as vendas de títulos do governo para levantar esses recursos, disse nesta quarta-feira uma importante autoridade de um partido de oposição.
Os serviços de ajuda às vítimas e os custos da reconstrução após o terremoto de magnitude 9,0 da sexta-feira certamente vão superar os 3 trilhões de ienes (37 bilhões de dólares) gastos após o terremoto de Kobe em 1995 e podem passar de 5 trilhões de ienes, segundo os gastos propostos pelo maior partido de oposição, o Liberal Democrático, disse Keiichi Ishii, chefe de políticas do Novo Komeito, o segundo maior partido oposicionista.
“Existe a possibilidade de ser necessário recorrer à emissão de títulos do governo para cobrir o déficit”, disse Ishii à Reuters em entrevista.
Ishii disse que o governo deve primeiro estudar cortes em outros gastos para poupar dinheiro para a reconstrução, antes de contrair novos empréstimos com a emissão de novos títulos.
Uma opção, segundo ele, é redirecionar dinheiro de gastos não essenciais, como os recursos alocados para aumentar benefícios pagos por filhos no orçamento do próximo ano fiscal, que começa em abril.
“A emissão de títulos de dívida do governo pode aumentar temporariamente. Mas o governo precisa mostrar que vai procurar manter no mínimo possível a emissão de novos títulos de dívida para financiar a reconstrução, cortando o que puder do orçamento do Estado”, disse Ishii.
Ele disse que o governo também deve estudar a possibilidade de combater a instabilidade no mercado financeiro através de medidas como proibir a venda a descoberto de ações ou fazer intervenções no mercado monetário para frear altas acentuadas do iene.
Ishii é bem versado em assuntos financeiros e já foi vice-ministro financeiro sob o governo do PLD, antes de este perder o poder para o Partido Democrático em uma eleição em 2009.
Em vista das divisões no Parlamento, o governo do primeiro-ministro Naoto Kan precisa da cooperação dos partidos oposicionistas, como o Novo Komeito, para aprovar medidas relativas ao orçamento.
BC do Japão mantém taxa básica de juros em 0,1% ao ano
Agência Estado
TÓQUIO – O Banco do Japão (BOJ, banco central do país) manteve a taxa básica de juros em 0,1% ao ano na reunião de seu comitê de política monetária de hoje. Mercados financeiros relativamente estáveis e os sinais econômicos fortes divulgados recentemente deram tempo ao banco para avaliar os efeitos de suas medidas anteriores.
A decisão de manter a taxa em 0,1% ao ano, nível em que ela se encontra desde dezembro de 2008, foi tomada por unanimidade pelo comitê de política monetária, ao final da reunião de dois dias. O BOJ também deixou inalterada sua avaliação da economia em geral, dizendo que nos últimos três meses a economia japonesa vem “se levantando”.
De acordo com o banco, embora a produção industrial do país e as exportações tenham aumentado, na esteira do rápido crescimento dos países emergentes e dos ajustes nos estoques, a recuperação “autossustentada” da demanda doméstica continua fraca. As informações são da Dow Jones.
Morreu o último sobrevivente de Hiroshima e Nagasaki

Um cancro no estâmago matou o homem que escapou a duas bombas atómicas

Tsutomu Yamaguchi era o último sobrevivente oficialmente reconhecido das bombas atómicas que destruíram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Depois de ter escapado por duas vezes ao cataclismo nuclear, foi vencido por um cancro no estômago na passada segunda-feira, tinha 93 anos.

O reconhecimento de quer era a única testemunha dos dois ataques norte-americanos recebeu a chancela do governo nipónico em Março. Natural de Nagasaki, Yamaguchi estava em trabalho em Hiroshima, quando a 6 de Agosto de 1945, caiu a primeira bomba atómica da história.

Ferido com queimaduras nos braços e assustado, o japonês fugiu. Apanhou o comboio para casa. Não adivinhava que três dias depois, teria de assistir de novo ao horror da destruição do cogumelo nuclear. «Morri duas vezes e nasci duas vezes nesta vida, tenho que contar este facto da história antes de morrer», disse numa entrevista à agência EFE, em Agosto.

Tsutomu Yamaguchi foi um acérrimo opositor público deste tipo de armamento, mesmo que ele tivesse acabado com a guerra. «Perdemos uma das testemunhas mais importantes desta história», disse o presidente da autarquia de Nagasaki, Tomihisa, ao lamentar a morte de Yamaguchi.

Apesar de ter sobrevivido, o seu corpo registou de forma dura os bombardeamentos. Ainda em 1945, os efeitos da radiação levaram a que sofresse uma forte redução de glóbulos brancos, perdeu a visão no olho esquerdo, teve que ser operado às cataratas e teve de lhe ser retirada a vesícula.
http://diario.iol.pt/internacional/hiroshima-nagasaki-japao-bomba-atomica-tvi24-tsutomu-yamaguchi/1114553-4073.html

Um sobrevivente da história
Roberto Magalhães

Muitos se perguntaram se o japonês Tsutomu Yamaguchi foi o mais sortudo ou o mais azarado dos homens. Afinal, ele era a única pessoa reconhecida oficialmente pelo governo japonês a ter sobrevivido aos dois ataques atômicos da história, que arrasaram as cidades de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, e Nagasaki, três dias depois, e encerram a Segunda Guerra Mundial com dois dos momentos mais dramáticos e vergonhosos da história da humanidade.

Aos 93 anos, Tsutomu Yamaguchi morreu na segunda-feira, em Nagasaki, onde vivia, vítima de um câncer de estômago. A informação foi confirmada ontem por fontes do governo do Japão. “Perdemos uma testemunha das mais importantes desta história”, lamentou, em comunicado, o prefeito de Nagasaki, Tomihisa Taue, que lamentou que sua cidade tenha perdido “um excelente contador de histórias.”

Engenheiro, Yamaguchi estava trabalhando em Hiroshima quando, precisamente às 8h15, a bomba atômica explodiu. No momento da explosão, ele caminhava a cerca de dois quilômetros do epicentro da explosão. Atingido pelo impacto, ele sofreu queimaduras graves nos braços e, apavorado como todos os outros , ele decidiu que o melhor a fazer diante daquele cenário de destruição era retornar a Nagasaki, onde vivia. Ironicamente, ele buscou refúgio justamente no lugar que, em 9 de agosto, às 11h02, seria devastado por um novo ataque nuclear.

O japonês estava em seu escritório contando aos colegas o horror que presenciara em Hiroshima quando a segunda bomba atômica lançada pelos americanos foi detonada, a três quilômetros de distância, arrasando o prédio onde ele se encontrava. “Acreditei que o cogumelo atômico havia me seguido até aqui”, recordaria ele mais tarde. O ataque a Hiroshima matou cerca de 140 mil pessoas e outras cerca de 70 mil morreram em Nagasaki.

A história de Tsutomu Yamaguchi motivou diversas reportagem desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Mas, em março do ano passado, ele virou notícia ao redor do globo quando o governo japonês o reconheceu oficialmente como a única pessoa viva a ter sobrevivido aos dois ataques. “Minha dupla exposição à radiação é agora reconhecida pelo governo”, declarou Yamaguchi à época. “Eu posso dizer às gerações mais novas os horrores dos ataques atômicos mesmo depois de eu morrer”, ressaltou no ano passado.

Figura querida e respeitada em Nagasaki, Yamaguchi se tornou conhecido no Japão por suas frequentes palestras sobre os horrores da guerra e também como ativista pelo desarmamento nuclear. No fim do ano passado, Yamaguchi recebeu a visita do cineasta James Cameron, o diretor de Titanic e Avatar, que pretende fazer um filme sobre as duas bombas atômicas. Segundo sua família, ao fim do encontro o japonês teria dito: “missão cumprida”, sobre seu empenho em divulgar a história dos ataques atômicos.

Em novembro, o Correio visitou as cidades de Hiroshima e Nagasaki. Na segunda cidade, a reportagem tentou encontrar Tsutomu Yamaguchi. Mas foi informada pelos funcionários do Museu da Paz de Nagasaki que o japonês estava internado.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/01/06/mundo,i=164910/UM+SOBREVIVENTE+DA+HISTORIA.shtml

Tsutomu Yamaguchi, survivor of two atomic bombs, dies at 93
Richard Lloyd Parry in Tokyo

Tsutomu Yamaguchi, who survived the US atomic bombings of both Hiroshima and Nagasaki in 1945

(Jiji Press/AFP/Getty Images)

Tsutomu Yamaguchi felt it was his duty to tell the world the truth about the atomic bombings

He was an impassioned and articulate man, a respected teacher, beloved father and grandfather — but none of these explain the unique distinction of Tsutomu Yamaguchi, who has died in Nagasaki aged 93.

He was the victim of a fate so callous that it almost raises a smile: he was one of a small number of people to fall victim to both of the atomic bombs dropped on Japan.

On August 6, 1945, he was about to leave the city of Hiroshima, where he had been working, when the first bomb exploded, killing 140,000 people. Injured and reeling from the horrors around him, he fled to his home — Nagasaki, 180 miles to the west. There, on August 9, the second atomic bomb exploded over his head.

A few dozen others were in a similar position, but none expressed the experience with as much emotion and fervour. Towards the end of his life, Mr Yamaguchi received another distinction — the only man to be officially registered as a hibakusha, atomic bomb victim, in both cities.
Times Archive, 1945: Atomic bomb hits Japan

The first atom bomb, more powerful than 20,000 tons of TNT, had been dropped on the Japanese base of Hiroshima

“I think it is a miracle,” he told The Times on the 60th anniversary of the bombings in 2005. “But having been granted this miracle it is my responsibility to pass on the truth to the people of the world. For the past 60 years survivors have declared the horror of the atomic bomb, but I can see hardly any improvement in the situation.”

In the summer of 1945 he was 29 and working as a draughtsman designing oil tankers for Mitsubishi Heavy Industries. His three-month secondment to a shipyard in Hiroshima was due to end on the morning of August 6, when the American B29 bomber Enola Gay dropped a 13-kilotonne uranium atomic bomb, nicknamed Little Boy. It exploded above Hiroshima at 8.15am.

“I didn’t know what had happened,” Mr Yamaguchi said. “I think I fainted. When I opened my eyes everything was dark and I couldn’t see much. It was like the start of a film at the cinema, before the picture has begun when the blank frames are just flashing up. I thought I might have died but eventually the darkness cleared and I realised I was alive.”

He and two colleagues staggered through the ruins where the dead and dying lay all around. At one collapsed bridge the three had to wade through a river, parting before them a floating carpet of corpses. They reached the station and boarded the train for Nagasaki. Reporting to work at the shipyard on August 9, his story of a single bomb destroying an entire city was met with incredulity.

“The director was angry. He said ‘you’ve obviously been badly injured, and I think you’ve gone a little mad’. At that moment, outside the window, I saw another flash and the whole office, everything in it, was blown over.” The next thing he remembered was waking to hear crying and cheering at the broadcast by Emperor Hirohito announcing Japan’s surrender.

A postwar career as a teacher and a long retirement followed, and Mr Yamaguchi rarely spoke publicly of his experiences. He began to do so only in 2005 after the death from cancer of his middle-aged son, Katsutoshi, which his father blamed on his exposure to radiation as an infant. “The son of 59 died, leaving the father of 89 behind,” he said. “He was still a baby to me. The death of my son takes away my will to live.”

Like most hibakusha, Mr Yamaguchi’s hatred of the bomb never expressed itself in anti-Americanism. One of his last visitors, James Cameron, is considering making a film about the bombs.

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/asia/article6978112.ece

Japan’s double atomic-bomb survivor dies
AFP

Japan’s double atomic-bomb survivor dies AFP/Jiji Press/File – Tsutomu Yamaguchi, who survived the US atomic bombings of both Hiroshima and Nagasaki in 1945 to tell …
by Shigemi Sato Shigemi Sato – Wed Jan 6, 10:24 am ET

TOKYO (AFP) – Tsutomu Yamaguchi, who survived the US atomic bombings of both Hiroshima and Nagasaki in 1945 to tell the world of the horrors, has succumbed to stomach cancer, his family said Wednesday.

Yamaguchi, 93, the only person officially recognised as a survivor of the two attacks, died on Monday at a hospital in Nagasaki.

“I thanked my father for leaving us with the treasure that was his effort to call for world peace,” his daughter Toshiko Yamasaki, 61, told AFP by telephone. He is survived by a son, two daughters and five grandchildren.

“It is to our regret that we have lost a valuable story teller,” Nagasaki mayor Tomihisa Taue said in a statement. “His painful experience of being bombed twice in Hiroshima and Nagasaki drew worldwide attention.”

Yamaguchi, then an engineer at the Mitsubishi Heavy Industries shipyard in Nagasaki, was exposed to the first atomic blast in Hiroshima on August 6, 1945, when he was there for a work assignment.

He was on a street about two kilometres (1.3 miles) from ground zero.

With severe burns to his arms, he returned to Nagasaki two days later to join his family.

Yamaguchi was exposed to the second atomic explosion the next day when he was reporting about the Hiroshima holocaust at his work place, about three kilometers (two miles) from the epicentre.

“I thought the mushroom cloud had followed me there,” he said later.

The atomic blasts killed an estimated 140,000 people in Hiroshima and 74,000 others in Nagaski, leaving numerous others with ailments linked to radioactive irradiation.

Yamaguchi started to publicly talk about his atomic-bomb experience only in 2005 when he lost his second son — who survived the Nagaski bombing as an infant — to cancer.

In 2006, he was featured in a documentary film, entitled “Niju Hibaku (double irradiation)” with seven others who were known to have survived the two attacks.

The documentary was screened at the United Nations headquarters in New York the same year, featuring Yamaguchi as a guest speaker.

He became the only person officially recognised as a double A-bomb survivor last year when the city of Nagasaki acknowledged he was also bombed in Hiroshima.

Yamaguchi was diagnosed with stomach cancer in 2006 and he was hospitalised last August.

“I think this will be my last lecture. I hope the baton will be passed to other people,” Yamaguchi told a seminar in Nagasaki last June, according to media reports.

On December 22, US director James Cameron of the “Titanic” and “Avatar” fame called on him to outline his idea of shooting a film on atomic bombs, his daughter said.

“My father had eagerly waited for the director to come. He seemed to gather strength after the meeting,” Yamasaki said. “He was heard saying, ‘My mission is over.'”
http://news.yahoo.com/s/afp/20100106/ts_afp/japanwwiinuclearhistory

Forte terremoto deixa 1 morto e 60 feridos no Japão

Tremor de 6,6 graus de magnitude provocou interrupção de reatores nucleares e do trem-bala
Redação Mais Comunidade

Imagem mostra fenda em jardim causada pelo terremoto de 6,5 graus de magnitude no Japão

Dois fortes terremotos atingiram a Ásia nesta terça-feira, 11, (hora local), matando ao menos uma pessoa e ferindo dezenas na costa do Japão e espalhando pânico entre os moradores. O tremor provocou a interrupção automática os trabalhos de dois reatores nucleares e a paralisação durante duas horas do serviço de trem-bala na área.

Segundo o Serviço Geológico dos EUA, o primeiro terremoto – de 7,6 graus de magnitude – foi registrado no Oceano Índico, perto das Ilhas Andaman, na Índia. Um alerta de tsunami foi emitido para a Índia, Mianmar, Indonésia, Tailândia e Bangladesh, países castigados pelo tsunami de 2004. O abalo sísmico não deixou vítimas. No Japão, uma pessoa morreu e mais de 63 foram feridas quando um tremor de 6,6 graus de magnitude atingiu Tóquio e foi sentido na região central do país. Segundo a polícia, uma mulher de 43 anos morreu por conta da queda de escombros. A imprensa japonesa fala em até 80 feridos.

O fato de o tremor ter acontecido relativamente perto da superfície fez com que fosse sentido com muita intensidade em uma ampla área do centro do Japão, que também tem uma elevada densidade de população. Na escala japonesa, que vai até 7, concentrada mais nas áreas atingidas do que na intensidade do tremor, o terremoto chegou ao grau 6 em zonas do centro e oeste de Shizuoka, apesar de, em Tóquio, ter alcançado a intensidade mais baixa de 3.

As imagens de televisão mostraram produtos caídos em supermercados, estradas com o asfalto quebrado, rachaduras em muitas casas e muros destruídos, em meio à chuva que caiu com força durante esta semana no Japão. Além disso, houve pelo menos quatro pequenos incêndios na cidade de Shizuoka e 9,5 mil pessoas ficaram sem energia elétrica temporariamente em Omaezaki, onde o terremoto causou também interrupções no abastecimento de água, devido à ruptura de encanamentos.

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, hoje uma equipe de trabalho em seus escritórios para coletar informações sobre o terremoto, que, além disso, ocorreu nas províncias de onde o tufão Etau está se aproximando. Em sua passagem na segunda-feira pelo oeste do Japão, esse tufão deixou pelo menos 13 mortos e 17 desaparecidos nas províncias de Hyogo e Okayama, sem que os trabalhos de resgate, até o momento, tenham dado resultados positivos.

A Agência Meteorológica do Japão alertou a população sobre possíveis inundações e deslizamentos de terra devido à passagem do tufão, mas tranquilizou os habitantes, afirmando que não se espera que o terremoto desta madrugada seja o prelúdio do grande terremoto que pode atingir um dia a região de Tokai, segundo crença popular.

http://www.maiscomunidade.com/conteudo/2008-05-19/mundo/19109/-FORTE-TERREMOTO-DEIXA-1-MORTO-E-60-FERIDOS-NO-JAPAO.pnhtml

Por causa deste terremoto, a agência de metereologia do Japão emitiu um alerta de tsunami, que só foi cancelado duas horas depois, quando não havia mais risco. Várias construções ficaram destruídas.

Terremoto atinge grande área do Japão e deixa cerca de 100 feridos

foto: AP

Terremoto causou o fechamento de rodovias e fez com que se formassem filas de carros em Tóquio
Mulher-robô andará nas passarelas do Japão

robo modelo

Um novo robô, criado por pesquisadores japoneses, irá desfilar em uma passarela na próxima semana, em Tóquio.

Pesquisadores do Instituto Nacional Japonês de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada criaram uma nova “humana cibernética”, que é capaz de se mexer, caminhar e modificar suas expressões faciais.

No entanto, mesmo que possa se mover pela passarela sozinha, não foi considerado seguro que a robô-modelo dividisse a passarela com colegas humanas.

Os fabricantes declaram que o protótipo ainda não está pronto para ser usado para fins domésticos, como limpar a casa, lavar a louça, etc. Mas eles acreditam estarem no caminho certo para isso.

Ainda de acordo com os fabricantes, mesmo como modelo a robô ainda não está pronta. Ela é baixinha e não tem nada de especial sobre sua figura.

A robô foi batizada de HRP-4C – e, agora, sua principal tarefa é atrair a atenção de pessoas em shoppings e em grandes lojas, servindo, também, para outros eventos na indústria do entretenimento.

Ela foi desenvolvida para se parecer com uma mulher japonesa normal, mas seu corpo é prateado com detalhes em preto – o que faz parecer que ela está usando uma roupa espacial.

Seu rosto foi inspirado nos animês, os desenhos japoneses, como Sakura Card Captors e Dragon Ball, já que seus fabricantes tinham medo de que, se fossem levar o projeto à perfeição, ela parecesse humana demais.

A indústria robótica japonesa é uma das mais avançadas no mundo e continua avançando na idéia de ter robôs capazes de ajudar as pessoas em suas tarefas domésticas. Até agora, inúmeros projetos da Universidade Científica de Tóquio e da Universidade de Osaka estão sendo testados como recepcionistas. [Daily Tech]