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Os irmãos Gilberto, José Augusto e Daniela Schincariol receberam, na quinta-feira, um cheque da Kirin de cerca de R$ 2,3 bilhões por sua participação de 49,5% na Schincariol, a segunda maior cervejaria brasileira. Lideradas pessoalmente por Gilberto Schincariol Júnior, de apenas 28 anos, as negociações entre as duas partes foram intensas nos últimos dois dias.

Segundo a companhia japonesa, o valor pago por 100% das ações da cervejaria brasileira, cerca de 6,2 bilhões de reais, é razoável perto do potencial de crescimento do mercado brasileiro de cerveja.

A Kirin até esteve disposta a pagar uma soma maior aos minoritários da Schincariol para solucionar a disputa, segundo apurou o iG. Mas, depois da decisão da Justiça, em outubro, que favoreceu a Kirin, os irmãos perderam força nas negociações, diz uma fonte especializada em fusões e aquisições. A defesa dos controladores alegava que os minoritários, embora recorressem ao direito de preferência, não tinham recursos para pagar os mesmos valores desembolsados pela Kirin. 

Em agosto, a Kirin pagou a Adriano e Alexandre Schincariol, primos de Gilberto, quase R$ 4 bilhões em dinheiro por sua participação de 50,45% no capital da cervejaria brasileira. Gilberto e seus irmãos, provavelmente, acreditavam que poderiam receber uma quantia equivalente a que havia sido paga aos controladores. Ir à Justiça para impedir que seus primos vendessem o controle da cervejaria foi uma aposta, avalia uma fonte.

Jun Makuta, um dos advogados da TozziniFreire, passou praticamente todo o dia 1º de maio sem bateria no celular. Quando recarregou o aparelho, à noite, notou várias ligações não atendidas – todas de um mesmo número. Ao retorná-las, naquele mesmo dia, foi atendido pelo gerente jurídico da Kirin, que convidava o escritório a assessorá-lo na Operação Zico.

É claro que a cervejaria japonesa não estava interessada em nenhum jogador brasileiro – nem mesmo o Galinho, que fez sucesso no Japão dos anos 90. Operação Zico era o codinome, escolhido pela Kirin, para um plano ambicioso: comprar a brasileira Schincariol e, com isso, entrar no país.

O maior problema, àquela altura, era tempo. A Kirin foi a última a entrar na briga, e teria apenas 15 dias para analisar a Schincariol e estruturar uma proposta. As outras interessadas – SABMiller, Diageo e Heineken – estavam mais adiantadas (oficialmente as empresas não comentam o assunto). Na verdade, o mandato de venda da Schincariol fora concedido ao BTG Pactual em fevereiro – e, desde então, o banco de investimentos buscava compradores. A Carlsberg afirmou que, no momento, concentrava seus esforços nas operações asiáticas.

O primeiro encontro entre os japoneses e a cúpula da Schincariol, em Itu, ocorreu em maio. Em meados de junho, a Kirin voltou à mesa de negociações, desta vez, em Nova York, em uma reunião no escritório local do BTG Pactual. Nem Adriano, nem Alexandre, participaram – apenas os assessores. “Foi mais uma conversa; nem apresentamos o preço”, diz Pedro Seraphim, que coordenou a operação pelo TozziniFreire.

Embora quisesse levar 100% da Schincariol, a Kirin aceitou avaliar apenas a parte dos sócios majoritários. Coube ao banco americano, em meados de junho, chegar a um valor próximo dos 3,95 bilhões de reais que a Kirin acabaria pagando pela fatia de 50,5% dos irmãos Alexandre e Adriano Schincariol.

Com o acerto, a companhia familiar, fundada em 1939 pelo filho de imigrantes italianos Primo Schincariol, torna-se parte de um dos maiores grupos de bebida do Japão. Adriano Schincariol fica na empresa até janeiro. Já o primo Gilberto deixa a empresa agora.
A Schincariol foi fundada em 1939 como fabricante de refrescos e hoje em dia possui mais de dez fábricas que produzem cerveja e outras bebidas não alcoólicas em diversos pontos do Brasil.


A Schincariol produz marcas de cerveja como Nova Schin, Devassa Bem Loura, Glacial, Baden Baden e Eisenbahn. Além da cerveja, que representa 81,6% de seu faturamento, o grupo produz refrigerantes, sucos de fruta e água mineral.


O grupo brasileiro, que emprega 10 mil pessoas, registrou um faturamento de R$ 2,85 bilhões em 2010 (US$ 1,634 bilhão).

mais
Patrocinadora do Carnaval de Salvador pelos últimos onze anos, a Schincariol perderá o posto para a Brahma em 2012. A marca da Ambev venceu a concorrência promovida pela organização do evento e investirá R$ 4,9 milhões na estrutura da festa para se tornar a patrocinadora oficial. 
Itens de tecnologia podem faltar nas prateleiras brasileiras
Estoques de produtos importados de empresas como Panasonic, Sony, Canon e Nikon podem acabar devido à interrupção da produção no Japão
Renata Honorato
Panasonic: cinco fábricas no Japão seguem fechadas após terremoto
Câmeras e lentes fotográficas, telas de cristal líquido e impressoras compactas são alguns dos itens que podem faltar no Brasil
Os meses de abril e maio serão “críticos” para a fabricante de eletrônicos Panasonic no Brasil. Da sede japonesa, a empresa importa câmeras fotográficas e telas de cristal líquido para a venda no Brasil, um fluxo que deve ser suspenso em breve devido à interrupção da produção de cinco fábricas da companhia no Japão – fruto do terremoto seguido de maremoto ocorrido na sexta-feira. “O estoque de produtos de março está garantido. Mas em abril e maio sofreremos os impactos da interrupção da produção no Japão”, afirma, Masanobu Matsuda, presidente da Panasonic no Brasil.
Outras empresas japonesas de tecnologia, como Sony, Canon e Nikon, também devem sentir os efeitos do desastre. Mas suas filiais brasileiras ainda avaliam a amplitudo do problema.
A matriz da Canon pode suspender as atividades em uma de suas principais fábricas, no sul do Japão. A medida afetaria o abastecimento de produtos no Brasil. A fábrica paralisada na cidade de Oita conta com cerca de 4.500 funcionários e produz câmeras, lentes e impressoras compactas.
A Nikon interrompeu a produção de suas fábricas de equipamentos de precisão no norte do Japão – e não há previsão para normalização da situação. O mesmo vale para a Sony. A sede da companhia, em Tóquio, funciona com força bastante reduzida: do total de 6.000 funcionários, apenas 120 comparecem para trabalhar, em função dos problemas ferroviários pelos quais passa a capital.
O setor de tecnologia em todo mundo sofrerá as consequências do terremoto e do tsunami que balançaram as estruturas da economia japonesa. De acordo com a consultoria iSuppli, o país foi responsável por 14% da produção global de eletrônicos em 2010.
Diante da incerteza do quadro, por ora, as empresas prometem empenhar esforços na ajuda a colaboradores e seus familiares. “Felizmente, nenhum funcionário sofreu ferimentos ou perdeu a vida, mas muitos estão aflitos em busca de parentes”, diz Matsuda, da Panasonic. “Estamos tentando dar o maior apoio possível a essas pessoas”, complementa, com voz embargada o executivo.
(Com informações da agência Reuters)
ENTREVISTA-Reconstrução do Japão pode passar de 5 tri de ienes
YUKO YOSHIKAWA – REUTERS
O Japão pode precisar de mais de 5 trilhões de ienes para consertar os estragos provocados pelo terremoto e tsunami que atingiram o nordeste do país e deve ter que aumentar as vendas de títulos do governo para levantar esses recursos, disse nesta quarta-feira uma importante autoridade de um partido de oposição.
Os serviços de ajuda às vítimas e os custos da reconstrução após o terremoto de magnitude 9,0 da sexta-feira certamente vão superar os 3 trilhões de ienes (37 bilhões de dólares) gastos após o terremoto de Kobe em 1995 e podem passar de 5 trilhões de ienes, segundo os gastos propostos pelo maior partido de oposição, o Liberal Democrático, disse Keiichi Ishii, chefe de políticas do Novo Komeito, o segundo maior partido oposicionista.
“Existe a possibilidade de ser necessário recorrer à emissão de títulos do governo para cobrir o déficit”, disse Ishii à Reuters em entrevista.
Ishii disse que o governo deve primeiro estudar cortes em outros gastos para poupar dinheiro para a reconstrução, antes de contrair novos empréstimos com a emissão de novos títulos.
Uma opção, segundo ele, é redirecionar dinheiro de gastos não essenciais, como os recursos alocados para aumentar benefícios pagos por filhos no orçamento do próximo ano fiscal, que começa em abril.
“A emissão de títulos de dívida do governo pode aumentar temporariamente. Mas o governo precisa mostrar que vai procurar manter no mínimo possível a emissão de novos títulos de dívida para financiar a reconstrução, cortando o que puder do orçamento do Estado”, disse Ishii.
Ele disse que o governo também deve estudar a possibilidade de combater a instabilidade no mercado financeiro através de medidas como proibir a venda a descoberto de ações ou fazer intervenções no mercado monetário para frear altas acentuadas do iene.
Ishii é bem versado em assuntos financeiros e já foi vice-ministro financeiro sob o governo do PLD, antes de este perder o poder para o Partido Democrático em uma eleição em 2009.
Em vista das divisões no Parlamento, o governo do primeiro-ministro Naoto Kan precisa da cooperação dos partidos oposicionistas, como o Novo Komeito, para aprovar medidas relativas ao orçamento.
BC do Japão mantém taxa básica de juros em 0,1% ao ano
Agência Estado
TÓQUIO – O Banco do Japão (BOJ, banco central do país) manteve a taxa básica de juros em 0,1% ao ano na reunião de seu comitê de política monetária de hoje. Mercados financeiros relativamente estáveis e os sinais econômicos fortes divulgados recentemente deram tempo ao banco para avaliar os efeitos de suas medidas anteriores.
A decisão de manter a taxa em 0,1% ao ano, nível em que ela se encontra desde dezembro de 2008, foi tomada por unanimidade pelo comitê de política monetária, ao final da reunião de dois dias. O BOJ também deixou inalterada sua avaliação da economia em geral, dizendo que nos últimos três meses a economia japonesa vem “se levantando”.
De acordo com o banco, embora a produção industrial do país e as exportações tenham aumentado, na esteira do rápido crescimento dos países emergentes e dos ajustes nos estoques, a recuperação “autossustentada” da demanda doméstica continua fraca. As informações são da Dow Jones.
Morreu o último sobrevivente de Hiroshima e Nagasaki

Um cancro no estâmago matou o homem que escapou a duas bombas atómicas

Tsutomu Yamaguchi era o último sobrevivente oficialmente reconhecido das bombas atómicas que destruíram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Depois de ter escapado por duas vezes ao cataclismo nuclear, foi vencido por um cancro no estômago na passada segunda-feira, tinha 93 anos.

O reconhecimento de quer era a única testemunha dos dois ataques norte-americanos recebeu a chancela do governo nipónico em Março. Natural de Nagasaki, Yamaguchi estava em trabalho em Hiroshima, quando a 6 de Agosto de 1945, caiu a primeira bomba atómica da história.

Ferido com queimaduras nos braços e assustado, o japonês fugiu. Apanhou o comboio para casa. Não adivinhava que três dias depois, teria de assistir de novo ao horror da destruição do cogumelo nuclear. «Morri duas vezes e nasci duas vezes nesta vida, tenho que contar este facto da história antes de morrer», disse numa entrevista à agência EFE, em Agosto.

Tsutomu Yamaguchi foi um acérrimo opositor público deste tipo de armamento, mesmo que ele tivesse acabado com a guerra. «Perdemos uma das testemunhas mais importantes desta história», disse o presidente da autarquia de Nagasaki, Tomihisa, ao lamentar a morte de Yamaguchi.

Apesar de ter sobrevivido, o seu corpo registou de forma dura os bombardeamentos. Ainda em 1945, os efeitos da radiação levaram a que sofresse uma forte redução de glóbulos brancos, perdeu a visão no olho esquerdo, teve que ser operado às cataratas e teve de lhe ser retirada a vesícula.
http://diario.iol.pt/internacional/hiroshima-nagasaki-japao-bomba-atomica-tvi24-tsutomu-yamaguchi/1114553-4073.html

Um sobrevivente da história
Roberto Magalhães

Muitos se perguntaram se o japonês Tsutomu Yamaguchi foi o mais sortudo ou o mais azarado dos homens. Afinal, ele era a única pessoa reconhecida oficialmente pelo governo japonês a ter sobrevivido aos dois ataques atômicos da história, que arrasaram as cidades de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, e Nagasaki, três dias depois, e encerram a Segunda Guerra Mundial com dois dos momentos mais dramáticos e vergonhosos da história da humanidade.

Aos 93 anos, Tsutomu Yamaguchi morreu na segunda-feira, em Nagasaki, onde vivia, vítima de um câncer de estômago. A informação foi confirmada ontem por fontes do governo do Japão. “Perdemos uma testemunha das mais importantes desta história”, lamentou, em comunicado, o prefeito de Nagasaki, Tomihisa Taue, que lamentou que sua cidade tenha perdido “um excelente contador de histórias.”

Engenheiro, Yamaguchi estava trabalhando em Hiroshima quando, precisamente às 8h15, a bomba atômica explodiu. No momento da explosão, ele caminhava a cerca de dois quilômetros do epicentro da explosão. Atingido pelo impacto, ele sofreu queimaduras graves nos braços e, apavorado como todos os outros , ele decidiu que o melhor a fazer diante daquele cenário de destruição era retornar a Nagasaki, onde vivia. Ironicamente, ele buscou refúgio justamente no lugar que, em 9 de agosto, às 11h02, seria devastado por um novo ataque nuclear.

O japonês estava em seu escritório contando aos colegas o horror que presenciara em Hiroshima quando a segunda bomba atômica lançada pelos americanos foi detonada, a três quilômetros de distância, arrasando o prédio onde ele se encontrava. “Acreditei que o cogumelo atômico havia me seguido até aqui”, recordaria ele mais tarde. O ataque a Hiroshima matou cerca de 140 mil pessoas e outras cerca de 70 mil morreram em Nagasaki.

A história de Tsutomu Yamaguchi motivou diversas reportagem desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Mas, em março do ano passado, ele virou notícia ao redor do globo quando o governo japonês o reconheceu oficialmente como a única pessoa viva a ter sobrevivido aos dois ataques. “Minha dupla exposição à radiação é agora reconhecida pelo governo”, declarou Yamaguchi à época. “Eu posso dizer às gerações mais novas os horrores dos ataques atômicos mesmo depois de eu morrer”, ressaltou no ano passado.

Figura querida e respeitada em Nagasaki, Yamaguchi se tornou conhecido no Japão por suas frequentes palestras sobre os horrores da guerra e também como ativista pelo desarmamento nuclear. No fim do ano passado, Yamaguchi recebeu a visita do cineasta James Cameron, o diretor de Titanic e Avatar, que pretende fazer um filme sobre as duas bombas atômicas. Segundo sua família, ao fim do encontro o japonês teria dito: “missão cumprida”, sobre seu empenho em divulgar a história dos ataques atômicos.

Em novembro, o Correio visitou as cidades de Hiroshima e Nagasaki. Na segunda cidade, a reportagem tentou encontrar Tsutomu Yamaguchi. Mas foi informada pelos funcionários do Museu da Paz de Nagasaki que o japonês estava internado.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/01/06/mundo,i=164910/UM+SOBREVIVENTE+DA+HISTORIA.shtml

Tsutomu Yamaguchi, survivor of two atomic bombs, dies at 93
Richard Lloyd Parry in Tokyo

Tsutomu Yamaguchi, who survived the US atomic bombings of both Hiroshima and Nagasaki in 1945

(Jiji Press/AFP/Getty Images)

Tsutomu Yamaguchi felt it was his duty to tell the world the truth about the atomic bombings

He was an impassioned and articulate man, a respected teacher, beloved father and grandfather — but none of these explain the unique distinction of Tsutomu Yamaguchi, who has died in Nagasaki aged 93.

He was the victim of a fate so callous that it almost raises a smile: he was one of a small number of people to fall victim to both of the atomic bombs dropped on Japan.

On August 6, 1945, he was about to leave the city of Hiroshima, where he had been working, when the first bomb exploded, killing 140,000 people. Injured and reeling from the horrors around him, he fled to his home — Nagasaki, 180 miles to the west. There, on August 9, the second atomic bomb exploded over his head.

A few dozen others were in a similar position, but none expressed the experience with as much emotion and fervour. Towards the end of his life, Mr Yamaguchi received another distinction — the only man to be officially registered as a hibakusha, atomic bomb victim, in both cities.
Times Archive, 1945: Atomic bomb hits Japan

The first atom bomb, more powerful than 20,000 tons of TNT, had been dropped on the Japanese base of Hiroshima

“I think it is a miracle,” he told The Times on the 60th anniversary of the bombings in 2005. “But having been granted this miracle it is my responsibility to pass on the truth to the people of the world. For the past 60 years survivors have declared the horror of the atomic bomb, but I can see hardly any improvement in the situation.”

In the summer of 1945 he was 29 and working as a draughtsman designing oil tankers for Mitsubishi Heavy Industries. His three-month secondment to a shipyard in Hiroshima was due to end on the morning of August 6, when the American B29 bomber Enola Gay dropped a 13-kilotonne uranium atomic bomb, nicknamed Little Boy. It exploded above Hiroshima at 8.15am.

“I didn’t know what had happened,” Mr Yamaguchi said. “I think I fainted. When I opened my eyes everything was dark and I couldn’t see much. It was like the start of a film at the cinema, before the picture has begun when the blank frames are just flashing up. I thought I might have died but eventually the darkness cleared and I realised I was alive.”

He and two colleagues staggered through the ruins where the dead and dying lay all around. At one collapsed bridge the three had to wade through a river, parting before them a floating carpet of corpses. They reached the station and boarded the train for Nagasaki. Reporting to work at the shipyard on August 9, his story of a single bomb destroying an entire city was met with incredulity.

“The director was angry. He said ‘you’ve obviously been badly injured, and I think you’ve gone a little mad’. At that moment, outside the window, I saw another flash and the whole office, everything in it, was blown over.” The next thing he remembered was waking to hear crying and cheering at the broadcast by Emperor Hirohito announcing Japan’s surrender.

A postwar career as a teacher and a long retirement followed, and Mr Yamaguchi rarely spoke publicly of his experiences. He began to do so only in 2005 after the death from cancer of his middle-aged son, Katsutoshi, which his father blamed on his exposure to radiation as an infant. “The son of 59 died, leaving the father of 89 behind,” he said. “He was still a baby to me. The death of my son takes away my will to live.”

Like most hibakusha, Mr Yamaguchi’s hatred of the bomb never expressed itself in anti-Americanism. One of his last visitors, James Cameron, is considering making a film about the bombs.

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/asia/article6978112.ece

Japan’s double atomic-bomb survivor dies
AFP

Japan’s double atomic-bomb survivor dies AFP/Jiji Press/File – Tsutomu Yamaguchi, who survived the US atomic bombings of both Hiroshima and Nagasaki in 1945 to tell …
by Shigemi Sato Shigemi Sato – Wed Jan 6, 10:24 am ET

TOKYO (AFP) – Tsutomu Yamaguchi, who survived the US atomic bombings of both Hiroshima and Nagasaki in 1945 to tell the world of the horrors, has succumbed to stomach cancer, his family said Wednesday.

Yamaguchi, 93, the only person officially recognised as a survivor of the two attacks, died on Monday at a hospital in Nagasaki.

“I thanked my father for leaving us with the treasure that was his effort to call for world peace,” his daughter Toshiko Yamasaki, 61, told AFP by telephone. He is survived by a son, two daughters and five grandchildren.

“It is to our regret that we have lost a valuable story teller,” Nagasaki mayor Tomihisa Taue said in a statement. “His painful experience of being bombed twice in Hiroshima and Nagasaki drew worldwide attention.”

Yamaguchi, then an engineer at the Mitsubishi Heavy Industries shipyard in Nagasaki, was exposed to the first atomic blast in Hiroshima on August 6, 1945, when he was there for a work assignment.

He was on a street about two kilometres (1.3 miles) from ground zero.

With severe burns to his arms, he returned to Nagasaki two days later to join his family.

Yamaguchi was exposed to the second atomic explosion the next day when he was reporting about the Hiroshima holocaust at his work place, about three kilometers (two miles) from the epicentre.

“I thought the mushroom cloud had followed me there,” he said later.

The atomic blasts killed an estimated 140,000 people in Hiroshima and 74,000 others in Nagaski, leaving numerous others with ailments linked to radioactive irradiation.

Yamaguchi started to publicly talk about his atomic-bomb experience only in 2005 when he lost his second son — who survived the Nagaski bombing as an infant — to cancer.

In 2006, he was featured in a documentary film, entitled “Niju Hibaku (double irradiation)” with seven others who were known to have survived the two attacks.

The documentary was screened at the United Nations headquarters in New York the same year, featuring Yamaguchi as a guest speaker.

He became the only person officially recognised as a double A-bomb survivor last year when the city of Nagasaki acknowledged he was also bombed in Hiroshima.

Yamaguchi was diagnosed with stomach cancer in 2006 and he was hospitalised last August.

“I think this will be my last lecture. I hope the baton will be passed to other people,” Yamaguchi told a seminar in Nagasaki last June, according to media reports.

On December 22, US director James Cameron of the “Titanic” and “Avatar” fame called on him to outline his idea of shooting a film on atomic bombs, his daughter said.

“My father had eagerly waited for the director to come. He seemed to gather strength after the meeting,” Yamasaki said. “He was heard saying, ‘My mission is over.'”
http://news.yahoo.com/s/afp/20100106/ts_afp/japanwwiinuclearhistory

Forte terremoto deixa 1 morto e 60 feridos no Japão

Tremor de 6,6 graus de magnitude provocou interrupção de reatores nucleares e do trem-bala
Redação Mais Comunidade

Imagem mostra fenda em jardim causada pelo terremoto de 6,5 graus de magnitude no Japão

Dois fortes terremotos atingiram a Ásia nesta terça-feira, 11, (hora local), matando ao menos uma pessoa e ferindo dezenas na costa do Japão e espalhando pânico entre os moradores. O tremor provocou a interrupção automática os trabalhos de dois reatores nucleares e a paralisação durante duas horas do serviço de trem-bala na área.

Segundo o Serviço Geológico dos EUA, o primeiro terremoto – de 7,6 graus de magnitude – foi registrado no Oceano Índico, perto das Ilhas Andaman, na Índia. Um alerta de tsunami foi emitido para a Índia, Mianmar, Indonésia, Tailândia e Bangladesh, países castigados pelo tsunami de 2004. O abalo sísmico não deixou vítimas. No Japão, uma pessoa morreu e mais de 63 foram feridas quando um tremor de 6,6 graus de magnitude atingiu Tóquio e foi sentido na região central do país. Segundo a polícia, uma mulher de 43 anos morreu por conta da queda de escombros. A imprensa japonesa fala em até 80 feridos.

O fato de o tremor ter acontecido relativamente perto da superfície fez com que fosse sentido com muita intensidade em uma ampla área do centro do Japão, que também tem uma elevada densidade de população. Na escala japonesa, que vai até 7, concentrada mais nas áreas atingidas do que na intensidade do tremor, o terremoto chegou ao grau 6 em zonas do centro e oeste de Shizuoka, apesar de, em Tóquio, ter alcançado a intensidade mais baixa de 3.

As imagens de televisão mostraram produtos caídos em supermercados, estradas com o asfalto quebrado, rachaduras em muitas casas e muros destruídos, em meio à chuva que caiu com força durante esta semana no Japão. Além disso, houve pelo menos quatro pequenos incêndios na cidade de Shizuoka e 9,5 mil pessoas ficaram sem energia elétrica temporariamente em Omaezaki, onde o terremoto causou também interrupções no abastecimento de água, devido à ruptura de encanamentos.

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, hoje uma equipe de trabalho em seus escritórios para coletar informações sobre o terremoto, que, além disso, ocorreu nas províncias de onde o tufão Etau está se aproximando. Em sua passagem na segunda-feira pelo oeste do Japão, esse tufão deixou pelo menos 13 mortos e 17 desaparecidos nas províncias de Hyogo e Okayama, sem que os trabalhos de resgate, até o momento, tenham dado resultados positivos.

A Agência Meteorológica do Japão alertou a população sobre possíveis inundações e deslizamentos de terra devido à passagem do tufão, mas tranquilizou os habitantes, afirmando que não se espera que o terremoto desta madrugada seja o prelúdio do grande terremoto que pode atingir um dia a região de Tokai, segundo crença popular.

http://www.maiscomunidade.com/conteudo/2008-05-19/mundo/19109/-FORTE-TERREMOTO-DEIXA-1-MORTO-E-60-FERIDOS-NO-JAPAO.pnhtml

Por causa deste terremoto, a agência de metereologia do Japão emitiu um alerta de tsunami, que só foi cancelado duas horas depois, quando não havia mais risco. Várias construções ficaram destruídas.

Terremoto atinge grande área do Japão e deixa cerca de 100 feridos

foto: AP

Terremoto causou o fechamento de rodovias e fez com que se formassem filas de carros em Tóquio
Mulher-robô andará nas passarelas do Japão

robo modelo

Um novo robô, criado por pesquisadores japoneses, irá desfilar em uma passarela na próxima semana, em Tóquio.

Pesquisadores do Instituto Nacional Japonês de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada criaram uma nova “humana cibernética”, que é capaz de se mexer, caminhar e modificar suas expressões faciais.

No entanto, mesmo que possa se mover pela passarela sozinha, não foi considerado seguro que a robô-modelo dividisse a passarela com colegas humanas.

Os fabricantes declaram que o protótipo ainda não está pronto para ser usado para fins domésticos, como limpar a casa, lavar a louça, etc. Mas eles acreditam estarem no caminho certo para isso.

Ainda de acordo com os fabricantes, mesmo como modelo a robô ainda não está pronta. Ela é baixinha e não tem nada de especial sobre sua figura.

A robô foi batizada de HRP-4C – e, agora, sua principal tarefa é atrair a atenção de pessoas em shoppings e em grandes lojas, servindo, também, para outros eventos na indústria do entretenimento.

Ela foi desenvolvida para se parecer com uma mulher japonesa normal, mas seu corpo é prateado com detalhes em preto – o que faz parecer que ela está usando uma roupa espacial.

Seu rosto foi inspirado nos animês, os desenhos japoneses, como Sakura Card Captors e Dragon Ball, já que seus fabricantes tinham medo de que, se fossem levar o projeto à perfeição, ela parecesse humana demais.

A indústria robótica japonesa é uma das mais avançadas no mundo e continua avançando na idéia de ter robôs capazes de ajudar as pessoas em suas tarefas domésticas. Até agora, inúmeros projetos da Universidade Científica de Tóquio e da Universidade de Osaka estão sendo testados como recepcionistas. [Daily Tech]

Recessão no Japão afeta dekasseguis

Publicado: 27 de novembro de 2008 em Noticias do Japão

Agência Estado
Recessão no Japão afeta dekasseguis

Para quem procura um trabalho de dekassegui no Japão, a resposta das agências de emprego na Liberdade é a mesma: “A situação está feia por lá, os brasileiros não estão indo, só voltando.” Há opção? “Que tal lixar navios? Ganha 1.100 ienes (US$ 11) por hora.” Feitas as contas, sobrariam uns US$ 1.300 por mês. “Mas… a lixadeira pesa mais de 3 quilos e tem de raspar o casco todo. Trabalha cinco dias, folga dois.” Algo mais leve? “Tem bento-ya (fábricas de preparo de comida) por 1.000 ienes. Mas esse é para mulheres ou casais.” E nas indústrias de carros ou eletroeletrônicos? “Elas estão demitindo.”

No outro lado do planeta, a recessão se confirmou. O ex-jogador de futebol e hoje operário Jeferson Minohara, de 30 anos, já sabia. Ele é um órfão da Toyota. Licenciado por um acidente numa fábrica terceirizada da montadora, Minohara recebeu há poucas semanas a notícia de que seu contrato não seria renovado. “Com a crise, qualquer motivo já basta para mandarem embora.” O brasileiro já procurou recolocação, mas as empreiteiras de mão-de-obra sugeriram procurar em março ou abril. Nem a mulher, Michelle Okada, pode ajudar. Ela também está desempregada e para cuidar do filho Jeferson, de 3 anos, e de Julia, de 5 meses, ensina japonês para dekasseguis. Mas dos sete alunos que chegou a ter só resta um.

Um dos motores da economia e empregadoras de dekasseguis, as montadoras japonesas amargam perdas substanciais com a crise mundial. Exportadora de sucesso de automóveis de luxo para os Estados Unidos, a Toyota perdeu competitividade com o iene valorizado diante do dólar. Precisou demitir 10% da mão-de-obra. Outras seis das oito fábricas de carros estão desidratando. E o mercado interno não colabora. As vendas de veículos para os japoneses em outubro caíram 13,1% em relação a 2007 – o menor índice dos últimos 40 anos.

Escaldados por uma década de crise, nos anos 1990, os japoneses poupam mais do que o governo gostaria na hora do aperto. É cultural, atávico desde que o país saiu arrasado da Segunda Guerra Mundial. Sem poder contar com o consumo interno, o Japão sobreviveu à última recessão prolongada exportando mais carros e eletroeletrônicos para os Estados Unidos e a Europa. Para isso, os japoneses aprenderam a aumentar a produtividade e reduzir os custos. Sobrou para os dekasseguis.

Na década passada, com salários em torno de US$ 4 mil, os brasileiros mostravam-se empenhados em manter as máquinas em funcionamento. Horas-extras nunca eram dispensadas. A migração do Brasil para o Japão ocorreu em saltos. Em 1990, eram 56 mil; em 1998, 222 mil; e no ano passado, 317 mil.

O que se vê agora é um desfile de velhas empresas conhecidas dos dekasseguis – Sony, Canon, NEC, Panasonic, Sanyo, Honda, Nissan e Yamaha – registrando queda nas exportações. A pergunta já não é mais se o Japão está em recessão, mas quanto tempo vai permanecer com ela. O índice de confiança do japonês vive agora o menor pico da história.

Os cortes dos trabalhadores estrangeiros é um dos recursos para conter as crises. Na dos anos 1990, os salários pagos aos brasileiros já haviam sofrido quedas brutais, de até 40%. Desta vez, as horas-extras foram canceladas, mal se fala em férias coletivas, as listas de cortes são inevitáveis. Chineses, filipinos e indonésios são contratados como trainees, custam 60% menos que os brasileiros e têm mais chance de permanecer. Já o japonês, chamado de shain, só há pouco tempo passou a ser desligado, mas sempre como o último da fila.

“Não será o fim do trabalho dekassegui, mas certamente haverá uma nova dispersão, sobretudo para as vagas menos rentáveis”, alerta o cientista social Naoto Higuchi, da Universidade de Tokushima. Entre os novos empregos possíveis, Higuchi identifica o mesmo bento-ya oferecido pelas agências de recrutamento brasileiras.

Em Toyota City, moram 4 mil brasileiros nos 60 prédios do conjunto residencial Homi Danchi. No pequeno enclave verde-e-amarelo, Welton Noboru Yoshioka é um ex-operário que virou sócio de uma academia de ginástica. Para manter o negócio de pé, precisaria contar com 400 alunos. Agora são 240. “Só vamos agüentar algum tempo no vermelho, porque temos funcionários que dependem de nós.” Outros negócios voltados para o público brasileiro, como supermercados, restaurantes e escolas enfrentam dificuldades semelhantes.

“A situação é grave”, resume o padre católico Evaristo Higa, que vive há 15 anos no Japão. Nas últimas semanas, notou a presença de “três ou quatro” brasileiros na fila do sopão em Hamamatsu. Uma família tentou, em vão, abrigo na igreja. Ele já tem visto dekasseguis virarem sem-teto, como já havia ocorrido na crise dos 1990. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
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Manchetes dos jornais de hoje – 13ago2008

Folha de S. Paulo

Lei de país civilizado não serve ao Brasil, afirma juiz

Em depoimento ontem à CPI dos Grampos da Câmara, o juiz Fausto Martin De Sanctis, responsável por autorizar as prisões da Operação Satiagraha, afirmou que não adianta aprovar no Brasil lei de país civilizado porque esse “país não é”. “Temos que fazer uma lei adequada ao nosso país. Não adianta querer fazer lei de país civilizado porque esse país não é.” De Sanctis, que deu a declaração ao defender realização de interceptações telefônicas por tempo indeterminado, tentou se corrigir em seguida: “Quis dizer que não somos um país de Primeiro Mundo”.

STF permite que banqueiro fique calado em CPI

O banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, conseguiu no STF (Supremo Tribunal Federal) um habeas corpus para ficar em silêncio durante a sessão de hoje na CPI dos Grampos, da Câmara. A decisão do ministro Joaquim Barbosa também “exclui a possibilidade” de Dantas ser preso durante o depoimento. O ministro também autorizou que o banqueiro esteja acompanhado pelo seu advogado, podendo durante a sessão se comunicar com ele, “bem como [ter] o acesso aos documentos nos quais haja referência ao seu nome”.

PF algema 27, apesar de decisão do STF

A Polícia Federal em Mato Grosso deflagrou ontem a Operação Dupla Face contra dois esquemas de corrupção descobertos no Incra e na Receita Federal. Os 27 presos em Cuiabá foram algemados -uma semana depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir que a medida só deveria ser adotada em casos “excepcionais”. Para a operação, a Justiça expediu 34 mandados de prisão temporária e 65 mandados de busca e apreensão em cinco Estados. Os “alvos” incluíam 18 servidores dos dois órgãos e 16 despachantes que atuariam como intermediadores, diz a PF.

Câmara aprova seleção de 3.090 novos servidores

O plenário da Câmara aprovou ontem à noite a criação de 3.090 cargos, todos por concurso público. A maioria deles irá atender o Ministério do Planejamento, autorizado a contratar 2.650 novos servidores. A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) ganhou 440 novos cargos. Se todas as vagas fossem preenchidas neste ano, o impacto seria de R$ 258,6 milhões.

Presidente do Conselho de Ética sugere a extinção do órgão

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), defendeu ontem o fim do colegiado, responsável por analisar casos de quebra de decoro parlamentar. Moraes argumenta que os processos deveriam ser julgados pelo Judiciário, já que há um “desconforto” em analisar no Congresso a conduta de colegas deputados. “Isso tinha que ser feito pelo Judiciário. [Na Câmara] pode ter perseguição ou proteção. Eu não sei se o conselho é isento ou não, mas ele julga colegas. É muito desconfortável. O ideal era ir direto para o STF [Supremo Tribunal Federal]”, afirmou.

Paulinho volta a afirmar à PF que é inocente

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, prestou depoimento ontem na Polícia Federal, em Brasília, e se defendeu dos indícios de participação no suposto esquema em fraudes no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), desbaratado na Operação Santa Tereza em maio. Depois de mais de duas horas reunido com o delegado Rodrigo Levin, que comandou a investigação, Paulinho voltou a declarar inocência e, para tentar comprovar, evocou auditoria interna realizada pelo BNDES que não encontrou indícios de irregularidades em dois empréstimos mencionados na investigação da PF.

TRE libera Kassab de multa por enviar e-mail

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) liberou ontem o prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, de pagamento de multa de R$ 42 mil fixada no dia 2 pelo juiz Marco Antônio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. No dia 27 de julho, a Folha revelou que Kassab enviara e-mail para subprefeitos pedindo uma “ação” de modo a tentar influir na última pesquisa Datafolha. A mensagem foi enviada em 23 de julho, o primeiro dos dois dias de campo do levantamento, que apontou Kassab em terceiro lugar (11%).

Para 85% dos eleitores, políticos trabalham em benefício próprio

Para a maioria dos eleitores brasileiros, os políticos atuam em causa própria, não em favor da população. Pesquisa da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) em parceria com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), divulgada ontem, mostra que 85% dos eleitores crêem que “a política é uma atividade em que os próprios políticos são os principais beneficiados”. Só 12% avaliam que as ações são voltadas para o povo.

País deve lembrar heróis em vez de xingar algozes, diz Lula

O presidente Lula disse ontem que o país se preocupa mais em “xingar” os que mataram militantes contrários à ditadura do que em reverenciar os que morreram lutando contra o regime. No Rio, ele assinou projeto de lei, a ser enviado ao Congresso, que indeniza a União Nacional dos Estudantes pela invasão e demolição de sua sede durante a ditadura. O presidente evitou fazer referências diretas ao debate deflagrado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, sobre eventuais punições para torturadores do regime militar. Tarso, que até ontem estava confirmado no evento, não foi.

Ministros dizem que debate sobre tortura seguirá

Um dia após o presidente Lula ter cobrado o fim da polêmica com militares sobre a punição a torturadores da ditadura, os ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) disseram ser impossível colocar um ponto final no debate, que seguirá na sociedade e no Judiciário. “O Judiciário, sim, é a instância para trabalhar, protestar, encaminhar, arbitrar e decidir em última instância sobre isso. Então, nesse sentido, o debate não tem como ser interditado”, disse Vannuchi.

Ex-chefe de polícia do Rio é cassado pela Assembléia

A Assembléia do Rio cassou ontem, com o mínimo de votos necessários, o deputado estadual Álvaro Lins (PMDB), ex-chefe da Polícia Civil do Rio. Foram 36 votos favoráveis à perda do mandato e 24 contra, além de 3 abstenções. No discurso antes da votação, Lins não conseguiu convencer seus pares de que faltam provas da Polícia Federal e do Ministério Público contra ele na Operação Segurança Pública. Ele foi denunciado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e descaminho. É acusado de, quando chefe de polícia nos governos Anthony e Rosinha Garotinho, oferecer proteção a envolvidos com jogo do bicho e máquinas caça-níqueis.

O Estado de S. Paulo

”O assunto está encerrado”, dizem comandantes

Depois do recuo do ministro da Justiça, Tarso Genro, sobre a revisão da Lei de Anistia, forçado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a parar de criar polêmicas com os militares, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica consideraram o assunto “encerrado”. “A página está virada”, disse Jobim, após informar que se reuniu com o presidente Lula na manhã de ontem. De acordo com Jobim, Lula avisou que não trataria do tema na cerimônia em que foi apresentado aos oficiais-generais promovidos, pois já tinha mandado Tarso acabar com a polêmica e “não queria mais ouvir falar no assunto”.

Para Lula, mortos são heróis, e não vítimas

Sem citar diretamente a polêmica sobre tortura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que estudantes e operários mortos no regime militar devem ser tratados como heróis, e não como vítimas. “Toda vez que falamos dos estudantes e operários que morreram, falamos xingando alguém que os matou. Esse martírio nunca vai acabar se a gente não aprender a transformar os nossos mortos em heróis, não em vítimas”, discursou Lula, em ato durante o qual assinou mensagem encaminhando ao Congresso projeto de lei reconhecendo a responsabilidade do Estado pela destruição da sede da União Nacional dos Estudante (UNE) e propondo uma indenização à entidade.

Assembléia do Rio cassa deputado por corrupção

Acusado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando e corrupção passiva, o deputado estadual Álvaro Lins (PMDB) teve o mandato cassado ontem pelo plenário da Assembléia Legislativa do Rio. Votaram a favor da cassação 36 deputados – metade mais um dos 70 parlamentares – exatamente o número mínimo necessário para a cassação. Lins foi chefe da Polícia Civil nos governos de Anthony Garotinho e de sua mulher, Rosinha.

Câmara restringe ação da Abin

O eventual uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) como polícia política centralizou as discussões no plenário da Câmara durante a votação ontem da medida provisória que reestrutura carreira e cria cargos no órgão. Embalados pela polêmica sobre a colaboração da Abin com a Polícia Federal na Operação Satiagraha, que resultou na prisão do sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, solto posteriormente, deputados de oposição e governistas alteraram a MP retirando parte do texto que permitiria, disseram eles, o desvio da finalidade do órgão de inteligência.

Supremo garante a Dantas direito de se calar em CPI

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa concedeu ontem à noite liminar em pedido habeas corpus garantindo ao banqueiro Daniel Dantas o direito de ficar calado, hoje, em depoimento na CPI dos Grampos. A liminar também garante o direito de comparecer à Câmara acompanhado do seu advogado e de não ser preso, caso se recuse a responder a alguma pergunta que possa levar à auto-incriminação.

No depoimento, Dantas deverá ser questionado sobre as suspeitas de grampos telefônicos em empresas de telefonia e sobre os assuntos investigados pela Polícia Federal na Operação Satiagraha – que prendeu Dantas e desmontou uma suposta rede criminosa que seria comandada pelo banqueiro.

Liminar solta ex-presidente da Brasil Telecom

O ex-presidente da Brasil Telecom Humberto José Rocha Braz, preso na Operação Satiagraha da Polícia Federal, conseguiu ontem garantir a liberdade no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro do STF Eros Grau concedeu liminar determinando sua soltura. Ele estava preso em uma penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, sob acusação de corrupção ativa – ao lado de Hugo Chicaroni, foi detido em flagrante durante tentativa de suborno do delegado Victor Hugo Rodrigues Alves. Segundo a PF, Braz e Chicaroni eram emissários do banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, nessa operação. Chicaroni continua preso. Em sua decisão, Grau afirmou que a situação processual de Braz é menos grave que a de Dantas. “A ele é imputada tão somente a prática do crime de corrupção ativa, ao passo que a Daniel Dantas são atribuídas outras tantas condutas delituosas”, afirmou o ministro em seu despacho.

Paulinho diz que sofre perseguição política

Ouvido ontem pela Polícia Federal, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) negou envolvimento com a quadrilha, desmantelada pela Operação Santa Tereza, que desviava recursos do BNDES para prefeituras. Durante o depoimento, que durou duas horas, ele entregou nota de auditoria em que o banco alega não ter sofrido prejuízo com as operações, disse desconhecer as irregularidades e afirmou que seu nome foi “usado indevidamente” por pessoas acusadas de integrar a quadrilha. “Isso prova que o que há é uma grande perseguição política contra mim, devido ao meu trabalho no Congresso Nacional”, afirmou à saída do interrogatório. Os esclarecimentos, porém, não mudaram a convicção da PF de que Paulinho era beneficiário do esquema. Os indícios levantados contra ele serão descritos no relatório que o delegado Rodrigo Levin enviará ao Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dias.

Advogado tenta explicar como Yeda adquiriu casa

O advogado Paulo Olímpio Gomes de Souza, que representa a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), apresentou ontem a deputados da base aliada documentos bancários e comprovantes de pagamentos sobre a compra da casa que a tucana realizou no dia 6 de dezembro de 2006. A aquisição é alvo de pedido de investigação por partidos de oposição no Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas. O advogado disse que atendeu a um convite do chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, para “elucidar dúvidas” sobre a operação, já que houve recurso contra decisão do presidente da Assembléia, Alceu Moreira (PMDB), que arquivou pedido de impeachment da governadora.

Correio Braziliense

Carta falsa para ter dinheiro do PAC

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) aceitou um documento falso em uma licitação milionária. A Construssati Serviços e Construções Ltda. forjou uma carta-fiança do Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 275.210,91 para ganhar concorrência de R$ 5,5 milhões destinada à construção de 255 casas populares em Palmas este ano. Num documento de duas páginas, aparecem o BRB como fiador da empresa nessa licitação e a assinatura de dois gerentes de negócios do banco. “Assegura o fiador que a presente fiança está devidamente contabilizada em seus registros”, diz trecho da garantia financeira apresentada pela Construssati ao governo de Tocantins, que celebrou convênio com a União para realizar a obra. A legislação diz que a carta-fiança deve ser de, no mínimo, 5% da obra. Até aí, a Construssati havia cumprido a regra. Mas uma grave irregularidade foi detectada na última segunda-feira: o presidente do BRB, Ricardo de Barros Vieira, enviou ofício ao procurador do Tribunal de Contas da União (TCU) Marinus Marsico informando que o banco não reconhece o documento.

CGU constata fraude em ações da Conservo

A Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que houve pagamento de propina, vazamento de informações reservadas, conluio entre empresas e outras irregularidades apontadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em licitações vencidas pelo grupo Conservo na Esplanada dos Ministérios. Vinte técnicos passaram um pente-fino na papelada apreendida na empresa e em órgãos públicos investigados e, segundo eles, esses documentos “comprovam o que foi apurado pelo DPF (Departamento de Polícia Federal) por intermédio de escutas telefônicas e tomada de depoimentos”, aponta relatório preliminar da Controladoria obtido pelo Correio.

Trinta e dois presos acusados por golpe no Incra e no fisco

A Polícia Federal prendeu ontem 32 pessoas envolvidas em corrupção, incluindo servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Receita Federal. O grupo facilitava a tramitação de processos de certificação de imóveis rurais, cancelamento de débitos tributários e facilitavam restituição de Imposto de Renda, entre outros crimes. A Operação Dupla Face, que aconteceu nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, foi resultado de uma investigação que a PF estava realizando havia dois anos. A ação contou com a participação de vários órgãos federais.

Juiz diz à CPI que não grampeou Mendes

O juiz paulista Fausto de Sanctis, responsável pelo inquérito da operação Satiagraha, negou ontem, em depoimento à CPI dos Grampos, ter autorizado qualquer escuta telefônica contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. “Eu, em nenhuma hipótese, cogitei ou admitirei monitorar qualquer pessoa com prerrogativa de foro, leia-se desembargador de tribunal e ministro do STF. Eu nunca fiz isso e nunca farei. Essa é a verdade, acreditem ou não”, afirmou o juiz. Entretanto, Sanctis admitiu que depois de ter decretado a segunda prisão do banqueiro Daniel Dantas recebeu um telefonema da vice-presidente do Tribunal Regional Federal de São Paulo, desembargadora Suzana Camargo. Segundo o juiz, a desembargadora lhe disse ao telefone que essa segunda prisão deixou o ministro Gilmar Mendes “irado”. O magistrado negou que tenha conversado com ela sobre grampos telefônicos no STF, conforme foi veiculado na imprensa. “Esse diálogo não ocorreu”, disse.

Paulinho nega, delegado insiste

Nas duas horas em que esteve na Polícia Federal, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, negou participação no esquema de desvios de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desarticulado em abril pela Operação Santa Tereza. Mesmo assim, investigadores que atuam no caso estão convictos do envolvimento do parlamentar, conforme relatórios de inteligência enviados ao Ministério Público. Paulinho foi ouvido pelo delegado Rodrigo Levin, à pedido do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Globo

PF desafia STF e algema 32 de uma só vez

A Polícia Federal prendeu e algemou 32 pessoas suspeitas de envolvimento com corrupção ontem, na Operação Dupla Face, a primeira depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou limitar o uso de algemas aos casos em que há risco de agressão ou fuga. Os presos, com investigações em Mato Grosso e mais quatro estados, são servidores públicos e despachantes. Advogados reclamaram da exposição de seus clientes, que foram fotografados e filmados no momento da prisão. A OAB de Mato Grosso protestou. O ministro do STF Marco Aurélio Mello disse que “se não há periculosidade, se é crime financeiro, de falcatrua, o chamado crime do colarinho branco, não há necessidade de algema”. O superintendente da PF em Cuiabá, Oslaim Santana, defendeu o uso de algemas: “Depois que alguém é preso, nunca se sabe qual é a sua reação.” Em SP, pai e avô acusados de tentar matar uma jovem fizeram acordo com a Polícia Civil para não serem algemados no momento da prisão.

Heróis

Em ato de resgate da sede da UNE, destruída pelos militares, Lula disse aos estudantes que o país deve cultuar seus heróis, não transformá-los em vítimas.

Álvaro Lins é cassado e terá pedida nova prisão

Em votação apertada – em que apenas um voto garantiria o mandato – o deputado Álvaro Lins (PMDB) e ex-chefe da Polícia Civil foi cassado ontem por quebra de decoro, depois de acusado de formação de quadrilha e corrupção passiva, entre outros crimes. Foram 36 votos a favor da cassação, 24 contra e 3 abstenções. Contrariando todas as previsões que davam como quase certa a absolvição do parlamentar, 63 dos 70 deputados da Alerj compareceram à sessão. Sem a imunidade parlamentar, Lins terá pedida nova prisão por procuradores, ainda esta semana. Ele fora preso e solto menos de 24 horas depois, graças aos votos de 40 deputados.

Jornal do Brasil

De chefe de polícia a deputado cassado

Chegou ao fim a carreira política do deputado estadual Álvaro Lins (PMDB): de homem forte da Polícia Civil do Estado nos governos de Anthony e Rosinha Garotinho à condição de parlamentar cassado, a queda de Lins foi sacramentada pela votação secreta da Assembléia Legislativa do Rio que lhe tirou o mandato. Por 36 votos a 24 – mínimo exigido – a maioria dos deputados acolheu as acusações da Polícia Federal contra ele, apontado como um dos chefes de quadrilha que atuavam na cúpula da polícia. Entre os crimes praticados estava a cobrança de pedágio numa espécie de loteamento das delegacias. Nenhum dos 24 que votaram a favor o defendeu em público.

FGTS já perde R$ 46 bilhões

Os saldos do FGTS, na contramão da alta da inflação, já acumulam perdas de R$ 46 bilhões nos últimos 16 anos. Proposta da União Geral dos Trabalhadores pretende recuperar o valor do fundo, usando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Eleitor não acredita nos políticos

Pesquisa divulgada ontem pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) mostra o desencanto do cidadão com a política: a maioria dos eleitores acha que as eleições no Brasil não são feitas de maneira limpa, que os políticos não cumprem as promessas e, além disso, usam a política em beneficio próprio.

Tucanos omitem apoio a Gabeira

O diretório regional do PSDB cobrou dos candidatos a vereador pelo partido que coloquem em seu material de campanha o apoio a Fernando Gabeira (PV). O nome do candidato verde não consta de peças de Andréa Gouvêa Vieira, Guaraná e Patrícia Amorim.


Chegada de imigrantes completa 100 anos
Kasato Maru no tootyaku wa kyou de 100 shunen
EmSergipe.com

G1

“Kasato Maru no tootyaku wa kyou de 100 shunen” – Chegada do Kasato Maru completa 100 anos hoje.

Com ou sem contradições, a data existe. 18 de junho de 1908 é considerado o marco da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil. Eles viajaram 52 dias no navio Kasato Maru e aportaram na cidade de Santos, em São Paulo. Reza a lenda que logo que os 781 imigrantes desembarcaram, fogos de artifício pipocavam no céu.

Na verdade, o barulho todo seria de rojões, tão tradicionais na época de festas juninas pelo país. A ‘comemoração’ logo deu lugar às dificuldades na adaptação com o clima, trabalho e costumes do Brasil.

As 165 famílias foram distribuídas em seis fazendas paulistas, a maioria de café. A pele e os rostos das mulheres ficavam vermelhos por conta da colheita, as mãos machucadas pelo trabalho. Muitas se revoltaram contra os maridos que aceitaram a “aventura” de ir ganhar dinheiro do outro lado do mundo.

Os imigrantes realmente acreditavam que conseguiriam ficar ricos por aqui e voltar para o Japão tão logo fizessem suas economias. Ledo engano. As famílias mais acumulavam dívidas do que conseguiam ter lucro e o plano de ir embora ficou distante. O resultado da história é conhecido: a presença nipônica no Brasil não desapareceu, só cresceu e deixou suas marcas na cultura, culinária, economia e tantos outros pontos.

“Jeitinho” e contribuição japonesa
No Japão, o idioma e a escrita são originários da China e foram adaptados. A comida também tem grande influência chinesa. Palavras usadas atualmente, como “resutoran” (restaurante), vêm de outras línguas (no exemplo, do inglês “restaurant”). Ou seja, os japoneses também sabem dar um “jeitinho” em alguns pontos de sua cultura.

Foi isso que eles também fizeram por aqui. Adaptaram seus costumes e tradições e hoje tomam saquê com sal ou comem arroz do tipo japonês (“gohan”) com feijão. Na Amazônia, para se adequar ao solo, introduziram a plantação de pimenta-do-reino e da juta.

A contribuição dos japoneses na agricultura, com técnicas próprias, é das mais importantes na história da imigração. Os produtores hortifrutigranjeiros do Cinturão Verde, que fica a leste de São Paulo, são em sua maioria de origem nipônica.

TV Globo
Sushi e sashimi se popularizaram na mesa dos brasileiros. Mas o ponto que tem sido o maior laço de integração entre Brasil-Japão nos últimos anos é a culinária. Os restaurantes japoneses chegam a ser comparados a churrascarias devido ao número de estabelecimentos.

A aversão ao peixe cru, que os imigrantes comiam no início do movimento migratório, hoje passa longe de muitos brasileiros. E, sim, também houve adaptação. No Japão, o tamanho do sashimi costuma ser maior e quando é feito na frente do cliente, é moldado de acordo com o tamanho de sua boca.

Nas artes e moda, nomes como Tomie Ohtake e Jum Nakao não soam mais tão estranhos aos ouvidos. Da mesma forma que os nomes de personagens de mangas e animes são pronunciados e citados como se fossem pessoas próximas dos fãs da cultura pop japonesa. O movimento inverso também acontece. Artistas, esportistas e muito da cultura brasileira chegam a ser tão cultuados no Japão quanto são por aqui. Samba e futebol nem é preciso comentar. Na leva, vêm a admiração e o fanatismo pelo cantor João Gilberto e tudo o que é música popular brasileira.

Dekasseguis
Japão no Brasil. Brasil no Japão. Os dois mundos existem nos dois países. São mais de 300 mil brasileiros vivendo em terras japonesas e trabalhando em fábricas. Em algumas cidades não parece que você está do outro lado do mundo: tem padaria, restaurante, lojas, escolas e bancos brasileiros.

O movimento dekassegui, que explodiu no começo dos anos 90 e é o inverso ao que os primeiros imigrantes fizeram em 1908, trouxe a oportunidade dos descendentes entenderem mais de onde vêm e como é a cultura que seus antepassados trouxeram para cá. Ao mesmo tempo, aumentou o dilema sobre a identidade.

No Brasil, que tem olho puxado é japonês, mas quando um descendente vai ao Japão, ele é estrangeiro, não é um “legítimo”. Agora, da mesma forma que os imigrantes japoneses trouxeram e fincaram parte de sua cultura por aqui, os dekasseguis fazem isso por lá. Só que dessa vez esses costumes e tradições são mesclados com o que seus antepassados aprenderam no Brasil. É tudo uma grande mistura.

Frases em japonês
Em homenagem ao centenário da imigração, o G1 publica nesta quarta-feira (18) frases escritas no idioma nipônico. São traduções similares aos títulos de cada matéria. Por exemplo:

Português: Chegada do Kasato Maru completa 100 anos hoje

Japonês: Kasato Maru no tootyaku wa kyou de 100 shunen


Imigrantes japoneses tiveram papel fundamental na agricultura brasileira
Agrosoft

As comemorações do centenário da imigração japonesa estão a todo vapor. Entre tantas contribuições à cultura brasileira, vale lembrar o fortalecimento do cooperativismo na região sudeste graças ao espírito de união e de apoio mútuo dos japoneses.

“Assim como imigrantes de outras nacionalidades que se estabeleceram no Brasil a partir do final do século XIX, os japoneses formaram cooperativas de produção agropecuárias logo que chegaram. Apostando na força do trabalho em conjunto, os núcleos nipônicos introduziram novas tecnologias e impulsionaram o movimento cooperativista no estado”, avalia Edivaldo Del Grande, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp).

A primeira que se tem notícia foi o “Syndicato Agrícola Nipo-Brasileiro”, em Uberaba (MG), em 1919. Teve vida curta, mas serviu de inspiração para outras iniciativas. A mais importante surgiu em São Paulo, em 1927: a Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC). Formada por 83 agricultores teve tanto sucesso que se tornou a maior entidade do gênero na América Latina. Em 1988, contava com mais de 16 mil associados, mas foi liquidada na década de 90. “A CAC foi um marco na agricultura brasileira. Por meio dela, os japoneses modificaram hábitos de alimentação, com a introdução de legumes e sucos congelados”, lembra Américo Utumi, assessor da presidência da Ocesp e diretor da Aliança Cooperativa Internacional (ACI).

De acordo com Utumi, muitas contribuições importantes à cultura brasileira foram trazidas pelos japoneses, mas poucos sabem. A alface americana é um exemplo. Hoje os brasileiros não teriam uma verdura tão crocante se não fosse pelo trabalho dos associados da CAC. “Quem trouxe a semente da alface americana foi a rede de lanchonetes McDonald’s no final da década de 70. Assumimos a produção de alface com exclusividade para a rede por quatro anos. Se não fosse a CAC, não seria possível a vinda da rede ao País, porque não era possível a produção dos sanduíches com a alface crespa ou lisa”, explica Utumi.

Segundo ele, outra contribuição pouco conhecida é o assentamento das famílias de associados da CAC, em sua maioria agricultores japoneses e descendentes, no Cerrado Mineiro, também na década de 70, nas plantações de café. “Os mineiros achavam o solo improdutivo, mas a CAC elaborou e implantou o primeiro projeto de assentamento realizado no cerrado brasileiro. Deu tão certo que abriu caminho para grandes projetos, como o Pólo Centro (Programa de Desenvolvimento do Centro do Ministério da Agricultura), PRODECER (Programa Binacional Brasil-Japão para o Desenvolvimento do Cerrado), sendo que, hoje, o melhor café produzido no Brasil é o do Cerrado.”

Assim como a CAC, surgiram outras cooperativas de produtores, que também viraram ícones na comunidade japonesa, principalmente em São Paulo: Cooperativa Agrícola Sul Brasil, em Marília, a Cooperativa Agrícola Bandeirantes, a Cooperativa Central de Bastos, a Cooperativa Agrícola da Fazenda Katsura de Iguape e a Cooperativa Agrícola de Registro. As mais recentes a receberem o registro na Ocesp foram a SP Flores e a Cooperovos, de Mogi das Cruzes, e a CAISP, de Ibiúna.

FONTE

Ex-Libris Comunicação Integrada
Telefone: (11) 3266-6088 – ramal 217
Flávia Arakaki – Jornalista


Eu, como um ex-funcionário da Cooperativa Agrícola de Cotia – Cooperativa Central.
de Ribeirão Preto, presto minha homenagem aos amigos que fiz pelo CEASA.
Sei que cometerei injustiça por não colocar todos aquí.
Mas assim que puder aumentarei esta lista. (a cabeça não anda boa…)
Afinal de contas por causa deles que recebí o apelido de “Tio Sam”.

ROBERTO TOYOSHI FUKUTA E FAMILIA
MAMORO E NELSON IGARASHI (GUARIBA E PRADOPOLIS)
MASSARO ITIKAWA

KASUO (FEIRA)

KITAGAWA

KOBAYASHI

MARIO E TADAO SUDO

MAURINHO (FEIRANTE)

PAULO NISHIMURA

FRANCISCO E MARIO OSONE

OSCAR (PATRÃO)

PAULO HIROKITI SHIMOKOMAKI

PAULO TOSHIKAZO SASSAKI
PEDRO HIRONO

SATO

CHIKAO SOEDA (CHUCHUZEIRO)

TAKESHI KITAGAWA

RICARDO TETSUO (MERCADÃO)

NOBORU, NAIR E RAFAEL TORII

UEKANE

YOSHIMASA WATANABE

EDNA E RUBINHO YAMADA

IVONE (A PRIMA)

HAMAMURA (DONA MARIA E FAMILIA)

YOSHIDA

YOSHIMI

MARIO YUKIO (MANDA DOIS)