Arquivo da categoria ‘Politica e Sacanagem’

Justiça cassa mandato da prefeita Dárcy Vera, de Ribeirão Preto

A Justiça cassou os mandatos da prefeita de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), Dárcy Vera (PSD), e do vice-prefeito Marinho Sampaio (PMDB) por uso de servidores comissionados na campanha eleitoral que culminou em sua reeleição, em outubro.

A decisão, do juiz eleitoral Héber Mendes Batista, da 108ª Zona Eleitoral de Ribeirão, extingue o diploma de ambos, mas, como já foram empossados, tiveram os mandatos cassados

“Os fatos são induvidosamente graves”, disse o juiz no despacho.

De acordo com a decisão, Dárcy e Marinho ainda foram multados em R$ 50 mil cada um e ficarão inelegíveis por oito anos a partir da data do segundo turno da eleição municipal — 28 de outubro do ano passado. 

O juiz da 108ª Zona Eleitoral da cidade, Heber Mendes Batista, alegou como motivo a utilização de servidores municipais na campanha de reeleição dos políticos. O afastamento do cargo vale a partir da publicação da decisão no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Os autos ainda foram enviados a Procuradoria de Justiça da Cidadania para averiguar uma possível abertura de inquérito para investigar se houveram atos de improbidade administrativa.
Os advogados de Dárcy informaram que vão recorrer contra a decisão. 

Dárcy e Marinho também são alvo de outro processo do Ministério Público que acusa ambos de terem autorizado o Executivo a gastar 17% a mais com publicidade em 2012, em relação aos três anos anteriores de governo. Por lei, os gastos com propaganda no ano eleitoral não podem exceder a média do triênio que antecede o pleito. 

Com a sentença de cassação do diploma da prefeita Dárcy Vera (PSD) e do vice-prefeito Marinho Sampaio (PMDB), o juiz eleitoral Héber Mendes Batista pode determinar a realização de nova eleição em até 40 dias. A afirmação é do advogado especializado em direito eleitoral Anderson Pomini. Nesta segunda-feira (11), o juiz eleitoral informou que não atenderá a imprensa.

“Caso a sentença não seja suspensa, o juiz eleitoral de primeiro grau tem entre 20 e 40 dias para determinar a realização de nova eleição. Mas quem autoriza a realização de eleição municipal é o Tribunal Regional Eleitoral (TRE)”, disse o advogado. Isso porque a ausência do efeito suspensivo pode causar insegurança jurídica.

Neste caso, o prazo de 20 a 40 dias é somente para determinar se as novas eleições seriam realizadas. A data do pleito seria definida pelo TRE.

Segundo Pomini, o próximo passo, após a publicação da sentença, que ocorre nesta terça-feira (12), é a expedição de uma ordem, pelo juiz, para a prefeita e o vice deixarem seus cargos. Mas os condenados precisam ter ciência da ordem, logo devem recebê-la. Assim, o afastamento na quarta-feira depende da citação. Se os dois não forem encontrados, continuam nos cargos. Caso ocorra o afastamento, o presidente da Câmara Municipal, Cícero Gomes da Silva (PMDB), assume interinamente.

Com a publicação da sentença nesta terça, a defesa tem até sexta-feira para recorrer. O recurso será entregue ao juiz Héber Mendes Batista, que não o julgará, mas analisará sua admissibilidade, se está no prazo, se tem pertinência etc. A defesa então deve fazer o pedido de suspensão da sentença ao autor da sentença, que pode ou não conceder.

Concedido o efeito suspensivo, os mandatos são mantidos. Negado, o recurso sobe para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Lá, a defesa também pode pedir uma medida cautelar para suspender os efeitos da sentença de primeira instância. O pedido deve ser julgado ainda na segunda ou terça-feira da semana que vem. Caso a medida seja concedida, os dois seguem nos mandatos até o julgamento do recurso.

“A suspensão da sentença é temporária, para julgamento do recurso, que pode demorar de 30 a 40 dias para entrar em pauta”, disse Anderson Pomini. Mas mesmo durante o julgamento do recurso a determinação de nova eleição pode ocorrer. “Isso ocorre porque há o interesse coletivo, da cidade, que se sobrepõe ao particular”, explicou.

Polícia francesa faz busca em casa do ex-presidente Nicolas Sarkozy


Sarkozy é investigado por suposto financiamento ilícito em sua campanha eleitoral de 2007

Agentes da polícia fizeram buscas na casa e nos escritórios do ex-presidente da França Nicolas Sarkozy, segundo informaram autoridades locais nesta terça-feira (3). De acordo com o jornal “Le Monde”, o juiz Jean-Michel Gentil e outros investigadores da área de crimes financeiros realizaram as buscas.
As operações foram feitas em função das investigações sobre o financiamento ilícito da campanha presidencial de Sarkozy em 2007, envolvendo a herdeira multimilionária Lilliane Bettencourt, da gigante do setor de cosméticos L’Oreal.

Os investigadores apuram se recursos vindos de contas em bancos suíços foram usados para financiar ilicitamente a campanha. O ex-gestor da fortuna de Bettencourt, Patrice de Maistre, teria realizado saques em dinheiro de ao menos € 800 mil (cerca de US$ 1 milhão) nos meses anteriores à vitória de Sarkozy.

De Maistre tinha relações com o tesoureiro do partido UMP (União por um Movimento Popular), da qual Sarkozy era integrante, o ex-ministro do Trabalho Eric Woerth.

Problemas legais em potencial ameaçam Sarkozy desde que ele deixou a Presidência, após ser derrotado pelo socialista François Hollande nas eleições de maio deste ano. Ele perdeu sua imunidade judicial em 15 de junho, mas nega ter cometido qualquer crime.

Câmara de Ribeirão aprova Lei Cidade Limpa flexibilizada pelo Executivo e por emendas

A Câmara de Ribeirão Preto aprovou nesta terça-feira (20) o projeto da Lei Cidade Limpa, que estipula padrões para a publicidade exterior no município. A lei era discutida há dois anos e foi aprovada com 13 votos e duas abstenções depois de sofrer mudanças pelo Executivo e por emendas de vereadores.

Entre as alterações do texto original está o prazo de adequação, que passou de 120 para 180 dias após a publicação oficial da lei. Outro ponto que recebeu mudanças foi a distância mínima entre peças publicitárias e matas, leitos de rios e córregos.

As peças publicitárias vão poder ficar a 30 metros desses locais, antes eram estipulados 60 metros.

Também foi flexibilizada a dimensão dos outdoors. Inicialmente, a lei previa 27 m², mas uma das emendas estipulou a mudança para 40 m².

A multa por descumprimento da lei será de R$ 10 mil por anúncio irregular, mais R$ 1 mil por metro quadrado acima do tamanho estabelecido.

Lei Eleitoral é sobreposta à Cidade Limpa

A poluição visual que pode ser banida com a Lei Cidade Limpa vai voltar a Ribeirão Preto no período de campanha das eleições municipais de 2012.

Isso ocorre porque as decisões da Justiça Eleitoral, no caso, a Lei Eleitoral, se sobrepõe à Cidade Limpa. A legislação municipal já proíbe propaganda eleitoral em muros e em locais públicos. 

PPS quer explicação de Dilma sobre nova denúncia do Trabalho
Lupi foi fantasma da Câmara, diz Folha de S. Paulo
Assessores de Lupi cobraram R$ 1 milhão para legalizar sindicato 

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), disse no sábado que o partido cobrará explicações da presidente da República, Dilma Rousseff, sobre a denúncia de tentativa de extorsão no Ministério do Trabalho. Para a legenda, a denúncia de que o Palácio do Planalto foi comunicado da existência de um esquema de pagamento de propina na pasta em troca da concessão de carta sindical, mas não tomou providência, demonstra que o governo é conivente com as irregularidades.
Reportagem da revista Veja, publicada neste sábado, revela que assessores próximos ao ministro Carlos Lupi cobraram propina para conceder o registro sindical a uma entidade. Segundo o delator da tentativa de extorsão, o mecânico Irmar Silva Batista, lhe foi exigido R$ 1 milhão para legalizar a situação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo. Sindicalistas do PT levaram o fato ao conhecimento da Presidência da República, mas nenhuma providência foi tomada.
De acordo com a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, não foi possível fazer nada porque o trecho em que narrava a irregularidade “foi cortado da mensagem”.
O PPS estuda ingressar na Mesa Diretora da Câmara com pedido de informação para que a Presidência apresente sua versão sobre o caso. “Vamos buscar todos os meios. A presidente precisa dar explicações à sociedade sobre esse fato que é da maior gravidade. Se a denúncia chegou ao Palácio, mas não foi apurada, há conluio, conivência com a corrupção”, criticou Bueno.
Segundo o PPS, o parlamentar lembrou que a Presidência também foi comunicada das outras irregularidades no Ministério Trabalho, mas não mandou apurar. “Nada fez, foi leniente com o erro”, afirmou o líder, que voltou a defender a saída de Carlos Lupi da pasta.

Lupi foi fantasma da Câmara, diz Folha de S. Paulo
Funcionários do partido em Brasília confirmaram que Lupi não aparecia no gabinete da Câmara
Nova denúncia contra o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, aponta que ele foi funcionário fantasma da Câmara dos Deputados por quase seis anos. O ministro foi lotado na liderança do PDT de dezembro de 2000 a junho de 2006, mas no período exercia atividades partidárias como vice-presidente da sigla.

Funcionários do partido em Brasília confirmaram que Lupi não aparecia no gabinete da Câmara e se dedicava exclusivamente a tarefas partidárias. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Parlamentares afirmaram que nunca tinham ouvido falar que o ministro havia sido contratado pela Câmara nesse período. Lupi ocupava um Cargo de Natureza Especial (CNE) e recebia o maior salário pago a um assessor da sigla, que corresponde a R$ 12 mil por mês.

As normas dizem que ocupantes desses cargos devem exercer funções técnicas e precisam trabalhar nos gabinetes.

Alvo recente de denúncias, Lupi não faz referência a esse trabalho em sua biografia no site oficial do ministério. Questionado, o ministro disse que de 1995 a 2000 exerceu “em alguns períodos, assessorias legislativas na liderança do PDT”, omitindo a passagem pela liderança do partido de 2000 a 2006.

Em 2002, segundo registros da Câmara, ele era assessor e não teria se licenciado para candidatar-se ao Senado, como prevê a legislação. Lupi negou e disse que cumpriu a lei.

Sinal Fechado: MP diz que contrato para inspeção veicular foi obtido com propina

No dia de hoje (24), após nove meses de investigações acerca do contrato da inspeção veicular ambiental no Rio Grande do Norte, o Ministério Público Estadual desencadeou a Operação “Sinal Fechado”, dando cumprimento a 14 mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo de Direito da 6ª Vara Criminal da Comarca de Natal/RN, que também determinou o sequestro de bens de diversos investigados.

A operação contou com o apoio dos Ministérios Públicos dos Estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, e a colaboração da Polícia Militar do RN, com diligências simultâneas nas cidades de Natal/RN, Parnamirim/RN, São Paulo/SP, Curitiba/PR e Porto Alegre/RS, mobilizando 40 Promotores de Justiça e mais de 250 policiais, que cumpriram as ordens judiciais.

A investigação, conduzida pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Natal, com o auxílio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/RN), descortinou uma organização criminosa que atuou no âmbito do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN/RN), com ramificações em outros Estados da Federação, no período de 2008 a 2010.

O objeto inicial da apuração foi o contrato da inspeção veicular ambiental no RN. Descobriu-se que, de fato, a quadrilha fraudou desde o processo de elaboração da lei, em meados de 2009, até o processo licitatório, em 2010, chegando ao ponto de determinar o modelo de prestação do serviço – por meio de concessão -, o que permitiria a obtenção de elevados lucros com o contrato, em detrimento do erário e dos cidadãos potiguares.

A fraude à licitação foi tamanha que a organização chegou a elaborar o próprio edital de licitação, direcionando-o para o Consórcio INSPAR, além de elaborar os seus anexos e as respostas às impugnações de empresas concorrentes a este edital, garantido, assim, a vitória do referido consórcio. Com a fraude referente a inspeção veicular, a quadrilha teria um faturamento bruto no montante de R$ 1 bilhão, no prazo da concessão (vinte anos).

Revelou-se que, em verdade, o esquema criminoso instalado no DETRAN/RN envolveu outras fraudes, como a celebração viciada de convênio com o Instituto de Registradores de Títulos e Documentos de Pessoas Jurídicas do RN – IRTDPJ/RN em meados de maio de 2008, e, em seguida, em meados de dezembro de 2010, a contratação emergencial fraudulenta da empresa PLANET BUSINESS LTDA, para o registro dos contratos de financiamento de veículos no Estado do RN.

A investigação identificou, ainda, que o líder da referida quadrilha é GEORGE ANDERSON OLÍMPIO DA SILVEIRA, contando com a participação dos ex-Governadores WILMA MARIA DE FARIA e IBERÊ PAIVA FERREIRA DE SOUZA nestas fraudes, bem como do então Diretor-Geral do DETRAN/RN, CARLOS THEODORICO DE CARVALHO BEZERRA.

Descortinou-se, noutro quadrante, que a organização criminosa comandada por GEORGE OLÍMPIO (empresário, advogado e “lobista”) teria feito pagamento de vantagem indevida (propina) às pessoas de IBERÊ PAIVA FERREIRA DE SOUZA (ex-Governador do RN), JOÃO FAUSTINO FERREIRA NETO (ex-Deputado Federal e Suplente de Senador da República), LAURO MAIA (advogado e filho da ex-Governador WILMA MARIA DE FARIA) e MARCUS VINICIUS FURTADO DA CUNHA, Procurador-Geral do DETRAN/RN à época dos fatos.

As provas produzidas na investigação revelaram, conforme retratado na petição de busca e apreensão, a participação das pessoas de ALCIDES FERNANDES BARBOSA (“lobista” paulista), CARLOS ALBERTO ZAFRED MARCELINO (empresário paulista, sócio da NEEL BRASIL TECNOLOGIA LTDA), MARCO AURÉLIO DONINELLI FERNANDES (empresário gaúcho), JOSÉ GILMAR DE CARVALHO LOPES (GILMAR DA MONTANA, empresário potiguar sócio da MONTANA CONSTRUÇÕES), EDSON CÉZAR CAVALCANTE SILVA (empresário potiguar, sócio da INSPETRANS), EDUARDO DE OLIVEIRA PATRÍCIO (empresário potiguar), CAIO BIAGIO ZULIANI (advogado e sócio de GEORGE OLÍMPIO), JAILSON HERIKSON COSTA DA SILVA (engenheiro e sócio de GEORGE OLÍMPIO), FABIANO LINDEMBERG SANTOS ROMEIRO (contador e operador financeiro da organização criminosa), MARCUS VINICIUS SALDANHA PROCÓPIO (empresário potiguar), JEAN QUEIROZ DE BRITO (empresário potiguar), NILTON JOSÉ DE MEIRA (empresário paranaense), FLÁVIO Ganem Rillo (empresário paranaense), LUIZ ANTÔNIO TAVOLARO (advogado paulista, atual Procurador-Geral do Município de São José do Rio Preto/SP), MARLUCE OLÍMPIO FREIRE (tia de GEORGE OLÍMPIO, Presidente do IRTDPJ/RN) e LUIZ CLÁUDIO MORAIS CORREIA VIANA (sócio de GEORGE OLÍMPIO), nas fraudes em questão, entre outros.

A organização criminosa em comento, conforme apurado, fez investidas em diversos Estados da Federação, havendo provas e/ou indícios de que houve oferecimento de vantagem indevida a agentes públicos, ou de que, simplesmente, se obteve contratações com vícios semelhantes em Estados como, por exemplo, Paraíba, Minas Gerais e Alagoas.

O Ministério Público requereu o sequestro de bens no montante de R$ 35 milhões, valor estimado da fraude relativa ao registro de contratos de financiamento de veículos.

Após o cumprimento das mencionadas ordens judiciais, o Ministério Público analisará os documentos apreendidos e, em tempo hábil, oferecerá denúncia acerca dos fatos delituosos investigados.

* Fonte: MP/RN.

Deputado ribeirão-pretano exonera chefe de Gabinete depois de prisão
Rafael Silva aguarda posição do partido; Constancia Félix perde o cargo pela 2ª vez

EPTV.Com – Cristiane Zambroni
O deputado estadual de Ribeirão Preto, Rafael Silva (PDT), exonerou nesta quinta-feira (24), a chefe de Gabinete da 4ª vice-presidência da Assembleia Legislativa, a qual ele é o vice-presidente. Segundo o deputado, essa é a segunda vez que Constancia Berbert Dutra da Silva, conhecida como Constancia Félix, é desligada do cargo. “Ela já foi exonerada em maio, mas o partido pediu sua volta”, declara.

Questionado sobre o motivo da exoneração anterior, o deputado disse que entendeu que tinha que fazê-la. “Ela ficou pouco tempo fora do cargo”. Já em relação ao desligamento de Constancia nesta quarta-feira, Silva disse que não comunicou o partido para tomar a decisão, no entanto, aguarda pronunciamento.

Segundo Silva, o cargo ocupado por ele e Constancia é temporário (2 anos) e caso ele saia do partido (PDT), a função também é passada para outro deputado.

Procedência

Rafael Silva garantiu nunca ter tido problemas com Constancia e seu marido, prefeito de Limeira, Silvio Félix (PDT). “Eles nunca me deram problemas na assembleia. Eu desconhecia todos esses fatos”, afirma.

Caso

A ex-chefe de Gabinete do deputado de Ribeirão Preto, Rafael Silva (PDT), foi presa na madrugada desta quinta-feira (24) durante operação do Ministério Público (MP). Constancia Berbert Dutra da Silva, conhecida como Constancia Félix, é primeira-dama de Limeira e uma das 11 pessoas suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha.

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) realizou a operação em Limeira, Piracicaba e São Paulo e contou com a participação de promotores de Ribeirão Preto, Franca, Campinas e São Paulo. Além da primeira-dama, dois filhos e duas cunhadas do prefeito de Limeira, estão presos.

De acordo com o MP, os valores da lavagem de dinheiro, podem ultrapassar os R$ 20 milhões.

Presos

Os nomes confirmados são os seguintes:

– Constancia Berbert Dutra da Silva, conhecida como Constância Félix (primeira-dama de Limeira)

– Mauricio Felix da Silva – filho do prefeito Silvio Félix

– Murilo Felix da Silva – filho do prefeito Silvio Félix

– Verônica Dutra Amador – irmã de Constância Félix, primeira-dama de Limeira

– Lucimar Berbert Dutra – irmã de Constância Félix, primeira-dama de Limeira

– Carlos Henrique Pinheiro – assessor político do prefeito Silvio Félix

– Daniel Henrique Gomes da Silva – contador do prefeito Silvio Félix

– Lucelia Baliani

– Isaias Ribeiro

– Maria Alves de Sousa
Prefeita de Ribeirão Preto é suspeita de envolvimento em fraude

A Polícia Civil de Ribeirão Preto, a 290 km de São Paulo, investiga se a prefeita Dárcy Vera (PSD) está envolvida num suposto esquema de fraude na distribuição de casas populares por meio da Companhia Habitacional Regional da cidade. A prefeita nega as acusações. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A investigação começou a partir de uma acusação feita pela suspeita de estelionato por “vender” essas casas a Marta Aparecida Mobiglia, 45 anos. Ela afirmou à polícia que entregava dinheiro referente à comercialização das residências para um mensageiro da prefeita.

Dárcy negou as acusações e convocou uma entrevista coletiva para se defender no final da tarde desta quarta-feira.
Marta é uma das investigadas por prometer, mediante pagamento de até R$ 3.000, que era capaz de “furar” o sorteio das casas do conjunto Paulo Gomes Romeu, construído pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de SP).

A Cohab-RP era responsável por fazer o cadastro das pessoas interessadas e organizar os sorteios.

Segundo a advogada de Marta, Máira Ferreira Teles, sua cliente disse à polícia que documentos e todo o dinheiro arrecadado com a fraude eram entregues a um motoqueiro, que seria um mensageiro de Dárcy.

“Ela afirmou que o contato [com a Dárcy] foi por meio da irmã da prefeita [Marli Vera, conhecida como Chaveirinho]”, disse Teles.

DENÚNCIA

O caso começou a ser investigado há uma semana, quando Marta e uma segunda suspeita, Maria Rosa Lopes Ferreira, 57, foram parar na delegacia após denúncia de membros do Conselho Municipal da Habitação e do jornal “A Cidade”.

Após a denúncia, a polícia começou a apurar se havia participação de funcionários da Cohab –comandada pelo PMDB em Ribeirão desde que Dárcy assumiu a prefeitura, em 2009.

Além de Marta, o delegado responsável pelo caso, Marcelo Velludo, deve ouvir nesta quinta-feira a segunda suspeita.

Procurado pela Folha, Velludo confirmou ter ouvido o depoimento de Marta, mas não quis comentar o conteúdo das declarações da investigada.

“Eu sou o presidente do inquérito e, se esse conteúdo vazou, não foi pelas minhas mãos. O que eu posso dizer é que o depoimento da Marta realmente foi colhido”, afirmou sobre o fato de Dárcy já ter recebido as declarações.

Em depoimento à polícia nesta quarta-feira (16), a representante comercial Marta Aparecida Mobiglia, de 45 anos, disse que negociou um emprego com a prefeita, com as funções de recolher dinheiro e documentos para a aquisição de moradias. Ela seria responsável por repassar tudo à Marli Vera, irmã da prefeita, em troca de um salário de R$ 1,8 mil por mês.

De acordo com o advogado de Marta, Antonio Carlos de Oliveira, a linha telefônica em que sua cliente fazia os contatos, está à disposição da Justiça para auxiliar nas investigações. “Todas as instruções que foram passadas pela irmã da prefeita Dárcy Vera e pela prefeita Dárcy Vera se deram por telefone. Inclusive, passamos para a autoridade policial o número do telefone da nossa cliente para que seja oficiada a operadora para que se mande a bilhetagem referente a esse número e as ligações recebidas”, disse o advogado.

CDHU

Duas mulheres suspeitas de cobrar até R$ 6 mil para facilitar a compra de casas da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) de Ribeirão Preto foram detidas no dia 8 de novembro. Ao todo, 11 pessoas foram ao 4º Distrito Policial registrar boletim de ocorrência.

Com a promessa de que seriam contempladas com moradias no bairro Paulo Gomes Romeu, elas afirmam que chegaram a pagar R$ 1,6 mil para entrar na fila de distribuição de imóveis. Segundo o delegado Marcelo Veludo Garcia de Lima, as casas são da CDHU, no entanto, o cadastro é da Cohab.

“Eu dei o valor de R$ 3 mil para conseguir essa casa da Cohab”, disse o músico Giliard Tavares Reis.

“Ela falou que a casa ia sair em março. Eu dei o dinheiro em janeiro. Passou o mês de março e elas disseram que iam dar a casa em julho. Na esperança de ter a casa, aconteceu o que aconteceu. Agora, só Deus sabe”, disse uma mulher que preferiu não ser identificada.

O presidente da Cohab de Ribeirão Preto, Silvio Martins, afirmou que vai investigar se funcionários estão ligados ao suposto crime. “Eu estou aqui, junto com o chefe do jurídico, para apurar isso. Vamos levantar junto à autoridade policial se tem algum nome de funcionário envolvido”, declarou.

As duas suspeitas foram ouvidas e liberadas. Segundo a advogada da dupla, suas clientes responderão apenas ao juiz. “Elas me passaram que elas são inocentes. Elas vão falar em juízo.”, disse a advogada Maira Ferreira Teles que foi chamada pelas suspeitas, sem as conhecê-las. “Não tive tempo para conversar com as minhas clientes. Elas pegaram o meu cartão e me ligaram”, disse Maira.


OUTRO LADO

Não conheço

Procurada pela reportagem da EPTV, Marli Vera, irmã da prefeita, disse por telefone que não conhece e que nunca conversou com a mulher que fez as acusações.

No final da tarde, Dárcy chamou os jornalistas para desmentir as afirmações da mulher que a acusou.

A prefeita afirmou nunca ter falado com a investigada e que não é a primeira vez que “usam” seu nome para cometer irregularidades.

Ela disse ainda que está à disposição da polícia para a investigação.

“Sou a maior interessada em que tudo isso seja muito bem investigado e que se descubra a verdade. Estou muito tranquila quanto a isso”, afirmou Darcy.

Ela concedeu a entrevista diante de uma mesa cheia de fitas de vídeo que ela disse serem as filmagens de todos os sorteios de casas em seu governo.

O presidente da Cohab-RP, Sílvio Martins [ex-vereador do PMDB indicado ao cargo pelo deputado Baleia Rossi], acompanhou a prefeita durante a coletiva.

Ele afirmou que até agora não há indício de prova sobre o envolvimento do poder público no caso.

A assessoria de Dárcy disse que ela soube do depoimento da mulher à polícia por meio de “fontes”.