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Segunda temporada de Ó Paí, Ó estreia na sexta-feira, 13, na Rede Globo

Ensaios de Roque (Lázaro Ramos) fazem o cortiço, literalmente, tremer

Divulgação/TV Globo
Divulgação/TV Globo

Roque (Lázaro Ramos) se inscreve em um famoso festival de música e quase derruba o cortiço na estreia

A segunda temporada de Ó Paí, Ó estreia nesta sexta-feira, 13, logo após o Globo Repórter, na Rede Globo, com o episódio “Quero ver a Bahia tremer” em que Roque (Lázaro Ramos ), inscrito em um famoso festival de música, precisa ensaiar com a banda no cortiço para garantir o sucesso da apresentação.

Enquanto treinam a canção, o prédio treme, deixando os moradores em pânico diante de um possível desabamento. Sem ter para onde ir, todos buscam abrigo no bar de Neuzão (Tânia Toko), que não gosta nada de ver o seu estabelecimento servindo de moradia para os habitantes do cortiço. Para garantir a sua segurança e a de seus vizinhos, Roque chama um fiscal da prefeitura (Luis Miranda) para inspecionar o local. Porém, nem todos concordam com a ideia porque acreditam que o prédio possa ser interditado.

Para evitar que todos fiquem desabrigados, Reginaldo (Érico Brás) convence Neuzão a receber o fiscal em seu bar ao invés de ir para o cortiço. A comerciante aceita a contragosto e acaba levando um prejuízo ao encobrir a precariedade do prédio. Enquanto isso, Queixão (Matheus Nachtergaele), que está namorando Dona Joana (Luciana Souza), muda o seu nome para Moises e funda o Templo do Tremor Divino no cortiço. Desconfiado das atitudes de Queixão, Roque faz o possível para provar para Dona Joana que ele está sendo desonesto.

O festival de música é exibido na televisão e todos se reúnem para torcer para Roque. O cantor inventou um ritmo novo chamado “bossa axé” e tem grandes chances de ganhar o prêmio.

O episódio “Quero ver a Bahia tremer” vai ao ar na sexta-feira, dia 13, e tem direção de Monique Gardenberg. Escrita por Guel Arraes, Adriana Falcão e João Falcão, e com direção geral de Monique Gardenberg, Ó Paí, Ó é exibida às sextas-feiras, logo após Globo Repórter.

"Ó Paí, Ó": Virado do Avesso 05/12/2008

Publicado: 29 de novembro de 2008 em Globo, O Pai ó
“Ó Paí, Ó”: Virado do Avesso

Em um show no bar de Neusão (Tânia Toko), Roque (Lázaro Ramos) se despede dos amigos e agradece pelo apoio que o ajudou a alcançar o sucesso.


Convidado por uma produtora para fazer uma turnê de três meses e, acreditando ser essa a grande chance de sua vida, Roque também dá adeus a Dandara (Aline Nepomuceno), propondo um relacionamento aberto e deixando para a morena o apartamento em que moravam juntos.
Porém, a secretária que ligou para o cantor fez uma grande confusão: era para ligar para “o cantor de rock” e não, “o cantor Roque”. Decepcionado, o baiano volta para casa e pede refúgio a Dandara, que se diverte com a situação. Envergonhado, Roque se esconde em própria sua casa para que todos pensem que ele está viajando pelo Brasil. Enquanto isso, Dandara ensaia um show com Bi-Negão (Márcio Vitor), provocando o ciúme do namorado.

Neusão convida Yolanda (Lyu Arisson) para trabalhar em seu bar temporariamente. Analisados os prós e contras do emprego, eles resolvem se casar, já que cônjuge não é empregado e, por isso, as despesas seriam menores. A cerimônia acontece no bar mais famoso do Pelourinho, com direito a chuva de arroz e uma produção impecável. O casal planeja morar junto e adotar uma criança. Empolgada, Neusão liga para o amigo Roque para contar a novidade e ele diz que está no meio de um show, mas deseja felicidades para o casal. Revoltada com o cinismo de Roque, Dandara avisa que vai desfilar com Bi-Negão pela cidade, para que ninguém pense que ela está sozinha, enquanto seu namorado viaja.
O episódio ‘Virado do Avesso’ vai ao ar na sexta-feira, 05 de dezembro, logo após ‘Globo Repórter’.

‘Ó paí ó’: Virgínia Cavendish faz documentário sobre ‘bregas’

Com Lázaro Ramos no elenco, o episódio da série “Ó, paí, ó”, que vai ao ar no próximo dia 28, Reginaldo (Érico Brás) vai conhecer uma produtora (Virgínia Cavendish) que está fazendo um documentário sobre ‘bregas’, como são chamados os prostíbulos em Salvador. O taxista conseguirá convencer os moradores do cortiço a transformá-lo num brega em troca do cachê oferecido pela produtora.

Todos vão se divertir com a idéia e, com a ajuda de Cosme (Vinicius Nascimento) e Damião (Felipe Fernandes), darão um jeito de enrolar Dona Joana (Luciana Souza), que não pode nem sonhar que sua propriedade virou um lugar “do pecado”.

Patricia Kogut – O Globo

O cortiço vai virar brega
O disjuntor quebrou e o cortiço está sem luz. Dona Joana quer resolver o problema, mas exige R$ 250 por família para poder trazer a iluminação de volta ao velho sobrado. Nenhum morador tem o dinheiro disponível. Reginaldo, entretanto, logo mostra que sabe como solucionar a questão. Ele conheceu uma produtora que acaba de chegar à cidade para fazer um documentário sobre os bregas de Salvador. Hipólita (Virgínia Cavendsh) quer filmar um casarão colonial com calçada movimentada e diz que dinheiro não é problema. Reginaldo promete levá-la ao melhor brega do Pelô: o cortiço de dona Joana. Ó Paí, Ó vai ao ar sexta, 28, às 22h20
A Tarde Online

Show de Sexta-Feira exibe Ó Paí Ó

Do sucesso do longa-metragem Ó pai Ó! de Monique Gardenberg, com Lázaro Ramos, resultou a série homônima que a Rede Globo exibirá em seis episódios dias 31 de outubro, 7, 14, 21 e 28 de novembro e 5 de dezembro, no Show de Sexta-feira.

Ó pai Ó! é uma co-produção da Dueto Filmes com a Rede Globo e uma criação coletiva do Bando de Teatro Olodum.

Os episódios, gravados em Salvador, mostrarão o universo divertido e musical de uma Bahia pop e contemporânea. Moradores de um cortiço no centro histórico do Pelourinho compartilham a paixão pelo Carnaval e a antipatia pela síndica do prédio, Dona Joana, que se incomoda com a farra dos condôminos.

Na série voltam os mesmos personagens do cinema como a comerciante Neusão, o aspirante a cantor Roque, o travesti Yolanda, o taxista Reginaldo e a evangélica Dona Joana.

O elenco, encabeçado por Lázaro Ramos (Roque) e Matheus Nachtergaele (o vilão Queixão), conta com participações especiais de Stênio Garcia, João Miguel, Virgínia Cavendish, Nanda Costa e Preta Gil. Lázaro Ramos como Roque, um herói popular, protagonizará 12 musicais que farão parte da série. Ó pai Ó surgiu no teatro em 1992 com texto sob a direção de Márcio Meirelles, foi para o cinema no longa dirigido por Monique Gardenberg e agora chega a TV integrando o núcleo do diretor Guel Arraes.

Os seis episódios da série – cada um com início, meio e fim- terão a direção de Olívia Guimarães (Bye Bye Pelô), Mauro Lima (Mercado Branco e O Brega), Monique Gardenberg (A Mãe e a Quenga e Fiéis e Fanáticos) e Carolina Jabor (Último Episódio).

“Ó paí, ó” é uma gíria baiana, uma contração de “olhe para isso, olhe”.
Rede Globo

O Pai, Ó- com "Fieis e Fanaticos" 21/11/2008

Publicado: 21 de novembro de 2008 em Globo, O Pai ó



Fiéis e Fanáticos

Maria (Valdinéia Soriano) descobre, por meio de Mãe Raimunda (Cássia Valle), que o orixá de Michelângelo é Exu e, devido ao preconceito ligado a ele, ela prefere consagrá-lo a Ogum. Para isso, ela deve homenagear o santo de alguma forma e, após sonhar com seu filho envolto em vermelho e preto, ela decide vesti-lo com essas cores no batizado. Ao saber da promessa, Reginaldo (Érico Brás) se desespera, pois prometeu ao avô que seu filho seria torcedor do Bahia e, portanto, não pode vestir as cores do Vitória, que são justamente o vermelho e o preto. Porém, se depender de Neusão (Tânia Toko), seu afilhado será sim um torcedor fanático do Vitória.

O campeonato está chegando e Neusão e Reginaldo fazem suas promessas para ajudar a garantir a vitória de seus respectivos times. Reginaldo desconfia que a comerciante optou por não beber e, diante disso, tenta fazê-la ter uma recaída para que seu time perca. Ela, por sua vez, percebe que o taxista sedutor está se privando de flertes e acredita ser este o seu sacrifício pelo Bahia. Para induzi-lo a romper com a promessa, Neusão apresenta Magda (Preta Gil) a Reginaldo, que tenta resistir ao charme da morena. No dia do jogo, todos se reúnem no bar de Neusão, inclusive Magda, que não desistirá do taxista até os 45 minutos do segundo tempo.

O episódio ‘Fiéis e Fanáticos’ vai ao ar na sexta-feira, 21 de novembro, e tem direção de Monique Gardenberg. ‘Ó Paí, Ó’ tem direção geral de Monique Gardenberg e direção de núcleo de Guel Arraes e é exibido às sextas-feiras, logo após o ‘Globo Repórter’.

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Ó paí, ó tem o Negócio Torto

Publicado: 14 de novembro de 2008 em Globo, O Pai ó

Negócio Torto

A recuperação do Centro Histórico de Salvador, que começou no Pelourinho, continuará com a reforma dos casarões localizados em seus arredores. O engenheiro contratado para fazer o orçamento de uma pousada avisa que, a princípio, a construção será no cortiço de Dona Joana (Luciana Souza), que está na área delimitada no projeto de reurbanização. Preocupados, os inquilinos procuram a proprietária para convencê-la a não vender o imóvel e, em troca, prometem pagar os aluguéis em dia.

Aproveitando o desespero dos moradores, ela escreve os dez mandamentos do prédio, que devem ser respeitados por todos. Entre eles, consta que ninguém pode entrar no prédio depois das dez da noite. Maria (Valdinéia Soriano) adora a novidade e acredita que a norma pode ser a solução para os constantes atrasos do marido Reginaldo (Érico Brás).

Na iminência de serem despejados, os moradores ainda se sensibilizam com a história de Negócio Torto (Cristóvão da Silva), que veio do interior para tentar a vida na cidade e acabou como mendigo. Seu Gerônimo (Stênio Garcia), porém, defende que o desabrigado deve sair do local para preservar a imagem do bairro e garantir seu faturamento com os turistas que visitam a região. Roque (Lázaro Ramos), por sua vez, protesta quanto ao posicionamento radical do comerciante e deixa claro que o amigo faz parte da realidade do país.

Para surpresa de todos, os moradores recebem uma carta de despejo, pois o imóvel foi vendido. Porém, Dona Joana não fez o negócio, nem assinou papel algum. Agora, resta saber quem é o responsável por tamanha confusão.

Mãe e Quenga em O pai, O

Publicado: 7 de novembro de 2008 em Globo, O Pai ó

Mãe e Quenga
Ó Paí, Ó

https://i1.wp.com/opaio.globo.com/TVGlobo/CMA_Generico_Producao/tvg_repfoto_imagem_classe/0,9310,682738_3,00.GIFReginaldo (Érico Brás) está muito ocupado com uma cliente que perdeu sua chave entre as pedras da praia de Ondina, em Salvador, e não consegue evitar que seu táxi seja rebocado. Já prevendo a discussão com a esposa, o taxista chega em casa de mansinho para não acordá-la, mas ela o espera com uma surpresa. Maria (Valdinéia Soriano) está quase convencida das desculpas do marido, quando Queixão (Matheus Nachtergaele) começa a gritar em frente ao cortiço que o táxi foi rebocado, atrapalhando o entendimento do casal. Decepcionada, Maria vai embora de casa, deixando o marido exatamente quando está prestes a dar à luz.

Com a ajuda de Paulo (Ricardo Bittencourt), Queixão consegue o seu carro de volta. Como agradecimento, terá que marcar um encontro do amigo com Dandara (Aline Nepomuceno), que não tira os olhos de Roque (Lázaro Ramos). O cantor também está de olho no rebolado da morena e sofrerá bastante para tê-la em seus braços.
Ó Pai, Ó estréia nesta sexta na Globo

Roberto Midlej, do A Tarde
Lázaro Ramos e Matheus Nachtergaele: destaques no elenco
Foto: link

Roque, Reginaldo, dona Joana, Yolanda, Carmen e seu Gerônimo, personagens do filme Ó Paí, Ó, estão de volta a partir desta sexta, 31, na tela da TV Globo, às 22h20. A história dos moradores de um animado cortiço no Centro Histórico de Salvador saiu dos cinemas para dar origem a uma série de TV de seis episódios semanais, com direção geral de Monique Gardenberg, que também dirigiu o longa de 2007.

Novamente, o elenco do Bando de Teatro Olodum tem uma participação essencial, como aconteceu no filme. O Bando, que está comemorando 18 anos e montou a peça Ó Paí, Ó, em 1992, participou diretamente da criação dos episódios da série, contribuindo para a construção dos diálogos por meio de improvisos realizados pelos atores. O roteiro dos seis episódios é de Guel Arraes (diretor da série O Auto da Compadecida) e Jorge Furtado (Saneamento Básico, o Filme).

O elenco do programa mescla o pessoal do Bando, que ainda não é conhecido nacionalmente, com outros mais populares, como Lázaro Ramos, Stênio Garcia e Matheus Nachtergaele, que, ao contrário dos outros dois, não estava no longa. O público pode sentir falta de Boca, personagem do filme interpretado por Wagner Moura, que não pôde participar da série, já que estava envolvido com a montagem da peça Hamlet.

Segundo Monique Gardenberg, na série, cada episódio é independente. Serão histórias com início, meio e fim, diferentemente do filme, “que era uma obra mais aberta”. Ela revela também que não houve uma regra na abordagem. Um episódio é mais trágico, outro, mais melodramático, outros, cômicos, diz.

Lázaro Ramos – Essa independência dos capítulos também chama a atenção de Lázaro Ramos: “É como se fosse uma trupe de teatro com os personagens que, a cada episódio, vão contar uma nova história para as pessoas. No filme, Roque tinha características muito definidas, mas, na série, em cada episódio, um lado dele fica mais evidente. Tem uns em que aparece mais o lado cômico. Em outro, ele é quase um herói épico”, revela, por telefone.

Será que o telespectador vai ver novamente na televisão um desfile de tipos caricaturais baianos, como nas novelas? “Eu não assumiria como responsabilidade do Ó Paí, Ó representar a baianidade. A série representa um grupo de pessoas que vive num lugar determinado, numa situação determinada. Isso é uma novidade e é autêntico, já que veio das ruas em 1990, devido ao longo trabalho do Bando”, diz o intérprete de Roque.

Lázaro, como no filme, solta a voz em algumas músicas. Agora, Roque está em busca do sonho de se tornar um cantor famoso e, para realizar o desejo do personagem, Lázaro canta músicas como Vou Tirar Você Desse Lugar, clássico brega de Odair José; Café com Pão, que fez sucesso com o Vixe Mainha; e Tão Seu, do Skank.

Canto – Para cantar, Lázaro se preparou em aulas: “Queria cantar melhor que no filme, por isso fiz aula de canto. Além do mais, ele tem uma voz mais aguda que a minha, meio assim [começa a fazer a voz de Roque]. Parece um primo meu”, brinca.
O episódio desta sexta, Mercado Branco, vai mostrar os problemas que Neusão (Tânia Toko) enfrenta na administração de seu bar, no Pelourinho.

Acostumada a vender fiado, ela tem uma lista enorme de devedores, o que dificulta o pagamento de um empréstimo que pegou num banco. Para piorar, Queixão (Matheus Nachtergaele) resolve instalar um isopor para vender cerveja bem em frente ao bar dela e, como atua no mercado informal, não paga impostos e consegue praticar um preço bem abaixo do de Neusão. Mercado Branco tem direção de Mauro Lima, responsável pelo sucesso de bilheteria Meu Nome Não é Johnny.

A série, que tem muitas cenas com música, provavelmente o deixará bem à vontade, já que ele tem longa experiência com videoclipes.

Do teatro para a TV

“Tevê é a arte da espera: você chega para trabalhar às seis da manhã, vai pro set às 10 e começa a gravar ao meio dia”, brinca Jorge Washington, membro do Bando de Teatro Olodum e intérprete de Mattias, um vendedor ambulante de cafezinho que é militante das causas negras. “Mattias é um guardião da comunidade. Ele freqüenta becos e guetos do Pelô, e está bem atento às questões comunitárias”.

Com experiências esparsas em cinema, Jorge Washington estréia agora na TV e fala das diferenças em relação ao teatro: “Monique falava muito pra gente, pedia pra diminuir a carga dramática, para ser mais econômico na interpretação, já que no teatro tudo é grandioso, no cinema, tem que fazer menos, mas, quando vê na tela, a gente entende por que ela pede”.

Érico Brás, que interpreta o taxista Reginaldo, está no Bando há nove anos e começou na peça Cabaré da Rrrrraça. Ele, que está em todos os episódios, teve a experiência de contracenar com Matheus Nachtergaele, Lázaro Ramos, Virginia Cavendish e outros atores bem experientes.

“Hoje, sou fã e colega de trabalho de Matheus. No seriado, ele pegou o sotaque da gente e o ritmo do Bando, que não é fácil. Se entrosou muito rápido”. Ele destaca o empenho de Lázaro Ramos em ajudar os colegas: “A presença de Lazinho foi muito importante porque nós, do teatro, somos meio histriônicos. Ele foi uma espécie de guia da gente”.

Lázaro começou no Bando em 1995 e atuou em diversas montagens do grupo, como Sonho de uma Noite de Verão, Já Fui! e Ó Paí, Ó. Apesar de não integrar oficialmente o Bando, Lázaro diz que o grupo ainda o representa: “Acho que é um estímulo, uma fonte de inspiração para eu não me perder pelo mundo. Não esqueço minhas origens e nem o motivo pelo qual eu escolhi minha profissão.

E o bando é um pouco o símbolo do que pra mim representa minha profissão. Não quero ser ator só para entreter. Quero também levar reflexões às pessoas”, diz.

Reginaldo, personagem de Érico, é casado com Maria, interpretado por Valdinéia Soriano. Ela tem uma banca de trançar cabelo no Pelourinho e mora num cortiço com o marido, mas há anos está esperando a casa própria ficar pronta. A situação fica mais complicada quando ela fica grávida. “Maria é mais um guerreira no Pelourinho. Ela representa a mulher negra de Salvador”, revela Valdinéia.

Outro personagem engajado nas lutas sociais, que também estava no filme, é a Professora, interpretada por Jamile Alves. “Ela é uma militante política que trabalha em prol da comunidade”, diz a atriz, no Bando desde 2002. Para ela, o teatro tem uma vantagem em relação à TV: “No palco, a resposta do público é imediata. Na tevê, a gente demora para ver o resultado”, diz a atriz.

A expectativa do Bando para a estréia é grande e o grupo já marcou de se reunir nesta sexta, 31, no Cabaré do Teatro Vila Velha, para assistir, em conjunto, ao seriado.

Serviço:

Seriado ó paí, ó | Episódio desta sexta: Mercado Branco | Direção: Mauro Lima. Direção geral: Monique Gardenberg | Com Lázaro Ramos e Bando de Teatro Olodum | Às 22h20
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