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Lula quer regular internet

Presidente encomendou marco regulatório que definirá direitos e obrigações dos cidadãos na rede de computadores

Encomendado por Lula, marco regulatório definirá direitos e deveres dos internautas

Mário Coelho

Por determinação do presidente Lula, a internet brasileira terá um marco civil regulatório a partir do próximo ano. O projeto, ainda em fase de discussão com a sociedade, deve originar uma legislação que preveja direitos e deveres dos internautas no uso dos meios digitais. A proposta aborta de vez a intenção inicial do Ministério da Justiça (MJ) de criar uma lei altamente restritiva para a internet.

Até março deste ano, a Secretaria de Assuntos Legislativos do MJ trabalhava a minuta de um projeto que pretendia aumentar o rigor na identificação dos internautas, exigindo dos provedores de acesso dados como o número do RG e o nome dos pais de quem está atrás do computador durante toda a navegação. Como o Congresso em Foco mostrou em março, o objetivo, na época, era coibir a prática de crimes na rede.

A minuta do MJ foi considerada, na época, um retrocesso em relação ao Projeto de Lei 84/99, elaborado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Apelidado de “AI 5 digital”, a proposta do tucano tem enfrentado uma série de resistências de membros da sociedade civil e até mesmo dentro do parlamento. Aprovado no Senado, ele agora tramita na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informação (CTCI).

“A pressão popular gerou a demanda específica do presidente Lula”, afirmou o coordenador do projeto, Guilherme Alberto de Almeida, ao Congresso em Foco. Ele conta que a mobilização contra o projeto de crimes na internet fez o Palácio do Planalto mudar sua visão sobre o tema. A tese de um marco civil era, até então, defendida especialmente por professores do curso de direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Estamos buscando contribuições qualificadas”, disse o professor de direito da FGV Ronaldo Lemos, à Agência Estado. Ele explica que o próprio Ministério da Justiça moderará a discussão. Podem participar pessoas físicas ou instituições, que terão peso igual. “Ganha o debate quem melhor expor sua opinião.”

Em 26 de junho, Lula já havia dado a senha publicamente para a mudança de rumo da pasta. Ao participar do 10° Fórum Internacional Software Livre, em Porto Alegre (RS), o presidente afirmou que “no governo dele é proibido proibir”. Quando chegou ao local do encontro, Lula foi recebido por participantes do fórum com uma faixa pedindo o veto ao substitutivo de Azeredo.

“Essa lei que está aí, essa lei que está aí, não visa corrigir abuso de internet. Ela, na verdade, quer fazer censura. O que nós precisamos, quem sabe, é mudar o Código Civil, quem sabe seja mudar qualquer coisa. O que nós precisamos é responsabilizar as pessoas que trabalham com a questão digital, com a internet. É responsabilizar, mas não proibir ou condenar”, disse Lula no Fórum.

Em 29 de outubro, o MJ lançou um blog para começar a discussão sobre o tema. O debate ocorre tanto virtualmente, pela rede de computadores, quanto em reuniões em diversas cidades. Na última sexta-feira (20), por exemplo, parlamentares, professores e membros do Ministério Público discutiram a elaboração da nova legislação. “Na consulta em São Paulo, estava toda a comunidade. Representantes dos ministérios da Cultura e da Justiça discutiram os direitos do cidadão na internet”, afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que participou do evento.

Polêmicas

Dois temas, até agora, têm monopolizado o debate. A guarda dos logs – registros de entrada e saída dos usuários na rede – e o direito à privacidade são as questões mais sensíveis e que devem exigir muita conversa e negociação entre as partes. “Nesse momento, queremos mais ouvir do que escrever”, disse Guilherme Almeida.

No projeto que tramita na Câmara e na proposta abortada pelo ministério, provedores seriam obrigados a guardar todos os registros de conexão de seus usuários – hórário de log on e log off – em seus arquivos. A do MJ ia além. Para combater práticas criminosas na internet, a proposta era aumentar a vigilância sobre os internautas.

O coordenador do projeto adianta que a intenção é enviar o texto ao Congresso até março do ano que vem. Apesar de afirmar que a discussão vai ditar os prazos, trabalha com 17 de dezembro para encerrar a primeira fase de debates. Com o recesso de fim de ano, a ideia é elaborar uma minuta e coloca-la no blog para discussão em janeiro. Feitas novas sugestões, aí sim ele estaria pronto para o debate final pelos parlamentares.

Mas, enquanto o projeto não é enviado ao Congresso, o PL de Azeredo continua tramitando. Para o deputado Paulo Teixeira, “ele já caducou”. “Ele perdeu o timming pelo número de matérias que ele quis incorporar. Acabou perdendo a força”, opinou.

Mas ele adianta que pelo menos quatro artigos devem ser aproveitados por ele e pelo deputado Julio Semeghini (PSDB-SP), relator da matéria na CTCI. Entre eles, o roubo de senhas e a invasão e destruição de redes internas. O que restou do projeto deve virar um projeto à parte.

Além disso, o governo ainda não decidiu como vai enviar o texto do marco civil para apreciação dos parlamentares. Existe a possibilidade de ser um projeto de lei do Executivo. Ou, até mesmo, de a autoria ser compartilhada por Teixeira e Semeghini.

Fonte: Congresso em Foco
http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=30724

Microsoft terá que pagar quase US$ 300 milhões por infringir patente

Foto: Fayaz Kabli/ReutersSentença de tribunal federal dos EUA é favorável à empresa canadense.
Decisão proíbe venda de produto que abra “.XML”, “.DOCX” ou “.DOCM”.

Da Reuters

Foto: Fayaz Kabli/Reuters
A gigante fundada por Bill Gates sofre nova derrota na justiça. (Foto: Fayaz Kabli/Reuters)

A Microsoft terá que pagar mais de US$ 290 milhões em indenização à companhia de software canadense i4i por infringir uma patente, de acordo com determinação de Um tribunal federal dos Estados Unidos.

A i4i, fabricante de software para manipulação de documentos, reclamou em um processo de 2007 que a Microsoft infringiu intencionalmente uma de suas patentes no aplicativo de processamento de texto e no sistema operacional Vista.

A decisão final da corte norte-americana do Distrito do Texas foi feita após a divulgação em 20 de maio de uma sentença do júri a favor da i4i.

A sentença também proíbe permanentemente a Microsoft de vender quaisquer produtos que possam abrir documentos com as extensões “.XML”, “.DOCX” ou “.DOCM”.

A Microsoft informou que planeja recorrer da decisão.

“Acreditamos claramente que as evidências demonstraram que não houve infração da nossa parte e que a patente da i4i é inválida”, disse o porta-voz da Microsoft Kevin Kutz.

Quem diria – e o barulho da impressora virou música veja isso aqui

Sabe o barulhinho daquelas impressoras um pouco mais antigas, do vaivém do cartucho sobre o papel? Há quem tenha até saudade. Pois veja este clipe da música chamada ‘Printer Jam’, do Mistabishi. A dica é do LikeCool.

Luciana van Deursen Loew
Blue Bus

Piratas virtuais violam dados de 45 mil funcionários de agência de aviação dos EUA

da Folha Online

A FAA (agência federal de aviação dos Estados Unidos) informou que piratas virtuais invadiram sua rede e furtaram dados de funcionários do órgão. Dois dos 48 arquivos presentes no servidor violado continham dados pessoais de 45 mil funcionários e aposentados – essas pessoas estavam nos arquivos da agência até fevereiro de 2006.

A agência afirma que o sistema invadido não tinha relação com sistemas de controle de tráfego aéreo ou outros mecanismos operacionais. A FAA informa que está tomando as medidas necessárias para evitar que isso ocorra novamente.

O furto na agência representa mais um episódio entre os recentes problemas com dados governamentais. No ano passado, o Ministério da Defesa do Reino Unido admitiu o extravio de um arquivo de memória portátil com detalhes pessoais de 100 mil integrantes das forças armadas.

A memória continha nomes, residências, números de passaportes, datas de nascimentos e detalhes das carteiras de habilitação de militares da Royal Navy –Marinha– e da Royal Air Force (RAF –Aeronáutica).

AFP

Polaroid reinventa a foto instantânea para a geração digital


LAS VEGAS, EUA (AFP) – A Polaroid lançou na quinta-feira a versão digital das fotografias instantâneas que tornaram a empresa famosa, uma câmera que inclui uma impressora sem tinta, a PoGo, pequena o suficiente para ser carregada a todos os lados.

A inovação, apresentada no Consumers Electronic Show (CES) de Las Vegas, foi lançada dois anos depois do fim da produção das câmeras Polaroid instantâneas com filme.

A PoGo retoma a tecnologia da impressora Zink, lançada há um ano e comercializada desde junho, que pode imprimir sobre papel térmico colorido as fotos enviadas por telefones celulares e outros aparelhos portáteis.

“Basta pressionar um botão para escolher entre as fotos digitais da câmera, enquadrá-las ou retocá-las, e imprimir em cores, em menos de 60 segundos, imagens de 5 x 7 cm, tudo em apenas um aparelho”, destaca a Polaroid.

“É a versão digital de nossa câmera instantânea, que os consumidores adoram desde os anos 70”, afirmou o diretor geral de imagens digitais da Polaroid, Jon Pollock.

A Polaroid, que recorreu à proteção de lei de falências (Capítulo 11) mês passado para fazer uma reestruturação, garante que não é mais necessário sacudir as fotos impressas para acelerar a revelação da imagem.

A câmera fotográfica instantânea PoGo mede 11,75 x 7,5 cm e pesa menos de 300 gramas. A foto impressa sai da parte de trás da máquina e não por baixo, como acontecia na versão tradicional.

O aparelho será comercializado nos Estados Unidos a partir de março a 200 dólares.

Free the Photos.

https://i1.wp.com/www.presheva.com/pc/2008/polaroid_pogo.jpg

Agência de notícias divulga obituário de Steve Jobs

da Folha Online

A agência de notícias Bloomberg distribuiu na quarta-feira (28), por engano, um obituário incompleto de Steve Jobs, executivo-chefe da Apple. O rascunho de uma extensa reportagem sobre o executivo trazia inclusive nomes de pessoas a serem contatadas para falarem sobre ele, informa o blog Circuito Integrado.

É comum que veículos de comunicação preparem reportagens com antecedência sobre pessoas que estão doentes, para agilizar o trabalho dos jornalistas em caso de morte.

John G. Mabanglo /Efe
Steve Jobs, durante o lançamento do iPhone 3G; magreza gerou especulações sobre saúde
Steve Jobs, durante o lançamento do iPhone 3G; magreza gerou especulações

O texto, reproduzido pelo blog Gawker.com destaca as realizações de Steve Jobs, como o computador Macintosh, o iPod, e o iPhone, além do filme “Toy Story”, de quando ele era executivo-chefe dos estúdios Pixar.

Também traz declarações elogiosas de Bill Gates, da Microsoft. “Em termos de líderes inspirativos, Steve Jobs é realmente o melhor que eu já conheci”, disse Gates, em janeiro deste ano.

Entre as pessoas que deveriam ser consultadas para a produção final do texto estão Steve Wozniak, co-fundador da Apple, Heidi Roizen, ex-namorada de Jobs, e Eric Schmidt, executivo-chefe do Google.

Erro

Depois de perceber o erro, a Bloomberg reconheceu a falha e retirou o texto do ar. “Uma reportagem incompleta que fazia referência à Apple foi inadvertidamente publicado pela Bloomberg News”, informou a agência, em nota. “O texto não deveria ter sido publicado e foi retirado do ar”.

O incidente ocorre ao mesmo tempo em que ganham força os rumores sobre o estado de saúde de Jobs –em junho, durante a Worldwide Developers Conference, em San Francisco, em que o iPhone 3G foi apresentado, Jobs pareceu mais magro que o comum.

Parte das preocupações no mercado existe em razão de a Apple estar profundamente ligada a Jobs, que ainda não tem um sucessor. É consenso no mercado que Jobs é de vital importância para os negócios da Apple. E, quando ele teve câncer, a informação só foi divulgada com o tratamento em andamento.

Em julho, o jornal “The New York Times” informou que Steve Jobs considerava exagerados esses rumores. Ele estaria apenas enfrentado problemas alimentares em razão da cirurgia para a retirada do câncer.

Pedido de indenização da Microsoft contra empresa brasileira chega ao STJ

da Folha Online

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) vai apreciar na quarta-feira (21) o pedido de indenização da companhia de tecnologia Microsoft contra uma empresa de engenharia do Rio de Janeiro pelo suposto uso sem licença de softwares.

A Microsoft tenta restabelecer decisão favorável a ela concedida em primeiro grau, segundo a assessoria de imprensa do tribunal. A disputa judicial começou em 1998, quando a gigante da informática ajuizou ação contra a empresa Sergen – Serviços Gerais de Engenharia e conseguiu autorização para vistoriar computadores nos quais estariam instalados softwares irregulares.

Como teriam sido detectadas centenas de programas sem licença, a Microsoft ingressou com pedido de perdas e danos contra a Sergen. A empresa, por sua vez, afirma ter apresentado todas as licenças dos programas.

O juiz estabeleceu então o valor da causa em três mil vezes o preço de cada software utilizado ilegalmente –mas a decisão foi revertida em apelação da Sergen no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Pen-drives espertos para todos os gostos

Publicado: 4 de agosto de 2008 em Informatica
Agência Estado

“Não adianta querer colocar programas que ocupem quase toda a memória do dispositivo…”


Encontrados em qualquer esquina em diferentes cores, formatos e preços, pendrives nada mais são que memórias flash – um dispositivo para armazenamento de dados capaz de reter as informações mesmo na ausência de energia – coladas a um conector USB. Certo? Certo. Só que essa simplicidade esconde um potencial notável para organizar seu dia-a-dia.

Tem um calendário instalado no PC de casa com todos os seus compromissos e quer levá-los no bolso para verificar quando chegar ao trabalho? Apele para o pendrive. Não agüenta ser obrigado a usar o Internet Explorer naquela máquina engessada do cibercafé? Seu Firefox com todos os favoritos e add-ons a pleno vapor também podem ir para o acessório.

Para dotar seu pendrive de esperteza, basta conferir algumas informações. Primeiro: qual o fabricante. Segundo: qual a capacidade do aparelhinho. Terceiro: quanto de espaço livre ele ainda tem e qual o tamanho médio dos arquivos que você costuma transportar.

Caso você tenha um modelo da série Cruzer, da Sandisk, ou um DataTraveler Enterprise, da Kingston, seu pendrive já é mais inteligente do que lhe parecia até a leitura dessa matéria. Ambos os modelos vêm com softwares embarcados de fábrica que podem rodar em qualquer máquina com Windows. Os Cruzer trazem versões-teste de antivírus e Skype. Já os DataTraveler Entrerprise vêm equipados com um aplicativo de segurança que permite encriptar os dados salvos.

Mas mesmo modelos de marcas obscuras – ou cartões de memória – podem ser turbinados. Basta uma busca por “apps” em ferramentas de busca como Google, Snap ou Yahoo. Também vale a pena olhar em portais especializados como o SnapFiles, o PendriveApps e o AppStick.

Se você tem um dispositivo antigo, com 128 MB ou 512 MB, e o usa para levar a setlist da semana ou montes de documentos para os computadores com os quais lida, é bom considerar instalar apenas os aplicativos essenciais. “Não adianta querer colocar programas que ocupem quase toda a memória do dispositivo, pois dessa forma você foge de seu foco, que é exatamente transportar e transferir arquivos”, analisa o gerente de mídias sociais da Agência Frog Robert Rodrigues.

Caso tenha mais espaço livre – por carregar apenas alguns pdfs, por exemplo – ou um pendrive robusto, com mais de 1 GB, vale a pena investir em um pacote recheado de novidades. É possível, por exemplo, além dos aplicativos de escritório e segurança, levar passatempos e joguinhos.

Os pacotes ou gerenciadores de aplicativos portáteis são uma espécie de sistema operacional do pendrive. Além de já trazerem uma série de aplicativos, criam um pequeno menu Iniciar, semelhante ao visto no Windows. Localizado na bandeja de sistemas, à direita na barra de ferramentas, e aberto automaticamente pelo simples espetar do pendrive na porta USB, esse menu permite visualização e acesso rápidos a todos os programas instalados no acessório bem como aos documentos e outros arquivos guardados ali.

Também facilitam o gerenciamento do espaço no pendrive, mostrando quanto é ocupado pelos aplicativos instalados. Os pacotes mais populares são os gratuitos PortableApps, ASuite e PStart. Todos podem ser customizados, com a adição de aplicativos.

Mas também existem versões proprietárias como o Ceedo – que sai a US$ 39, mas oferece uma versão para testes livre por 45 dias – e o U3, que ao contrário dos outros pacotes não pode ser baixado, vindo exclusivamente configurado de fábrica em pendrives da Sandisk.

Embora os aplicativos portáteis possam rodar sem o gerenciador – basta usar o caminho tradicional, escolhendo em Meu Computador a opção do drive removível correspondente ao pendrive para explorar o conteúdo do acessório e abrir os programas -, eles são recomendados para quem não sabe exatamente o que deve instalar no pendrive ou preza pela facilidade de acesso.

“Para quem está começando, o pacote é a melhor escolha porque não deixa dúvidas sobre como colocar os aplicativos no pendrive. Conta a favor também a facilidade trazida pelo menu”, garante o operador de computador Anderson Dias Ivo. “Eu ainda prefiro o pacote porque não perco tempo garimpando apps na internet”. As informações são do O Estado de S. Paulo/Link

Tudo que o você sempre quis saber sobre acesso à internet pelo celular

O Povo

O acesso pode ser feito por todo celular que possua tecnologia WAP, seja ele pré ou pós-pago

Como acessar a internet do telefone celular? O que é wap e como utilizar via celular? O que é EDGE, GPRS e HSDPA? Quanto custa utilizar estes recursos? Estas são algumas das principais dúvidas feitas por muitos usuários de telefonia móvel pós e pré-pagos, levantadas pela wapja.net, empresa especializada no desenvolvimento de sites para celulares.


“Embora o Brasil registre hoje cerca de 127 milhões de aparelhos, onde aproximadamente 70% já possuem acesso à internet, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o levantamento feito pela equipe wapja.net constatou que muitos usuários ainda têm dúvidas básicas como, por exemplo, como acessar a rede pelos aparelhos” explica Guilherme Lara gerente de marketing da Wapja.net.

Com tanta demanda, declara Guilherme, “este foi um dos principais motivos que nos levou a criar um banco de dados com as principais dúvidas dos usuários de internet móvel no Brasil, com assuntos que vão desde os básicos até os mais complexos. As mais freqüentes, no entanto são referentes à tarifa e como acessar a web pelo celular.” diz Guilherme.

Abaixo, seguem as 10 dúvidas mais freqüentes sobre internet móvel selecionadas pela equipe do wapja.net:

1 – Como acessar a internet do celular? E via wap?
O acesso é feito pelo browser do celular, geralmente indicado pelo ícone de um globo. Para acessar via wap, obrigatoriamente o internauta utiliza a rede da operadora, portando, o serviço é cobrado. Dependendo do plano, a cobrança é feita por tráfego de dados ou tempo de navegação, esta última para quem tem telefone pré pago.

2 – Como é cobrado o acesso à internet via wap no celular (R$/kbytes) e quanto custa?
Depende do que está sendo acessado e baixado como e-mails, sites, conteúdos com texto e/ou imagem, que geralmente é cobrado de acordo com o tráfego de dados, ou seja, o número de kbytes baixados durante a navegação. Visualizar um texto, por exemplo, demanda um tráfego menor que baixar uma imagem ou um vídeo. Portanto, uma dica para pagar menos seria sempre recorrer a sites com interface mais simples, desenvolvidos especialmente para celulares. E consultar sempre a operadora sobre as formas de cobrança e planos de dados. Ficar atento também se o usuário possuir um plano pré-pago, neste caso as operadoras podem cobrar por tempo de acesso.

3 – Há acesso a internet gratuitamente?
Sim, o usuário tem como opção fazer o acesso à internet via wi-fi em um hot spot, que são locais que fornecem este tipo de conexão a seus clientes. Este acesso não depende da operadora e sim do aparelho, que pode trazer, ou não este recurso. Esta é uma alternativa para o mobinauta porque a partir do momento que ele encontra um hot spot e consegue habitá-lo no aparelho, o tráfego de dados não passa mais pela operadora e, dessa forma, sai a custo zero para ele.

4 – Quais as tecnologias de transmissão de dados utilizadas no Brasil?
Hoje, o consumidor brasileiro conta as seguintes tecnologias para transmissão de dados GPRS, EDGE e WCDMA/HSDPA.

Na prática o GPRS tem uma taxa máxima de 26 a 40 kbit/s. Essa tecnologia faz parte dos celulares da 2,5G. O EDGE é uma evolução da tecnologia 2,5G e por isso pode ser considerado da família 3G. E na prática sua velocidade pode chegar até 384kbps. Estas duas tecnologias operam em nas faixas de freqüência de 850MHz a 1900MHz

WCDMA e HSDPA é o 3G propriamente dito. Sendo que a segunda é ainda mais rápida e o que há de mais moderno por aqui. As duas redes operam em freqüências de até 2100MHz e com pico de velocidade de até 7.2Mbits/s. Mas os picos de velocidade são controladas pelas operadoras.

5 – O que é EDGE, GPRS, WCDMA/HSDPA, CDMA/EV-DO
São tecnologias de transmissão de dados que operam em diferentes freqüências, possibilitando ao internauta navegar na internet e fazer download de textos e imagens pelo próprio aparelho.

6 – O que é 3G?
3G é a terceira geração da tecnologia de celulares, que possibilita a transmissão e dados em alta velocidade. Além dos celulares, é possível utilizar a tecnologia em notebooks e desktops, por meio de um modem fornecido pelas operadoras. O plano de banda larga 3G é pago por mês e o internauta deve negociar a velocidade e o limite de tráfego de dados, ou seja, quantidade de kbytes baixados durante a navegação com a operadora. Da mesma forma que é feito com os serviços de internet fixa feito hoje.

7 – É aconselhável utilizar o celular como modem?
É possível fazer a conexão. Mas para garantir um bom desempenho é mais aconselhável o usuário adquirir um plano de banda larga 3G juntamente com o modem na operadora.

8- Como faço uma vídeo chamada e como ela é tarifada?
Para efetuar vídeo chamadas o usuário precisa adquirir um plano 3G da operadora. Além disso seu aparelho e o aparelho do receptor devem ser compatíveis com o serviço. Assim como chamadas de voz, a vídeo chamada também é tarifada por minuto. A tarifa pode chegar a R$ 0,60/min.

9 – A visualização das páginas (sites) da internet pelo celular 3G é idêntica à visualização que se tem nos browsers dos computadores? Ou seja, as páginas aparecem no visor do celular da mesma forma que aparecem na tela do computador? Se não forem idênticas, em que se diferem?

Esta é uma questão bastante técnica. Hoje um dos maiores desafios dos desenvolvedores de internet móvel é ajustar o conteúdo à tela dos aparelhos. Enquanto na internet via desktop as medidas são bem definidas de tamanhos e resoluções de tela, via mobile existem milhares de tamanhos, resoluções e configurações específicas para cada aparelho e que variam de cada fabricante. Alguns recursos que funcionam no desktop não funcionam no celular, como animações e alguns arquivos de vídeo e áudio.

Por isso, para que uma página seja bem visualizada no celular é preciso que ela seja adaptada e pensada para esta nova mídia. E não só em relação ao conteúdo que deve ficar devidamente ajustável à tela, mas também ao tipo de arquivo que o celular suporta. Quando o internauta acessa uma página que não está preparada para o celular, é bem provável que alguns elementos não carreguem e a sua visualização e usabilidade fique prejudicada. Caso isso aconteça não tomar como via de regra. Já existem muitos mobile sites bem construídos e pensados para o celular.

10 – Hoje em dia a velocidade da banda larga de celular chega 3.1 Mbps, essa velocidade pode aumentar durante o tempo?

A rede 3G que já existe em algumas cidades no Brasil já nos possibilita chegar a 7.2MB/s. Mas, por enquanto, as operadoras restringem a velocidade a fim de conhecer primeiro o comportamento do consumidor e a demanda do mercado. É bastante provável que a velocidade aumente gradualmente com o passar do tempo de acordo com a procura e a necessidade do mercado.

Google Docs é simples, mas funcional

Publicado: 15 de junho de 2008 em Informatica, internet

Google Docs é simples, mas funcional

GUSTAVO VILLAS BOAS
da Folha de S. Paulo

O Google Docs (docs.google.com) tem apresentação direta, com poucas funções, em português. Para entrar, é preciso ter uma conta Google (como Gmail ou Orkut).

O usuário é recebido em um gerenciador de arquivos, com os documentos criados ou compatíveis com os três aplicativos disponíveis: Docs, para edição de texto, Planilha (com função semelhante ao Excel) e Apresentação (tipo PowerPoint). Nesse menu é feita toda a navegação entre os arquivos on-line. Para enviar um arquivo armazenado no disco rígido do computador, nesse menu inicial, clique em Fazer upload.

Depois de abrir ou criar um documento novo, uma opção para voltar ao gerenciador é clicar no botão Salvar e fechar. Para gravar um documento no disco rígido, selecione um documento, vá em Mais ações, e escolha Salvar como [um tipo de arquivo]. Se você marcar mais de um arquivo, só é possível baixá-los simultaneamente em um pacote compactado, todos no formato HTML.

O navegador de arquivos é simples, com funções de organização interessantes. Por exemplo: a estrelinha ao lado do nome de cada arquivo é uma espécie de Favoritos. Clicar sobre ela e preenchê-la joga aquele documento para a pasta Com estrela. Além disso, é possível etiquetar pastas com uma cor específica sobre seu nome.

Outro bom recurso é checar as alterações gravadas. Para isso, nesse menu inicial, clique sobre Mais ações e escolha Revisões. Selecione um documento –a ferramenta vai mostrar como ele estava a cada momento em que foi gravado– e é possível comparar duas ou mais versões. O programa marca automaticamente onde estão as mudanças nos textos. E, claro, existe um buscador para dentro de seus textos.

Falta formatação

O ambiente de edição de texto pode frustar quem quer um concorrente com recursos semelhantes ao do pago Word ou do gratuito OpenOffice, por exemplo. Para começar, são apenas 12 opções de fontes. Outro problema é a falta de recursos para gerenciar o tamanho do recuo da primeira linha de um parágrafo ou as limitadas opções de espaçamento entre textos (para usar espaçamento, vá ao menu Editar e em Estilos de documentos).

Nos testes, fazer pequenas alterações invisíveis no documento, como colocar padrões de formatação predefinidos em linhas em branco criou problemas na versão aberta em um software instalado no PC. Até trocou a fonte, que existia nos dois aplicativos.