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40 dicas certeiras para emagrecer 2kg em um mes

Publicado: 8 de outubro de 2013 em Saúde
40 dicas certeiras para emagrecer 2kg

Especialistas garantem: adoção de pelo menos 10 dessas dicas pode emagrecer até dois quilos em um mês

1 – Monte um bom prato de salada antes de partir para a comida quente. Assim, você estará mais saciada quando for se servir dos alimentos mais calóricos

2 – Tem um amigo que precisa emagrecer? Forme dupla, assim um incentiva o outro nos dias de preguiça

3 – Tenha calma para comer. Não faça suas refeições de pé ou em frente à televisão. Sente-se em um local tranquilo e faça desse um momento de prazer

4 – Adeus, farinha! Corte alimentos que contenham esse ingrediente, porque ela transforma-se rapidamente em gordura no corpo. Ou, troque os alimentos com farinha branca pelos integrais!

5 – Pratique esportes. Para quem tem dificuldade em aderir ao treino da academia, esporte é uma ótima opção. Além de trazer mais motivação, você vai pensar duas vezes antes de desfalcar o time

6 – Durma bem e em quantidade suficiente para descansar. Diversos estudos já relacionaram a falta de descanso adequado ao excesso de peso

7 – Escove os dentes logo após a refeição. O hábito, além de garantir uma boca saudável, evita aquela vontade de comer um docinho

8 – Na hora de comer, que tal trocar o prato comum pelo de sobremesa? A falta de espaço vai obrigá-lo a comer menos

9 – Prefira alimentos frescos. Ao abandonar os industrializados, você reduz a quantidade de gordura e de sódio, retendo menos líquido. E ainda tem a vantagem de se alimentar de forma mais saudável

10 – Troque o frito pelo assado, você reduz as calorias em um terço só com essa mudança no preparo no alimento

11 – Sai o refrigerante, entra a água. Substituir a bebida calórica e cheia de açúcar pela água economiza até 150 calorias

12 – Reduza o consumo de bebidas alcoólicas. Além de fazerem mal à saúde, elas não têm nutrientes

13 – Faça lanches entre as refeições. Comer de 3h em 3h acelera o metabolismo e evita que você coma demais

14 – Troque o elevador pela escada diariamente. A mudança pode significar um aumento de 15% no seu gasto calórico (dependendo de quantos andares você tem de subir)

15 – Inscreva-se em corridas, maratonas, torneios e o que mais e encontrar. Ninguém gosta de ficar em último lugar, portanto, é bem provável que você se empenhe mais

16 – À noite, no jantar, prefira alimentos light. Assim, você não dorme de barriga muito cheia e evita que os alimentos se acumulem e virem pneuzinhos

17 – Integral é a melhor opção. Troque a massa branca por essa variedade. As fibras ajudam no trânsito intestinal e dão sensação de saciedade por mais tempo

18 – Aposte nos alimentos naturais que ajudam a emagrecer como a linhaça, chia, quinoa e ração humana

19 – Apimente a refeição. A pimenta vermelha realmente ajuda a acelerar o metabolismo, basta acrescentar duas colheres de chá na sua comida

20 – Troque a dieta pela reeducação alimentar. Os especialistas garantem que quem faz dieta tem mais tendência a oscilações de peso, mas quem opta pela reeducação permanece magro

21 – Aprenda a dizer não. Os psicólogos já sabem: engolir sapo pesa na balança. (Cuidar demais dos outros faz com que não sobre energia para cuidar de si).

22 – Mexa-se mais. Faça um parte do percurso a pé ou de bicicleta para o trabalho. Apenas 30 minutos de atividade por dia para sair do sedentarismo. (No meu caso, quando vou pro trabalho sempre desço no centro e faço o resto do percurso a pé, +/-35min).

23 – Não deixe de tomar café da manhã. Quem começa o dia com uma alimentação mais equilibrada tende a seguir os mesmos passos nas demais refeições

24 – Faça um blog e relate sua batalha contra os quilos a mais. A escrita, além de ajudar a desabafar, pode contribuir para que você perceba o quanto anda comendo

25 – Vai sair com os amigos? Faça opções lights no barzinho trocando o chopp por um suco, e a batata-frita por peixe assado

26 – Evite feijão, repolho, couve-flor e pimentão. Esses alimentos formam gases e podem dar “aquela barriguinha”

27 – Controle seus sentimentos. Quando se sentir ansiosa ou triste, tente não descontar no chocolate

28 – Desnatado, por favor! Troque o leite integral pelo desnatado e economize nas calorias. A dica também é válida para iogurtes

29 – Brócolis ajuda a emagrecer. Como? Ele tem poucas calorias e é rico em antioxidante, que combate as gorduras

30 – Faça dieta pelo menos dois dias da semana. Se está difícil seguir o plano alimentar a semana inteira, escolha pelo menos dois dias para cortar as calorias. Nesses, consuma o mínimo de gordura, zero de fritura ou doces e corte o refrigerante.

31 – Aveia. Esses flocos são poderosos aliados para quem quer emagrecer. Participantes de um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) emagreceram 2,6% do peso em seis semanas incluindo aveia na alimentação

32 – Não deixe de comer esse ou aquele grupo alimentar. Carboidrato é tão importante como a proteína e gordura (mas aquela do bem!). O prato ideal mistura todos os grupos alimentares de maneira equilibrada

33 – Tem um cachorro em casa? Saia para passear com ele todo dia, pelo menos 15 minutos. Os dois vão entrar em forma

34 – Mantenha a saúde em dia. Controle os níveis de hormônios e evite que qualquer disfunção possa atrapalhar seu emagrecimento

35 – Não faça exercícios de barriga vazia! Sem combustível suficiente para o esforço, a intensidade da atividade e a queima de calorias sofrem redução

36 – Faça 30 minutos diários de atividade física, pode ser uma caminhada, por exemplo, que tal? 

37 – Planeje um passeio no fim de semana. Pode ser a pé, de bicicleta ou patins. Além de espairecer, você estará se exercitando e perdendo gordurinhas. (Ah, e esqueça a televisão).

38 – Morrendo de vontade de comer um chocolate? A melhor hora para o doce é depois do almoço. Segundo os especialistas, ele se mistura com os outros ingredientes e seu efeito é menor

39 – Verduras escuras como rúcula e espinafre contém uma quantidade significativa de fibras e ajudam na saciedade

40 – Adeus, queijo amarelo! Risque da sua lista o tipo prato, gorgonzola, provolone e cheddar e aposte no queijo cottage e na ricota

iG São Paulo

Adolescente com anel preso no dedo em escola de Ribeirão Preto  
Hoje 03/10/2013, quinta-feira período da manhã, os Bombeiros foram chamados à uma escola para atender um adolescente com anel preso no dedo, [Rua Espírito Santo x Mato Grosso].
Se isto acontecer com você não entre em pânico e não corra pra cortá-lo fora também. Há algumas coisas simples que você pode fazer para remover o anel com segurança. 
Como Remover um Anel Preso no Dedo
Se não estiver certo de realizar as manobras aqui apresentadas, procure um profissional habilitado a fazê-lo!
1 Coloque seu dedo indicador gentilmente no anel preso e ponha o polegar abaixo dele. Comece a torcer o anel gentilmente para frente e para trás, enquanto lentamente puxa o anel para fora. 
2 Certifique-se de não puxar e rodar demais. Isso pode causar mais inchaço e fazer com que fique até mais difícil de tirar o anel. 
Método do Lubrificante 
1 Use algo escorregadio. Existem vários itens seguros em casa que podem ser usados como lubrificantes para remover o anel e com mínimos danos à pele. Limpadores à base de amônia funcionam melhor. Se a pele estiver rachada ou cortada, use seu lubrificante com cuidado. Do contrário, tente qualquer um destes, usando uma quantidade generosa até um pouco antes da base do dedo. 
  • Vaselina 
  • Limpador de janela (os joalheiros profissionais usam isso com frequência, mas certifique-se de que não há problemas em usar na pele, leia o rótulo primeiro) 
  • Loção para mãos 
  • Shampoo/Condicionador de cabelo 
  • Pomada antibiótica (a melhor opção se a pele estiver rachada) 
  • Spray de cozinha, manteiga ou óleo de cozinha 
  • Margarina Manteiga de amendoim em pasta (pode ser um pouco grudenta, mas funciona para tirar o anel) 
  • Sabão e água 
  • Óleo para bebê 
2 Mova o anel, fazendo com que o lubrificante entre por debaixo dele. Dê uma volta ou duas com o anel ao redor do dedo e coloque mais lubrificante. Gentilmente, puxe o anel do dedo, movendo-o para frente e para trás e girando enquanto faz isso, se preciso. 
Método da Elevação 
1 Eleve o braço. Se você ainda não puder remover o anel, tente elevar o braço acima do nível do ombro por alguns minutos. 

Método da Água Gelada 
1 Mergulhe a mão em água gelada. Você já percebeu que os anéis cabem melhor em você em dias frios ao invés dos dias quentes? Coloque a mão em água gelada, não congelante, e deixe lá por alguns minutos. Deixar sua mão na água não deve doer. 
Método do Fio Dental 
No vídeo abaixo mostra Bombeiros da Ilha do Governador tirando anel preso em um dedo inchado 
1 Coloque a ponta de um fio dental debaixo do anel. Se necessário, use uma agulha para passar o fio dental por debaixo do anel. 
2 Amarre o fio dental em seu dedo até a base dele. Amarre bem, mas não tão forte que cause dor ou seu dedo fique roxo. Desamarre se estiver muito apertado. 
3 Desamarre o fio dental, começando da base do dedo. À medida que você desamarra o fio dental da base, seu anel irá se mover no seu dedo até que você possa pegá-lo. 
4 Se o anel ficar parcialmente fora: repita os dois passos anteriores com o anel na sua posição atual. 
Aqui a tecnica usada com fio de nylon (linha de pesca)
Depois de Tirar o Anel 
1 Limpe a área onde o anel estava e cuide de quaisquer outros ferimentos. Não coloque o anel de volta até que o dedo desinche. 
Dicas 
  • Seja paciente. Não entre em pânico se você não conseguir tirar o anel de primeira. Pode levar algum tempo e algumas abordagens diferentes. 
  • Meça o seu tamanho de anel, se você não tiver feito isso ultimamente. Ele pode mudar se você ganhar ou perder peso, ou simplesmente à medida que você envelhece. Qualquer joalheiro deve ter um conjunto para fazer essa medição. 
  • Se seu anel precisou ser cortado, qualquer joalheiro profissional deve saber que é preciso esperar pelo menos duas semanas para medir seu dedo, para que ele tenha tempo de se curar. 
  • Não se preocupe em cortar seu anel, se você precisar. É rápido, não dói de jeito algum e anéis são fáceis de reparar. Não danifique sua mão com um anel que não cabe direito – vá para o hospital, bombeiros ou para um bom joalheiro. Eles poderão remover por você. 
  • Assim que o anel chegar na base do dedo, pressione ele contra a base e mova ele até o máximo possível que puder par a junta de cima. Isso facilita puxar o anel para fora do dedo. 
  • Sempre deixe o dedo do anel levemente dobrado já que isso reduz o “agrupamento” de pele na junta e logo faz com que as juntas fiquem levemente menores. 
  • Se seu anel estiver preso porque tem pele acumulada numa junta, segure o anel com seu polegar e o dedo médio e use o dedo indicador para puxar a pele para que ela fique agora debaixo do anel. Deixe o anel usar essa pele acumulada para passar por cima da junta. 
  • Se você precisar cortar o anel você mesmo, você deve fazer assim. Tente colocar um palito de picolé ou alguns palitos de dente entre o anel e a pele para proteger o dedo. Lentamente e cuidadosamente use uma lima fina para cortar uma abertura pelo anel. Limas estão disponíveis em qualquer loja de ferramentas. 
  • Se o anel não estiver preso muito firmemente, eis uma maneira simples de removê-lo com a ajuda de outra pessoa. Geralmente, o que deixa o anel preso é a pele ficar acumulada entre o anel e a junta do dedo, então se você puder deixar a pele lisa nesse local há uma boa chance do anel sair relativamente fácil. Simplesmente peça a alguém para puxar a pele na direção da sua mão, enquanto você puxa o anel para fora do seu dedo (lubrificado). 
  • Isso funciona bem quando você precisa remover seu anel de dedos que estão estufados pela manhã. 
  • Tome um longo banho frio ou saia se estiver frio, para diminuir a sua temperatura corporal. Não exagere, claro. 
  •  Se você tentou de todas as maneiras possíveis tirar o anel e não puder, pegue uma lima de metal de algum tipo e comece a limar um lado do anel. Pode levar algum tempo pra fazer isso, mas quando tiver um espaço no anel você pode alongar os lados dele e tirá-lo. 
Conforme publicação do site Daily Mail, uma jovem de apenas 17 anos pode ter descoberto a cura para o câncer. Angela Zhang, estudante da Monta Vista High School, recebeu uma bolsa de estudos de US$ 100 mil por ter ganhado o Siemens Competition Math, Science & Technology. 
Estudante de 17 anos descobre cura para o câncer
A adolescente sempre se revelou um prodígio. Já em seu primeiro ano no Ensino Médio, a garota lia artigos de pós-doutorado em bioengenharia. Um ano mais tarde, Zhang já comentava sobre seu objetivo de trabalhar como pesquisadora no laboratório da Universidade de Stanford – uma das instituições de ensino mais renomadas dos EUA. 

O projeto da jovem consiste na utilização de nanopartículas para identificar as células cancerígenas, as quais podem ser enviadas ao centro dos tumores quando combinadas com uma droga à base de salinomicina. Depois de terem se “prendido” às células doentes, através de ressonâncias magnéticas, essas nanopartículas permitem que os médicos saibam exatamente onde estão ou poderão se formar os tumores. 

Por meio de uma luz infravermelha, as nanopartículas são “derretidas”, liberando o medicamento que eliminará as células cancerígenas de dentro para fora. Quando testada em ratos, a tecnologia acabou quase que completamente com os tumores. Angela Zhang passou mais de 1.000 horas engajada em seu projeto, o que significa que ela trabalha nele desde os 15 anos. 

Embora ainda possa levar alguns anos para que essa técnica seja testada em humanos, os primeiros resultados são promissores.

Folha fabricou epidemia de febre amarela, diz pesquisadora

No verão de 2007-2008, matérias publicadas na Folha de S. Paulo alardearam o “aumento progressivo” da doença, assustaram a população e sobrecarregaram ainda mais o sistema de saúde
São Paulo – O aumento progressivo do número de casos de febre amarela de grandes proporções, projetado nas matérias publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo no verão entre 2007 e 2008 felizmente não foi além das estratégias discursivas da cobertura jornalística deste que se intitula “um jornal a serviço do Brasil”. Mas foi propagada a tese de uma iminente epidemia da doença, de grandes proporções, na qual a vacinação representava o limite entre a vida e a morte, sem que os riscos do uso indiscriminado do imunizante antiamarílico fossem divulgados.

Essas são as principais constatações da pesquisa “Epidemia midiática: um estudo sobre a construção de sentidos na cobertura da Folha de S. Paulo sobre a febre amarela, no verão 2007-2008”, realizada na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

A jornalista Claudia Malinverni, funcionária concursada da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e autora da pesquisa para seu mestrado, analisou 118 matérias veiculadas pelo jornal entre 21 de dezembro de 2007 e 29 de fevereiro de 2008, além de 40 boletins emitidos pela Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde no mesmo período.

Um dos resultados da epidemia midiática foi a explosão da demanda pela vacina, que obrigou o Ministério da Saúde a distribuir, entre dezembro de 2007 e 22 de fevereiro de 2008, 13,6 milhões de doses da vacina antiamarílica, 10 milhões de doses acima da distribuição média de rotina para o período. Em menos de dois meses, mais de 7,6 milhões de doses foram aplicadas na população, 6,8 milhões só em janeiro de 2008, ápice do agendamento da imprensa. Em razão do aumento exponencial do consumo de vacina, o Brasil, um dos três fabricantes mundiais do antiamarílico, suspendeu a exportação do imunobiológico e pediu à Organização Mundial da Saúde (OMS) mais 4 milhões de doses do estoque de emergência global.

Na entrevista a seguir, Claudia dá mais detalhes sobre os resultados de seu estudo.


Você chegou a acompanhar a cobertura do tema pela Folha de S. Paulo na época da suposta epidemia? 
Sim. A Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD), onde trabalhava, é um órgão estadual responsável pelas políticas e ações de controle de todas as doenças e agravos que se manifestam no território paulista, aí incluída a febre amarela. Por isso, no âmbito da minha área de atuação, acompanhei de perto os impactos da cobertura jornalística sobre o sistema estadual de imunização.

Que avaliação você fazia da abordagem? 
Em razão da minha formação eu sabia que, do ponto de vista dos conceitos epidemiológicos, a abordagem jornalística como um todo estava errada. E aqui não se trata de ilação; estou falando de um discurso, o da epidemiologia, que negava a prática discursiva midiática.

Pode explicar melhor?

Vejam o seguinte: a febre amarela apresenta dois ciclos distintos, um silvestre e outro urbano, que diferem, respectivamente, quanto ao vetor (mosquitos responsáveis pela transmissão do vírus), hospedeiro (macacos e humanos), área de ocorrência dos casos (florestas e zonas urbanas) e, sobretudo, potencial de disseminação da doença. É importante ressaltar que desde a década de 1940 o Brasil não registra casos de febre amarela urbana. Os três últimos ocorreram em 1942, na cidade de Sena Madureira, no Acre. Portanto, o evento amarílico do verão de 2007-2008, objeto da minha pesquisa, era o silvestre. Ocorre que o noticiário estava ignorando toda uma prática discursiva teórica, que tem cerca de meio século e foi insistentemente reafirmada e reproduzida pelas autoridades de saúde pública (Ministério e Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde), que indicava que o evento amarílico em curso estava dentro da normalidade. Dito de outro modo, os casos de febre amarela registrados então estavam absolutamente de acordo com o comportamento natural do ciclo silvestre, segundo o discurso epidemiológico.

Quem escrevia as matérias?
Este é um dado importante da pesquisa. Analisei especificamente a Edição SP do jornal Folha de S.Paulo, que circula na Capital e Grande São Paulo (à exceção da região do ABCD) e é produzida, segundo a própria Folha, especificamente para o leitor desta região (a propósito, indene para febre amarela silvestre, ou seja, livre da circulação do vírus amarílico). As grandes reportagens – todas publicadas na editoria Cotidiano, de perfil essencialmente generalista, na qual são abordados os temas de interesse geral, como educação, saúde, polícia, trânsito) eram assinadas por jornalistas de diferentes equipes. Além da reportagem local, o que indica que a matéria é produzida pela equipe de São Paulo, muitas reportagens são assinadas por jornalistas de outras praças, sob a chancela da Agência Folha (de Brasília, Belo Horizonte, Interior paulista, por exemplo).

O jornal deu mesmo muita atenção à epidemia…

Essas autorias indicam uma mobilização intensa da redação em torno do tema. Por outro lado, a febre amarela ocupou um espaço significativo nas editorias Opinião e Brasil, dedicadas a temas que a Folha elege como de “interesse nacional”, notadamente política, economia. Nessas editorias, o tema foi seguidamente abordado por colunistas e articulistas, todos não especialistas em saúde pública. No trabalho, categorizei essas matérias como “textos de opinião”, interpretativos e de natureza não jornalística, na perspectiva das teorias da comunicação, como agenda-setting e framing, respectivamente “agendamento da notícia” e “enquadramento do texto”. De modo geral, como não trazem informação nova e são, basicamente, a manifestação de um juízo de valor, textos desta natureza dão à cobertura jornalística alto grau de subjetividade. Os textos de opinião responderam por cerca de 37% do noticiário veiculado. Destaco que, ao longo de toda cobertura, o jornal publicou apenas um texto de opinião de especialista (um médico), a propósito contrário à tese de epidemia amarílica e de vacinação em massa, que era então o principal enquadramento da febre amarela no jornal.

O que diziam os informes das autoridades de saúde na época?

Localizei e analisei 40 documentos emitidos pela Secretaria de Vigilância em Saúde, órgão do Ministério da Saúde responsável pelo controle de doenças e agravos, no âmbito federal. Todos, sem exceção, afirmavam e reafirmavam que o episódio estava de acordo com o comportamento natural do ciclo silvestre. Aqui é importante explicar que a forma silvestre da febre amarela apresenta epizootias (manifestação de uma doença contagiosa entre animais não humanos, geralmente com óbitos entre esta população) regulares, que se manifestam a cada cinco ou sete anos, segundo estudos epidemiológicos. No Brasil, desde o início dos anos 2000, o ciclo silvestre é monitorado por um sistema público de vigilância que tem como evento sentinela o adoecimento e/ou morte de macacos (epizootia). Logo, óbitos de macacos nas regiões endêmicas ou de transição para febre amarela são um forte indicativo de que o vírus amarílico está circulando, em plena atividade. A última grande epizootia brasileira havia ocorrido em 2001, quando o número de casos e óbito foi expressivamente maior do que o do ciclo de 2007-2008. Logo, o evento ora analisado estava dentro desta perspectiva cíclica da doença.
Além disso, invariavelmente, os documentos descreveram as principais medidas do sistema brasileiro de vigilância da febre amarela, entre elas a vacinação da população que vive ou viaja para áreas de risco, atualização do número de casos suspeito, óbitos. Essas informações – contidas no que categorizei, para efeito de análise, como “discurso oficial” – ora foram ignoradas, ora relativizadas.

Como o jornal ignorava ou relativizava as informações das autoridades de saúde? 
No caso da cobertura da Folha, a estratégia discursiva da relativização do “discurso oficial” fica evidente na edição do dia 14/01/2008. Nela, a febre amarela foi manchete (principal chamada da capa) e reportagem de destaque da editoria Cotidiano. Reproduzida ipsis litteris nesses dois espaços editoriais, a matéria é apresentada sob o título “Ministro vai à TV negar epidemia de febre amarela”, seguido do seguinte texto de abertura: “No dia em que o número de notificações de casos suspeitos de febre amarela subiu de 15 para 24, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) foi à TV fazer um pronunciamento em cadeia nacional para dizer que ‘não existe risco de epidemia’”. Nessa leitura, o aumento nas notificações de casos suspeitos relativiza (para baixo) o valor absoluto da informação dada pela autoridade de saúde pública, qual seja, de que o país não corria risco de sofrer uma epidemia de febre amarela. Esta relativização pode ter produzido no leitor leigo a ideia de que o ministro, logo, o próprio governo federal, recusava-se a aceitar um acontecimento que, discursivamente, parecia consumado: a febre amarela configurava-se como um evento indiscutivelmente epidêmico.

Quais seriam os objetivos dessa abordagem escolhida pelo jornal?
Minha pesquisa limitou-se à análise das práticas discursivas, portanto, à busca dos repertórios interpretativos, veiculados no texto, que produziram o sentido epidêmico do acontecimento amarílico. Não entrevistei os profissionais do jornal, portanto, do ponto de vista da pesquisa, não tenho condições de realizar a análise solicitada. O que posso assegurar, ancorada em marcos teóricos consistentes do campo da comunicação, é que a transformação de um acontecimento cotidiano em notícia depende basicamente das condições de produção dadas pela empresa jornalística (o chamado newsmaking) e da sua política editorial, seja qual for a sua filiação ideológica. A notícia, ao contrário do que reza a lenda profissional, não é a mera reprodução de uma realidade dada, de um fenômeno objetivo que repousa no cotidiano à espera de jornalistas intrépidos, em busca da verdade factual, que a resgatará do cotidiano. Isso é mito, retórica que romantiza a profissão. A notícia é uma imagem da realidade social, produzida pelos veículos de comunicação em consonância com o seu newsmaking e com a sua política editorial. E é uma imagem poderosa, que forma opiniões e cria novas crenças; que cria doenças… cria epidemias.

E o aspecto da vacinação? Você acha que havia interesse dos fabricantes alinhavado com a cobertura? 
Aqui vale a mesma premissa. Minha pesquisa não permite emitir qualquer análise nesse sentido. Contudo, é preciso esclarecer que a vacina antiamarílica passa ao largo de interesses de mercado, uma vez que sua produção está a cargo do BioManguinhos, laboratório público, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Embora não faça esse tipo de discussão no meu trabalho, particularmente acredito que a ênfase na vacina deve-se ao fato de ela conferir imunidade prolongada contra o vírus (a vacina tem validade de dez anos). Além disso, é bom lembrar que, de modo geral, os imunobiológicos são um consenso nacional, exercendo grande poder de sedução junto à população brasileira e à mídia, que há décadas adere incondicionalmente às campanhas de vacinação. Em resumo, o Brasil gosta de vacina!

Quais os efeitos colaterais desse tipo de vacina?
A vacina contra a febre amarela é, indiscutivelmente, segura e efetiva no controle da doença. Há raros registros de complicações graves pós-vacinais. Segundo a literatura, entre 2% a 5% dos vacinados apresentam algum tipo de reação. Mas, como qualquer produto farmacêutico, como a vacina, pode apresentar efeitos colaterais ou eventos adversos. Algumas vezes, essas reações podem ser bastante graves. No caso da vacina antiamarílica, a mais perigosa reação, embora rara, é a doença viscerotrópica (DV), que pode causar choque, derrame pleural e abdominal e falência múltipla dos órgãos. Felizmente, a DV tem sido bastante rara no Brasil. Em nove anos (1999-2007), o Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV), vinculado ao Programa Nacional de Imunização (PNI/MS), registrou oito casos, com sete óbitos. Contudo, em 2008, foram confirmados oito casos de reação adversa grave, dos quais seis foram a óbito. Duas dessas mortes foram confirmadas como doença viscerotrópica e uma, até o encerramento da minha pesquisa, ainda estava em investigação. É um número bastante expressivo e, provavelmente, está relacionado ao número muito alto de doses aplicadas em um curtíssimo período. Entre o final de dezembro de 2007, quando as primeiras notícias sobre a doença começaram a ser veiculadas com destaque por diversos veículos de imprensa de todo o país, e 22 de fevereiro de 2008, foram distribuídas aos Estados e Distrito Federal 13.630.700 doses da vacina antiamarílica – a série histórica do programa indica uma distribuição de rotina entre 15-16 milhões ao longo de um ano, ou aproximadamente 1,35 milhão de doses ao mês. Em pouco menos de dois meses, mais de 7,6 milhões de vacinas foram aplicadas, 6,8 milhões só em janeiro de 2008. A grande maioria das pessoas não tinha indicação para a vacina antiamarílica.
Vale lembrar que, em razão do aumento exponencial do consumo de vacina, o Brasil, que é um dos três fabricantes mundiais do antiamarílico, suspendeu a exportação do imunobiológico. Além disso, em fevereiro de 2008, o Ministério da Saúde pediu à Organização Mundial da Saúde (OMS) mais 4 milhões de doses do estoque de emergência global. É curioso notar que este pedido foi um paradoxo, porque visava a atender a uma eventual necessidade de vacinação em massa, que o próprio ministério descartava insistentemente.

E como se comportaram as autoridade médicas na época em relação ao caso?
Do ponto de vista institucional, e acredito também legal, a única intervenção possível foi feita: a divulgação sistemática de informações oficiais. Ocorre que até o registro do primeiro óbito suspeito de febre amarela vacinal, em 31 de agosto de 2008, em nenhum momento o fluxo discursivo da autoridade de saúde conseguiu contrapor-se ao fluxo discursivo midiático, ao menos no jornal que analisei. Essa incapacidade fica muito, muito clara na análise do conteúdo dos documentos divulgados pelo Ministério da Saúde. Quase nada, incluindo uma longa descrição das medidas de controle da doença, foi divulgado. E quando isso aconteceu, como já disse, o “discurso oficial” foi relativizado.
Para se ter uma ideia deste descuramento (omissão) do “discurso oficial”, em 15 de janeiro, o jornal publicou uma entrevista, estilo pingue-pongue, com uma especialista em saúde pública da Universidade de Harvard, que fazia uma série de recomendações às autoridades brasileiras para o enfrentamento da febre amarela. Ressalte-se que essas “recomendações” já haviam sido publicizadas em dois documentos oficiais, divulgados pela SVS/MS em 9 de janeiro, portanto, seis dias antes da referida entrevista. Mas no texto publicado pelo jornal não há qualquer menção ao documento do Ministério.

O que podemos aprender com o episódio?
Acho importante que possamos refletir sobre as repercussões que os sentidos midiatizados têm sobre os processos saúde/enfermidade vivenciados pelas pessoas no cotidiano. No caso da febre amarela, especificamente, os impactos da cobertura jornalística sobre o sistema público de saúde demandam uma discussão crítica sobre o papel do jornalismo generalista no campo da saúde, particularmente da saúde pública. Todas as práticas discursivas implicam produção de sentidos no cotidiano, ou seja, a construção da realidade, inclusive a do jornalismo. A bandeira da liberdade de expressão, reconhecida e legitimada nas sociedades ocidentais como instrumento fundamental à cidadania, não pode servir de salvo conduto ao fazer jornalístico. Ao contrário, como produtor poderoso de significação, o discurso jornalístico também deve ter em perspectiva as complexidades dos processos do adoecimento humano e os limites do conhecimento no tratamento das doenças.
Proibição da venda de remédios em gôndolas começa nesta 5ª
18 de fevereiro de 2010
Começa a valer nesta quinta-feira, dia 18, a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que estabelece novas regras de funcionamento para as farmácias, impedindo entre outras coisas a venda de medicamentos em gôndolas. Segundo o documento, os medicamentos não poderão mais ficar ao alcance dos clientes, incluindo os produtos isentos de prescrição médica (que podem ser comprados sem apresentação da receita do médico).
Os únicos medicamentos que poderão ser comprados diretamente pelos consumidores nas prateleiras são os fitoterápicos, preparações de uso dermatológico e medicamentos oficinais (como água boricada, glicerina, hidróxido de magnésio). Ainda segundo a resolução, será permitida a venda de alimentos para fins especiais (para dietas com restrições de sódio ou de nutrientes, por exemplo), alimentos para grupos populacionais específicos (como idosos e gestantes), suplementos vitamínicos ou minerais, mel, própolis, geléia real e alguns tipos de alimentos comercializados sob a forma de tabletes, saches ou similares.
A resolução também define quais serviços poderão ser prestados e orienta sobre a realização da venda por meios remotos (telefone e internet). A resolução define também os serviços que podem ser prestados nas drogarias. O farmacêutico poderá monitorar a pressão arterial e a temperatura corporal, administrar medicamentos injetáveis e inalatórios e realizar o atendimento domiciliar. As farmácias poderão oferecer o serviço de perfuração de orelha, desde que realizado em condições adequadas. Para oferecer medicamentos por telefone e internet), elas devem existir fisicamente e estar abertas ao público.
De acordo com o texto, continua permitida a venda de plantas medicinais, drogas vegetais, essências florais empregadas em floralterapia, cosméticos, perfumes, produtos de higiene pessoal, produtos médicos e para diagnóstico, mamadeiras, chupetas, bicos e protetores de mamilos, lixas de unha, cortadores de unhas e similares.

Doze conselhos para ter um infarto feliz!

Publicado: 22 de janeiro de 2010 em Saúde
Doze conselhos para ter um infarto feliz!

Dr. Ernesto Artur – Cardiologista

Quando publiquei estes conselhos ‘amigos-da-onça’ em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2 Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4… Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro. (e ferro , enferruja!!. .rs)

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado.. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

OS ATAQUES DE CORAÇÃO

Uma nota importante sobre os ataques cardíacos..
Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo(direito). Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.

Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram… Mas a dor no peito, pode acordá-lo dum sono profundo.

Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (193 ou 190) e diga ”ataque cardíaco” e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro.. NÃO SE DEITE !!!!

(envie e salve uma vida)

Se beber, não dirija com “Everybody Hurts”

Publicado: 11 de dezembro de 2009 em Marketing, Saúde
Se beber, não dirija com “Everybody Hurts”

TAC
A TAC (Transport Accident Commission) trabalha há 20 anos no estado de Victoria, na Austrália, para conscientizar a população sobre consumir bebidas alcóolicas e dirigir. Ou melhor, não dirigir.

E para marcar essas duas décadas desde que levou ao ar sua primeira campanha, o orgão lançou um filme de 5 minutos de duração que reúne cenas de todos os seus comerciais veiculados.

O filme, em suas várias versões, também forma a campanha de Natal da TAC. A criação é da Grey Melbourne.

As cenas são fortes e mobilizadoras por si só, mas alguém devia proibir juntar tudo isso com “Everybody Hurts” do R.E.M. Jogo baixo.