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Roda Viva celebra 25 anos com retrospectiva especial
Durante todo o mês de setembro, sempre às segundas-feiras, programa irá relembrar grandes entrevistas, com a participação de ex-apresentadores 

Um dos mais antigos e emblemáticos programas de entrevistas da tevê brasileira, o Roda Viva completa 25 anos. Em sua trajetória, a atração abriu caminhos, inovou formatos, contribuiu para o fortalecimento da democracia do país e ofereceu informações e subsídios para o incentivo à cidadania. Para comemorar a data, o jornalístico da TV Cultura prepara uma retrospectiva especial, que irá ao ar durante todo o mês de setembro.


A partir do dia 5, sempre às segundas-feiras, às 22h15, o público poderá rever trechos históricos com personalidades das mais diversas áreas, que estiveram no centro do Roda ao longo dessas duas décadas e meia.
A primeira edição contempla entrevistas com os presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Mello e José Sarney. Também estão nessa lista chefes de estado internacionais como Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Morales, bem como personalidades do universo esportivo, entre eles Ayrton Senna.
Como o tema censura não escapou das lentes do Roda Viva, seja com quem esteve no poder ou com quem sofreu com as restrições, o público irá rever participações de Dias Gomes, Tom Jobim, Gilberto Gil e do general Newton Cruz. Os bate-bocas calorosos como os que aconteceram durante entrevistas com Leonel Brizola, Franco Montoro e Orestes Quércia – que protagonizou uma discussão célebre com o jornalista Rui Xavier – estão entre o resgate das antigas edições.
Ex-apresentadores do programa, como Heródoto Barbeiro, Rodolfo Konder, Rodolpho Gamberini, Augusto Nunes, Matinas Suzuki Filho, Roseli Tardeli e Carlos Eduardo Lins da Silva participam das comemorações. Eles vão introduzir cada uma das entrevistas e dar depoimentos sobre os temas nelas abordados.
Nas outras três semanas, o público assiste a programas temáticos. Política e Economia vai ao ar dia 12/9; Cultura, 19/9; Esportes, Ciência e Saúde, 26/9.
História
O Roda Viva estreou em 29 de setembro de 1986, tendo como apresentador o jornalista Rodolpho Gamberini e, como entrevistado, o então ministro da Justiça, Paulo Brossard.
Ao longo dos últimos 25 anos, a atração acompanhou de perto os principais fatos políticos, sociais, econômicos, esportivos, culturais do Brasil e do mundo, aprofundando a discussão de temas essenciais com figuras de peso. Até o momento, estiveram no centro de sua arena 1.270 personalidades, entre elas Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Ulysses Guimarães, Hugo Chávez, Ayrton Senna, Luiz Felipe Scolari, Telê Santana, Pedro Almodóvar, Paulo Autran, Tônia Carrero, Lima Duarte, Raul Cortez, Marco Nanini, Ruth Escobar, Silvio de Abreu, Sônia Braga, Hebe Camargo, Jô Soares, Chico Anysio, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Ocimar Versolato e Oscar Niemeyer.
Além disso, em duas décadas e meia o programa levou para debate assuntos relevantes em edições temáticas, como crise econômica, violência e deficiência física.
Foram apresentadores: Rodolpho Gamberini (1986-1987); Augusto Nunes (1987-1989); Jorge Escosteguy (1989-1994); Rodolfo Konder (1990); Roseli Tardelli (1994); Heródoto Barbeiro (1994-1995); Matinas Suzuki (1995-1998); Paulo Markun (1998-2008); Carlos Eduardo Lins da Silva (2008); Lillian Witte Fibe (2008-2009); Heródoto Barbeiro (2009-2010); e Marília Gabriela (2010-2011).
Em outubro, a bancada do Roda Viva passa a ser ocupada pelo jornalista Mario Sergio Cont


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Um dos mais conceituados programas de entrevista da televisão brasileira, o Roda acompanha de perto os principais fatos políticos, sociais, econômicos, esportivos, culturais do Brasil e internacionais.


O Brasil não está preparado para eleger um presidente negro, diz Zulu Araújo no Roda Viva

Dirigente da Fundação Cultural Palmares afirma que senadora Marina Silva terá dificuldades na campanha eleitoral de 2010, mas que seria um grande avanço para o país ter uma líder mulher e negra

Zulu Araújo, presidente da Fundação Cultural Palmares – Ministério da Cultura, em entrevista ao Roda Viva, diz que o Brasil não está preparado para eleger um presidente negro, como fez os Estados Unidos com Barack Obama. Ressalta ainda que, lamentavelmente, temos uma resistência forte da sociedade brasileira para a inclusão do povo negro. “Isso se deve, em grande parte, à nossa história. Foram 400 anos de escravidão e 120 posteriores, nos quais não foram adotadas medidas corretas para promover a igualdade e a oportunidade”.

Ao ser questionado, então, se a senadora Marina Silva não teria chances de chegar à presidência por ser negra, ele diz acreditar que ela terá dificuldades na campanha eleitoral de 2010. “A Marina Silva, sem dúvida, vai enfrentar dificuldades bem maiores que um euro-descendente. Mas o Brasil é um país surpreendente e seria um avanço pelo fato dela ser mulher e negra”.

Durante a entrevista, Zulu também fala sobre as cotas raciais nas universidades e afirma que a critica que se faz a essa política pública é sinal de que a medida deu certo. Segundo ele, não há nenhum registro de que a qualidade de ensino caiu nas universidades por conta das cotas e nem que isso gerou desafetos entre negros e brancos na sala de aula. “Se não se adotar mecanismos de aceleramento da inclusão dos negros nas universidades, nós teremos daqui a 100 anos a mesma realidade que temos hoje”.

O presidente ainda completa: “eles [os negros que hoje estão nas universidades pelo sistema de cotas] poderão ser juizes, empresários. Sem o processo educacional isso ficaria muito mais difícil. Não podemos desenvolver o Brasil sem que haja inclusão dos negros na universidade. Eles precisam ter um tratamento diferenciado, por conta da questão histórica”.

Zulu Araújo também afirma que o presidente Lula tirou 21 milhões de afro-descendentes da pobreza extrema. “O governo do qual eu faço parte, com muito orgulho, conseguiu retirar da pobreza extrema 30 milhões de brasileiros. Desses, 70% devem ser afro-descendentes. Isso é bom para o Brasil. Gerou consumo e contribuiu para que tivéssemos saído da marola mais rapidamente”.

O entrevistado é indagado sobre a existência da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e responde: “a criação da SEPPIR é o entendimento que o Estado brasileiro tem que sem política pública não será possível vencer essa desigualdade provocada pelo processo escravista no Brasil. Então, é positivo”.

O presidente da Fundação Cultural Palmares ainda ressalta que a igualdade é boa para a sociedade brasileira e que combater o racismo não pode ser apenas reagir. “Nós temos que ser pró-ativos. E nesse sentido a Palmares cumpriu esse papel. Ou seja, mostrar que no plano da cultura, promover a igualdade através das manifestações culturais de origens negras é bom para todos, não só para a comunidade negra, mas para toda a sociedade brasileira”.

No programa, Araújo também comenta sobre o negro e a religião. Ele diz que a Fundação Cultural Palmares não compartilha da ideia de que toda a comunidade negra tem que pertencer às religiões de natureza africana. “A liberdade de culto é um direito constitucional de qualquer cidadão brasileiro. O negro pode ser ateu, espírita, católico, do candomblé, da igreja neopentecostal… o que não pode é ele ser objeto de descriminação porque pratica determinada religião”.

Com apresentação de Heródoto Barbeiro, o programa é exibido as segundas às 22h, na TV Cultura, sem qualquer corte ou edição.


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16/11/2009
ZULU ARAÚJO
Presidente da Fundação Cultural Palmares

Na próxima sexta-feira, 20 de novembro, é o dia Nacional da Consciência Negra. O Brasil escolheu essa data para lembrar Zumbi, líder do Quilombo de Palmares, símbolo da resistência negra do país.

Durante todo esse mês a data será lembrada em diversos eventos que irão celebrar a memória histórica do movimento, da presença e da inserção do negro na vida brasileira.

Dedicado à cultura negra desde a juventude, Zulu Araújo foi produtor de eventos culturais em Salvador nos anos 80 e 90 e assessor especial da secretaria de Cultura da Bahia. Em 2007, Zulu assumiu a presidência da Fundação Cultural Palmares, onde já trabalhava como diretor desde 2003.

Vinculada ao Ministério da Cultura, a Fundação Cultural Palmares foi criada em 1988, para implementar políticas públicas destinadas a aumentar a participação da população negra brasileira no processo de desenvolvimento do país.

Entrevistadores: Mônica Manir, editora do caderno Aliás do jornal O Estado de S. Paulo; Ivan Martins, editor executivo da revista Época; Maurício Pestana, publicitário, cartunista e presidente do conselho editorial da revista Raça Brasil e Paulo Lins, escritor e roteirista.
Twitters no estúdio: Julio Moraes, jornalista, (twitter.com/juliomoraes); Jésica Lima, analista de mídias sociais (twitter.com/jerblima) e Robson Silva, estudante de história (twitter.com/robson_leandro).
Fotógrafo convidado: Letícia Lovo, fotógrafa (www.flickr.com/photos/leticialovo).

Apresentação: Heródoto Barbeiro

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Heitor Martins vai para o centro do Roda Viva


O presidente da polêmica Fundação Bienal de São Paulo participa do programa na próxima segunda-feira (9/11), com transmissão pela web, ao vivo, a partir das 18h30

A bancada do Roda Viva sabatina nesta segunda-feira (9/11) o empresário e colecionador de arte Heitor Martins que, desde julho deste ano, ocupa a presidência da Fundação Bienal de São Paulo.

Com apresentação de Heródoto Barbeiro, a entrevista será transmitida ao vivo pela IPTVCultura (www.iptvcultura.com.br), canal exclusivo da Cultura para exibição na web, a partir das 18h30, e exibida pela TV Cultura às 22h, sem qualquer corte ou edição.

Durante o programa, Martins deve falar, entre outras coisas, do histórico de polêmicas da Bienal, das críticas às curadorias, dos problemas que levaram a instituição a acumular dívidas e das propostas de reforma administrativa.

A bancada de entrevistadores será formada por Eduardo Saron (superintendente de atividades culturais do Itaú Cultural); Fabio Cypriano (repórter e crítico da Folha de S. Paulo e professor de jornalismo cultural da PUC de São Paulo); Gisele Kato (editora de artes plásticas da revista Bravo!); e Camila Molina (repórter de artes visuais do Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo).

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Roda Viva entrevista líder do Pt na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza

Programa será transmitido pela Internet, nesta segunda-feira (2/11), ao vivo, a partir das 18h30, e exibido pela TV Cultura, às 22h

O Roda Viva entrevista nesta segunda-feira (2/11) o líder do PT na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza. Com apresentação de Heródoto Barbeiro, o programa será transmitido ao vivo pela IPTV Cultura – http://www.iptvcultura.com.br -, a partir das 18h30, e exibido pela TV Cultura, às 22h, sem qualquer corte ou edição.

Durante a entrevista, Vaccarezza deve falar, entre outros temas, sobre o Congresso Nacional, o atual cenário político brasileiro, as eleições de 2010 e as denúncias e representações da oposição, que acusa o governo de antecipar a campanha eleitoral.

A bancada de entrevistadores será formada por José Márcio Mendonça (jornalista e editor do blog A Política Como Ela É; articulista do jornal Diário do Comércio de S. Paulo; e editor da coluna Política e Economia na Real, no site Migalhas); Julia Duailibi (repórter de política do jornal O Estado de S. Paulo); Otávio Cabral (repórter da sucursal de Brasília da revista Veja); e José Paulo Kupfer (chefe de redação do departamento de jornalismo da Rede Gazeta; comentarista de economia do jornal da TV Gazeta; e autor de um blog de economia no Portal IG).

Roberto Freire critica viagem de Lula ao vale do São Francisco

“Não há nada para inaugurar no São Francisco para o Lula passar três dias armando uma tenda de mil e uma noites”, diz presidente do PPS no Roda Viva

Em entrevista ao programa, Roberto Freire critica viagem do Presidente da República e diz que governo antecipa campanha de Dilma Rousseff

O presidente do Partido Popular Socialista (PPS), Roberto Freire, em entrevista gravada hoje (26/10), ao Roda Viva, da TV Cultura, fala sobre a possível candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República e acusa o governo de antecipar a campanha eleitoral em benefício da ministra.

Freire menciona a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Vale do São Francisco: “Não há nada para inaugurar no São Francisco para o Lula passar três dias armando uma tenda de mil e uma noites no sertão de Pernambuco. É algo que em qualquer meia hora um mestre de obras veria o que está sendo feito”.

Para o político, Dilma já é apresentada como candidata: “a Dilma acompanha ele [Lula] permanentemente, e acompanha como ministra do governo? Não! Ela é apresentada como sua candidata. Ele [Lula] diz: ‘vamos falar baixo, longe das câmeras, senão a justiça vem e me pega'”.

Ao ser questionado sobre a falta de um nome certo da oposição para concorrer à Presidência, Freire afirma que há duas boas opções: “A oposição tem dois excelentes candidatos e vai escolher no momento propício”, diz, se referindo a José Serra e Aécio Neves.

As CPIs também fizeram parte do debate. “O governo acha que é um palanque da oposição e paraliza. Quem perde não é o governo Lula nem a oposição. É o país”, enfatiza. Ele ainda fala sobre a CPI da Petrobras: “Não era contra a Petrobras… o que está sendo investigado é o ‘mal feito’ da estatal. Não vamos [o PPS] também compactuar com a utilização de recursos públicos sem que se tenha a transparência devida. E é isso que a CPI implica”.

Quanto à crise econômica, ele afirma que o Brasil não saiu bem da crise. “O crescimento brasileiro é um crescimento medíocre em relação ao resto do mundo”. Freire fala que o governo é incompetente para investir: “Está começando a cair a ficha que nós temos um governo incompetente para investir. Nem mais em mãe do PAC ele [Lula] fala…se nós não tivéssemos as estatais seria um desastre completo”.

Para Freire, o governo futuro tem que ter projetos baseados em tecnologia. “Eu acho que o Brasil e o governo futuro, ou seja, a oposição, tem que ter um projeto de desenvolvimento baseado na ciência e na tecnologia”.

A bancada de entrevistadores também faz perguntas sobre governos de esquerda e a respeito da posição do próprio PT. “As pessoas não conseguem perceber que você pode ser de esquerda e fazer um governo profundamente conservador. Um exemplo maior é o governo brasileiro…eu nunca vi banqueiro rindo tão à toa como no governo Lula. O PT é de esquerda, o governo do PT não”.

O presidente do PPS ainda ressalta que a Olimpíada não veio por causa do Lula: “Falar que a Olimpíada tem a ver com Lula é o mesmo que uma pessoa vir e dizer que o helicóptero que caiu [no Rio de Janeiro] tem a ver com Lula. Eu não vou dizer uma leviandade dessa… a Olimpíada veio porque a América do Sul nunca tinha sediado uma Olimpíada”.

A entrevista com Roberto Freire será exibida pelo Roda Viva, na íntegra, a partir das 22h10.

Roda Viva | Tv Cultura – Entrevistas |


Um dos mais conceituados programas de entrevista da televisão brasileira, o Roda acompanha de perto os principais fatos políticos, sociais, econômicos, esportivos, culturais do Brasil e internacionais.

Roda Viva entrevista presidente da Linux International na Futurecom, nesta sexta-feira (16/10)

Jon “Maddog” Hall será sabatinado a partir das 16h30, com transmissão ao vivo pela web

O Roda Viva grava nesta sexta-feira (16/10), a partir das 16h30, uma entrevista com Jon “Maddog” Hall, presidente da Linux International, na Futurecom 2009, em São Paulo.

Essa edição especial será mediada pelo jornalista Heródoto Barbeiro e transmitida ao vivo pela IPTV Cultura – http://www.iptvcultura.com.br/rodaviva. Na TV Cultura, a entrevista poderá ser conferida na próxima segunda-feira (19), às 22h10.

Jon foi professor de informática e trabalhou em grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos. Desde 1995 ele dirige a Linux International, uma associação sem fins lucrativos que divulga o sistema operacional Linux, um software que pode ser obtido gratuitamente.

Considerado o guru do software livre, Hall defende a ideia de que essa é a forma de garantir liberdade para os usuários e também mais segurança para os sistemas operacionais dos computadores. Segundo Jon, o apelido “maddog” (“cachorro louco”) veio da época em que dominava menos seu temperamento forte.

A bancada de entrevistadores será formada por Wilson Moherdaui, diretor editorial do Informática Hoje; Rodolfo Lucena, editor do caderno Informática da Folha de S. Paulo e editor do blog de tecnologia Circuito Integrado, da Folha Online; Sergio Amadeu, sociólogo, professor da pós-graduação em comunicação e tecnologia da Faculdade Cásper Líbero; e Pedro Doria, editor-chefe do Estado de S. Paulo Digital.