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Primeira rádio para jogos sociais é criada exclusivamente pela Vostu
  
Disponível nos jogos MegaCity e MiniFazenda, a novidade contará com Djs, músicas, dicas e ofertas especiais para jogadores
Líder em desenvolvimento de jogos sociais no Brasil, a Vostu acaba de lançar uma rádio inédita para jogos sociais.

A novidade está disponível para os dois maiores jogos da desenvolvedora – MegaCity e MiniFazenda – no Orkut e Facebook, e conta com Djs que tocarão músicas  populares brasileiras e compartilharão dicas e novidades sobre ofertas especiais. Por exemplo, o DJ vai informar os jogadores do MiniFazenda que a árvore básica do jogo é realmente importante para que no futuro ele tenha um sofisticado armazém, ou o DJ do MegaCity vai dar uma dica sobre que edifício o jogador deve colocar no jogo para completar sua missão.   

A experiência irá proporcionar novas formas de diversão aos usuários, e à Vostu, uma maneira inédita de se comunicar com os jogadores.

A rádio incluirá:
– Missões de Grupo para desbloquear detalhes especiais do jogo para todos os participantes
– Entrevistas com top gamers
– “Sabia isso”: fatos de criatividade no jogo 
– Menções de realizações excepcionais de jogadores 
– Streaming constante das 9h-Meia-noite

A Vostu realizou testes com o rádio “in-game” e conseguiu resultados extremamente positivos – 95% de jogadores que testaram o produto informaram que sua experiência de gaming melhorou. O rádio aumentou o tempo de sessão de gamers por 30%, e 25% de jogadores completaram uma missão audiovisual. 

“Estamos sempre buscando maneiras inovadoras de melhorar nossos jogos. Com a rádio, criamos uma forma exclusiva de nos comunicar com nossos usuários sem prejudicar a experiência de jogar. Ficamos muito satisfeitos com os testes iniciais e em saber que os jogadores abraçaram a ideia”, finaliza Daniel Kafie, CEO da Vostu.

Sobre a Vostu – http://www.vostu.com 
Fundada em junho de 2007, a Vostu é a maior desenvolvedora de jogos sociais do Brasil. Sediada em São Paulo, com escritórios em Buenos Aires e Nova York, reúne em seu portfólio jogos como GolMania, MegaCity, Mini Fazenda, Café Mania, além dos populares MegaPoker, Pet Mania e Rede do Crime, que já atraíram mais de 50 milhões de jogadores nas redes sociais. Além do Orkut, a empresa também disponibiliza jogos para usuários do Facebook e Google+.

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Bloqueio a redes sociais pode causar evasão de profissionais

De acordo com pesquisa, a existência de uma Geração StandBy nas empresas, para a qual não existe uma separação entre vida pessoal e profissional, levaria 21% dos profissionais a trocar de emprego caso fossem impedidos de acessar redes sociais.
Por CSO/US

A maioria dos profissionais valoriza a confiança e a permissão para usar a internet no trabalho mais até do que o salário. Pelo menos, é o que aponta uma pesquisa conduzida com 1,6 mil gestores e funcionários de empresas nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Austrália, durantes os meses de janeiro e fevereiro.

Entre os entrevistados, 21% dizem que trocariam de emprego se a empresa em que trabalham bloqueasse o acesso às redes sociais ou ao e-mail pessoal.

Esse novo comportamento, de acordo com o relatório, faz surgir a ‘Geração Standby’. Tratam-se de profissionais que não conseguem fazer essa separação entre a vida profissional e pessoal.

As característica dessa ‘Geração Standby’ ficam mais evidentes entre pessoas de 25 a 34 anos. Neste grupo, 57% dos ouvidos pelo estudo confirmam que realizam tarefas pessoais, como acessar as redes sociais e fazer compras online, durante o trabalho. Além disso, 66% de todos os profissionais dizem que utilizam o tempo de almoço ou as horas depois do expediente para acessar a Internet com objetivos pessoais.

O relatório, encomendado pela fornecedora de software para segurança Clearswift, aponta ainda que para 79% dos entrevistados a questão mais valorizada hoje – acima inclusive de cargos e salários – é ter a confiança do chefe direto para gerenciar o próprio tempo e isso inclui usar a internet durante o expediente. Adicionalmente, 62% dos funcionários sentem que deveriam ter acesso a redes sociais durante o trabalho por razões pessoais – esse índice cai para 51% entre os gestores.

Orkut perde sua maior comunidade para troca de músicas

DIÓGENES MUNIZ
editor de Informática da Folha Online

Quase 1 milhão de internautas amanheceram nesta segunda-feira (16) com uma comunidade a menos no seu Orkut. Após meses de queda de braço com representantes das gravadoras, a comunidade “Discografias” anunciou, no domingo à noite, seu fim.

Criado em novembro de 2005, o endereço abrigava 921 mil usuários cadastrados –o número de pessoas que a utiliza efetivamente ultrapassava 1 milhão, já que para acessar seu fórum não é preciso se inscrever. Ali, internautas compartilhavam links com álbuns musicais inteiros sem pagar nada. A organização e o volume de material fez com que o endereço se tornasse uma das principais plataformas na web brasileira para quem procura esse tipo de conteúdo.

“Informamos a todos os membros da comunidade ‘Discografias’ que encerramos as atividades devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM [Associação Antipirataria Cinema e Música] e outros orgãos de defesa dos direitos autorais”, diz uma nota publicada no Orkut, assinada pelos moderadores, que não se identificam. A nota não informa que tipo de ameaça estaria sendo feita contra eles.

Essa exclusão já era aventada pelo próprio Google, responsável pelo Orkut, desde 2008, conforme adiantou a Folha Online em outubro do ano passado. “Não é com o fechamento desta comunidade e outras equivalentes que as gravadoras irão aumentar seus lucros”, afirmaram os moderadores, no comunicado de despedida.

Poucos minutos após o anúncio, a repercussão do caso tomou dezenas de blogs e twitters (microblogs), que protestaram madrugada adentro. Até a publicação desta reportagem, Google e APCM não tinham se pronunciado.

Guerra

No ano passado, a APCM já havia declarado guerra à comunidade, tida como sua principal inimiga na rede. “Em se tratando de música, ninguém tem mais arquivos que violam direitos autorais do que a ‘Discografias'”, disse à Folha Online Edner Bastos, coordenador antipirataria da associação que defende a propriedade intelectual.

A declaração acirrou os ânimos, fazendo circular um abaixo-assinado (que já conta com 26 mil nomes) contra a exclusão do endereço. À época, a associação conseguia, com auxílio do Google, excluir alguns pedaços da comunidade, mas admitia ter problemas com o tamanho e a complexidade do fórum.

Os moderadores também chegaram a se defender, em entrevista por e-mail realizada em outubro último. “Muitas bandas, hoje, tanto no Brasil quanto no exterior, assumem que não fariam sucesso se não fosse a internet. Até o Presidente da República deu uma declaração favorável sobre ‘baixar músicas da internet’. Ilegal e pirataria, na nossa opinião, é a venda de CDs piratas”, disseram, sem sair do anonimato.

“Deve ser um louco quem criou isso”, comentou Silva, que é deficiente visual, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

SRZD

O deputado estadual Rafael Silva (PDT) denunciou a criação de um perfil falso no Orkut que utiliza seus dados pessoais. O candidato à Prefeitura de Ribeirão Preto comunicou o fato à Justiça Eleitoral – ele poderia ser processado por crime eleitoral.

“Deve ser um louco quem criou isso”, comentou Silva, que é deficiente visual, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

O filho de Silva descobriu o perfil falso quando foi contactado por um amigo na rede social.

“E quem criou o perfil ainda respondeu que era verdadeiro, pedia votos e apoio pra mim e informou que eu receberia dinheiro do meu partido, o que não é verdade”, afirmou Silva.

A Polícia Civil prometeu iniciar uma investigação com o Google para levantar informações sobre o perfil falso do candidato do PDT. O boletim de ocorrência, registrando falsidade ideológica, foi feito.

“No meu perfil oficial não peço votos, nada”, comentou o candidato.


Alesp

Rafael Silva


Partido: PDT
Área de atuação: Banco do Brasil, Deficientes
Base Eleitoral: Ribeirão Preto e região
Telefone: 3886-6788/6792
Fax: 3884-4446
Sala: 1008/09 / 1º andar
e-mail: rsilva@al.sp.gov.br
Aniversário: 05/09
Rafael Silva tem 59 anos e perdeu totalmente a visão em 1986. Está exercendo seu terceiro mandato de deputado estadual. Antes de ingressar na ALESP, foi vereador durante oito anos em Ribeirão Preto. É autor da lei que obriga o governo do Estado a destinar 7% de casas ou apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) para portadores de deficiências ou seus familiares. Apresentou projeto de lei que propõe tornar obrigatória a reserva de no mínimo 5% de vagas em concursos públicos para pessoas portadoras de deficiências. Foi reeleito para a 16ª legislatura, com início em 15 de março de 2007.
Ivan Marques
Folha da Bahia

O artista vai aonde o público está. A velha máxima do mundo da música nunca esteve tão forte quanto em tempos em que o alcance da internet aumenta gradativamente. Se antes o consumidor, e até o contratante, conhecia e comprava um disco nas lojas pela cidade, hoje diversos sites oferecem ferramentas para que bandas mostrem seus trabalhos, em várias mídias distintas, e de fácil acesso.

A mais conhecida e festejada, inclusive em Salvador, é o MySpace. De anônimos a grandes ícones da música mundial, em perfis oficiais ou não, quase todos têm sua página na parte do site especialmente voltada para artistas. É supersimples colocar uma canção para que o internauta com, no mínimo, um fone de ouvido, possa apreciá-la, baixá-la, ver a letra e até avaliá-la. O domínio ainda oferece a possibilidade de colocar fotos, informações sobre a banda, um blog e agenda de eventos, entre outras.

Todos ainda podem fazer comentários e, é claro, adicionar a banda como “amigo”. De clique em clique, faz-se uma enorme cadeia de artistas, onde uma banda de garagem pode gabar-se de ter a “amizade” de Paul McCartney. No MySpace ainda é possível, por meio de modificações, colocar vídeos hospedados no YouTube, outro site que vem ganhando cada vez mais adeptos no meio musical. O Orkut é outra página que dia após dia vem tendo mais atenção dos músicos, pelo contato mais próximo ainda com o público em suas comunidades.

O Correio da Bahia decidiu fazer uma pesquisa para saber quais as bandas baianas com mais canções acessadas no MySpace, mais vídeos clicados no YouTube e com mais membros no Orkut (veja boxe).
Entre os mais diferentes estilos musicais, a surpresa maior veio com os grupos de metal, que se não encontram muitos espaços para se apresentar em Salvador, têm na internet um forte aliado.

Tirando Pitty, que já tem uma carreira consagrada no mainstream nacional, o destaque é a Malefactor, com uma bela carreira internacional, mas que há mais de seis meses não faz show por aqui. O grupo ficou entre os cinco melhores nos três critérios. “Posso te dizer que 70% das pessoas que acessam nosso perfil são de fora do país. O MySpace já é muito utilizado nos outros países e pra gente é mais fácil essa divulgação”, explica Lord Vlad, vocalista. Outras bem acessadas são HeadHunter D.C., Cobalto e Ungodly.

O Cascadura também chama atenção pela boa colocação. A diferença é que o quarteto está em franca ascensão dentro do país. Atualmente, faz uma turnê por diversos estados. “A internet é democrática e você mesmo manuseia os recursos. Na banda existe uma organização para que tenhamos um volume constante de informação alimentando os sites. Todo dia alguém vai lá ver comentários e responder”, conta Fábio Cascadura, vocalista, que valoriza a possibilidade de feedback dos fãs. Ele adianta que a página oficial da banda está sendo reformulada e, quando for reinaugurada, vai conter uma ferramenta que interligará os três portais. “Vamos fazer coisas exclusivas para a internet. É uma investida nossa nesse segundo semestre”, afirma.

Quem vem aproveitando mesmo o boom do MySpace é o Dois em Um, projeto do músico e produtor Luisão Pereira e da violoncelista (e esposa) Fernanda Monteiro. Ainda sem disco lançado, o duo figura entre os artistas baianos mais acessados, mas não encontra a mesma preferência no Orkut e no YouTube. “O MySpace é mais amplo e mais voltado para a música. No Orkut, a gente não pode colocar música ou vídeo, é precário ainda”, declara Luisão. “Acho sensacional poder gravar em casa e divulgar ali. É melhor do que prensar mil cópias de um álbum e sair vendendo pros amigos”, crê.

Na contramão da dupla está a banda de reggae Diamba. Um dos mais queridos do público de Salvador, o grupo não tem acessos no MySpace proporcionais à quantidade de fãs. A prova disso é que, no Orkut, a comunidade deles é a segunda a ter mais membros. “O MySpace serve mais para as pessoas de fora da cidade e do país, foi a última página que a gente criou”, conta o baterista Caio Frenn, responsável pelo conteúdo digital da banda. “Admito que não dou muita atenção ao nosso perfil, não tivemos uma resposta grande. Acho mais interessante a relação com o público no Orkut. Todo dia faço questão de responder scraps e comentários na comunidade”, enfatiza.

O músico aponta que a Diamba já havia construído uma carreira antes desse tipo de ferramenta surgir. “O primeiro lançamento da gente foi em K7. Ainda prefiro a distribuição do CD promocional porque a internet não está ao alcance de todo mundo. Quem é pobre ainda compra disco”, garante.
De qualquer forma, é indiscutível que a internet se tornou um espaço democrático e, sobretudo, acessível para todos artistas e aqueles que pretendem divulgar o trabalho. Fácil, gratuito e com enorme alcance, o meio digital cada vez mais se transforma em uma grande loja de música onde as prateleiras foram substituídas por endereços www.

Top 10 MySpace

Pitty
(www.myspace.com/pitty)
Acessos: 63.812
Estilo: rock
Membro desde: 28/04/2006
Posição no Orkut: 1º
Posição no YouTube: 1º

Headhunter D.C.
(www.myspace.com/headhunterdc)
Acessos: 17.932
Estilo: death/black metal
Membro desde: 03/10/2006
Posição no Orkut: 9º
Posição no YouTube: 8º

Cascadura
(www.myspace.com/cascadurarock)
Acessos: 10.515
Estilo: rock
Membro desde: 22/08/2006
Posição no Orkut: 4º
Posição no YouTube: 4º

Malefactor
(www.myspace.com/malefactorbrazil)
Acessos: 10.204
Estilo: death/black metal
Membro desde: 24/04/2006
Posição no Orkut: 5º
Posição no YouTube: 3º

Cobalto
(www.myspace.com/cobalto)
Acessos: 9.438
Estilo: thrash metal
Membro desde: 08/2005
Posição no Orkut: 16º
Posição no YouTube: 9º

Dois em Um
(www.myspace.com/doisemum)
Acessos: 8.277
Estilo: alternativo/experimental
Membro desde: 15/06/2007
Posição no Orkut: 20º
Posição no YouTube: 17º

O Círculo
(www.myspace.com/ocirculo)
Acessos: 6.296
Estilo: alternativo
Membro desde: 21/01/2007
Posição no Orkut: 3º
Posição no YouTube: 2º

The Honkers
(www.myspace.com/thehonkers)
Acessos: 6.166
Estilo: punk rock
Membro desde: 14/02/2006
Posição no Orkut: 12º
Posição no YouTube: 16º

Retrofoguetes
(www.myspace.com/retrofoguetes)
Acessos: 5.294
Estilo: surf music/rockabilly
Membro desde: 07/05/2006
Posição no Orkut: 7º
Posição no YouTube: 10º

Diamba
(www.myspace.com/bandadiamba)
Acessos: 5.115
Estilo: reggae
Membro desde: 03/02/2007
Posição no Orkut: 2º
Posição no YouTube: 6º

Transição

G1

Essa não é a primeira vez que a empresa baseada nos Estados Unidos transfere para outro país o controle de um produto.

O processo já teve início e, no período de dois meses, o Google deve concluir a transferência do controle mundial do Orkut para a filial brasileira. Na prática, nada mudará para os internautas cadastrados no site de relacionamentos. Mas a empresa vê como vantajoso o fato de a rede social ser comandada diretamente no país onde o serviço tem o índice mais alto de adesão: dos 60 milhões de usuários, 54% dizem ser brasileiros.

Segundo Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil, essa transferência é resultado da popularidade local do serviço e também da maturidade do time no país. A parte de engenharia continuará sendo dividida com a filial indiana, mas o controle geral do produto será exclusivo dos funcionários do Google local. Por aqui, a companhia tem dois escritórios: um em São Paulo e um em Belo Horizonte, onde funciona o centro de engenharia.

Essa não é a primeira vez que a empresa baseada nos Estados Unidos transfere para outro país o controle de um produto. Ximenes exemplifica, dizendo que o gerenciamento da ferramenta de mapas é dividido entre Austrália e Alemanha.

Outra mudança anunciada pela empresa é o fato de Alexandre Hohagen, diretor-presidente do Google Brasil, ter sido apontado como próximo diretor da América Latina. Com isso, a filial brasileira terá de encontrar um substituto para o executivo, que assumiu o controle das operações no país quando a empresa abriu seu escritório em São Paulo, em 2005. Hohagen passará a responder pelas filiais do Brasil, Argentina, México, Chile e Colômbia.

CPI da Pedofilia pode entrar com ação penal contra o Google

Da ABr – Brasília
Diário de Ciuabá

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia pode pedir instauração de ação penal contra o Google no Brasil caso os representantes do site de busca não assinem o termo de ajustamento de conduta para repassar informações sobre acusados de cometer crime de pedofilia pela internet.

O relator da CPI, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), afirmou que se houver recusa da empresa em conceder tais dados, ao Ministério Público, à Polícia Federal e à própria CPI, pode pedir ao Ministério da Justiça que impeça as atividades da empresa no Brasil.

Demóstenes explicou que o Ministério Público e a Polícia Federal acusam o Google de descumprir um acordo para a assinatura do termo de ajustamento de conduta, o que pode significar condescendência da empresa com as atitudes dos suspeitos.

“Podemos sugerir primeiro uma ação penal para verificar se realmente o Google está acobertando criminosos como afirma o MP e a PF. Segundo, se houver recusa em cumprir a legislação brasileira, que as autoridades competentes – à frente o Ministério da Justiça – tomem providência para que o Google deixe de operar no Brasil”, disse.

Para averiguar as versões apresentadas pelo Ministério Público e pelo Google, que atribui a não-assinatura do termo ao excesso de exigências feito pelos investigadores, a CPI aprovou a convocação dos representantes do MP, da ONG SaferNet (que monitora conteúdos impróprios na internet) e do Google no Brasil. “O Google não quer fornecer os dados alegando que isso fere a privacidade de seus clientes”, disse Demóstenes.

A CPI aprovou ainda 14 requerimentos de convocação e convite para depoimentos. Todos relacionados às investigações da Operação Arcanjo, da Polícia Federal, que, em Roraima, prendeu diversas autoridades acusadas de envolvimento com pedofilia. Entre os presos, estavam o procurador-geral do estado, Luciano Queiroz.

A Operação Arcanjo foi realizada com apoio do Ministério Público de Roraima e do Conselho Tutelar de Boa Vista, e revelou um esquema que explorava sexualmente meninas com idade entre seis e 14 anos, e que contava com a participação de autoridades, servidores públicos e empresários de Roraima.

CPIS / Pedofilia

Aprovada quebra de sigilo de 23 páginas do UOL
Agência Senado

Foi aprovado nesta quinta-feira (26) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia requerimento de transferência de sigilo telemático referente a conteúdo e a registro de acesso de usuários de 23 páginas mantidas no provedor Universo On Line (UOL). Também devem ser enviados à CPI os dados cadastrais e de identificação dos usuários das páginas.

Na mesma reunião, foi acolhido requerimento de pedido de transferência à CPI de informações referentes a todas as denúncias registradas em 2008 pela organização SaferNet sobre a existência de material de conteúdo pedófilo em álbuns do Orkut, site de relacionamento do Google.

Os senadores da CPI aprovaram também pedido de informações a empresas provedoras de acesso à Internet sobre usuários identificados em denúncia de pedofilia. Foram requisitados dados à Brasil Telecom, NET e UOL, entre outras. As empresas terão cinco dias úteis para fornecer as informações solicitadas.

Projetos

Na presidência da reunião desta quinta-feira, o senador Magno Malta (PR-ES) anunciou que o colegiado deverá votar na próxima semana projetos de lei que alteram o Estatuto da Criança e do Adolescente para aumentar a pena para crimes de exploração sexual e para criminalizar a conduta daquele que pratica sexo com criança e adolescente. Também deve ser votado projeto que prevê a perda dos bens dos proprietários de hotéis e restaurantes que abriguem a prática de prostituição de menores.

O colegiado também deverá examinar projeto que altera o Código Penal para acrescentar como crimes qualificados o estupro e o atentado violento ao pudor, aumentando a pena quando praticados contra criança.

– São projetos que transformam em crime hediondo a violência contra crianças e que estão sendo finalizados, para serem colocados em votação na próxima semana – explicou o relator da CPI, senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Iara Guimarães Altafin / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)