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Australiana nega relação com desaparecimento de Madeleine McCann

MELBOURNE (AFP) – Uma australiana negou ter informações sobre o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann depois que uma amiga a identificou como a misteriosa testemunha procurada pelos investigadoes do caso.

Uma australiana negou ter informações sobre o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann depois que uma amiga a identificou como a misteriosa testemunha procurada pelos investigadoes do caso.  Foto:Abdelhak Senna/AFP

Uma australiana negou ter informações sobre o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann depois que uma amiga a identificou como a misteriosa testemunha procurada pelos investigadoes do caso. Foto:Abdelhak Senna/AFP

“Não tenho qualquer relação com a menina”, afirmou Judith Aron, de 53 anos, ao grupo Fairfax Media, em sua casa em Melbourne.

Os detitives particulares informaram na semana passada que procuraram uma mulher parecia com Victoria Beckham (ex-integrante das Spice Girls e esposa do jogador David Beckham) e com sotaque australiano que teria falado com um britânico do lado de fora de um bar em Barcelona três dias depois do desaparecimento de Maddie em Portugal, em 2007.

Aparentemente, ela teria perguntado se estava ali para “para entregar sua nova filha” antes de entender que não se tratava do homem que procurava.

Fairfax informou que uma amiga de Aron indicou à polícia acreditar que a mulher de Melbourne era a descrita pelo retrato falado publicado pelos investigadores britânicos, que trabalhavam para os pais de Madeleine.

Mas Aron, que é mãe de uma menina de cinco anos, afirma que se trata de um engano.

“Tenho 53 anos e claro que não me pareço com uma Spice Girl. E não saí da Austrália desde 2000”, concluiu.
https://i1.wp.com/g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,21575656,00.jpg
Madeleine tinha quase quatro anos quando desapareceu do hotel em que passava férias com a família em Praia da Luz, Algarve, Portugal, em 3 de maio de 2007.

http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/090809/mundo/gb_portugal_australia_crime

DNA revela que britânico de 13 anos não engravidou jovem

O garoto Alfie Patten, 13 anos, que ficou conhecido mundialmente após ter engravidado uma estudante de 14 anos quando tinha apenas 12, não é o pai da criança, segundo informações divulgadas pelo The Mirror nesta quinta. O estudante resolveu fazer um teste de DNA depois que outros garotos disseram também ter dormido com Chantelle Stedman.

O teste acabou provando que o garoto não é o pai de Maisie Roxanne, que tem 7 semanas. Segundo o Mirror, o resultado foi uma surpresa para Alfie, que ficou “devastado” com a notícia. Ele estava convencido de que era o pai de Maisie, depois de uma noite de sexo desprotegido com Chantelle, que hoje tem 15 anos.

Antes do teste, segundo o diário britânico, ele disse: “Eu não sabia sobre testes de DNA, mas minha mãe me explicou que seria bom fazer para saber se eu era o pai ou não. Então eu faço, e todos poderão parar de falar”. Chantelle ficou grávida quando tinha 14. Ela disse ter esquecido de tomar a pílula anticoncepcional.

Na época, ela disse que “Alfie era o único garoto que havia estado”. Alfie concordou. “Eu sou o único namorado que Chantelle teve e nós estamos juntos há dois anos. Eu devo ser o pai. Quando ela descobriu que estava grávida, eu perguntei, ‘eu sou o pai?’ e ela respondeu que sim, então eu acreditei”, afirmou o garoto.

Traição
No mês passado, Alfie descobriu ter sido vítima de uma traição. Chantelle contou a sua meia-irmã Jodie O’Neill, 17 anos, que o pai da criança poderia ser um dos vários garotos com os quais ela havia dormido na casa dos pais, em Eastbourne, em East Sussex, na Inglaterra. Sua mãe teria pedido para que ela afirmasse que era virgem quando conheceu Alfie.
Redação Terra
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3660599-EI8142,00-DNA+revela+que+britanico+de+anos+nao+engravidou+jovem.html

Conselho tutelar quer falar com pais que esqueceram bebê que fugiu para canavial

24/03/2009 – 14h00 ( – G1)
O Conselho Tutelar informou nesta terça-feira (24) que irá procurar os pais do bebê de 1 ano e 6 meses que sumiu de casa no domingo (22) na área rural de Motuca, a 307 km de São Paulo. A criança só foi encontrada na segunda (23), 20h após ter percorrido 3 km a pé no canavial. O órgão quer saber como os pais e avós não perceberam o desaparecimento do menino.

A criança estava na casa onde moram os avós, em um assentamento. A avó, Helena Mariana da Silva, contou que ele e dois irmãos mais velhos estavam brincando no quarto.

Quando ela percebeu, o garoto havia saído pela única porta da casa. “Eu saí e comecei a procurar. Fomos em represas, esgotos, mas ele não estava em lugar nenhum”, afirmou.

Durante o período em que ficou desaparecido, a família, os vizinhos e um grupo de policiais militares e bombeiros procuraram o menino em canaviais e pastos do local. As buscas duraram toda a madrugada, sem sucesso.

O garoto só foi encontrado às 13h desta segunda, quando apareceu em uma casa que fica a 3 km de onde partiu. Ele batia na porta e chamava pela mãe. “Ele estava assustado com fome e sede. A roupa estava com carrapichos que feriram o corpo dele”, explica Marcos da Silva, que acolheu o menino.

A criança fez exames no pronto-socorro de Matão, a 305 km de São Paulo, e foi liberada.

“Minha riqueza. Agora onde ele está, estou com ele. Eu não deixo ele sozinho por nada no mundo”, disse a mãe da criança.
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/03/69785-conselho+tutelar+quer+falar+com+pais+que+esqueceram+bebe+que+fugiu+para+canavial.html

Menino de 1 ano é encontrado após 20 horas perdido em canavial

Criança andou 3 quilômetros até ser encontrada

Um menino de um ano e meio foi encontrado nesta segunda -feira (23), após ficar 20 horas perdido em um canavial de Motuca. Ele estava sumido desde as 15h do domingo (22).

Érick Eduardo da Silva Fais estava na casa onde moram os avós, em um assentamento. A avó, Helena Mariana da Silva, conta que ele e dois irmãos mais velhos estavam brincando no quarto. Quando ela percebeu, o garoto havia saído pela única porta da casa. “Eu sai e comecei a procurar. Fomos em represas, esgotos, mas ele não estava em lugar nenhum”, afirma.

Durante o período em que ficou desaparecido, a família, os vizinhos e um grupo de policiais militares e bombeiros o procuraram em canaviais e pastos do local. As buscas duraram toda a madrugada, sem sucesso.

O garoto só foi encontrado às 13h desta segunda, quando apareceu em uma casa que fica a 3 Km de onde partiu. Ele batia na porta e chamava pela mãe. “Ele estava assustado com fome e sede. A roupa estava com carrapichos que feriram o corpo dele”, explica o desempregado que acolheu o menino, Marcos da Silva.

A criança fez exames no pronto-socorro de Matão e foi liberada.
http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.aspx?251624

Patroa espanca o filho da babá

Publicado: 19 de março de 2009 em Crianças

Patroa espanca o filho da babá

Uma mulher espancou o filho da babá. O bebê, de pouco mais de um ano, está internado em estado grave, com traumatismo craniano.

Patroa espanca o filho da babá

Uma mulher espancou o filho da babá. O bebê, de pouco mais de um ano, está internado em estado grave, com traumatismo craniano.

O SPTV desta quinta-feira conta uma história de covardia sem fim. Uma mulher espancou o filho da babá. O bebê, de pouco mais de um ano, está internado em estado grave, com traumatismo craniano.

Nada pode justificar uma atitude dessas. A mãe da criança, a babá, também foi espancada. Tudo porque o bebê não parava de chorar. Há mais uma vítima nessa história. A filha da agressora foi encaminhada para o Conselho Tutelar, já que a mãe está presa.

Essa é uma história que o SPTV apresenta para que quem está em casa possa se perguntar o que é possível fazer pra evitar tanta violência.

As fotos tiradas pela polícia mostram os ferimentos por todo o corpo da criança. Até quem a lida com a violência no dia a dia se surpreendeu. “O meu investigador chegou de lá chocado, na verdade, com o estado da criança. A criança está inteira machucada. Ela tem sinais de que recebeu golpes de algum objeto compatível com um cabide mesmo. A mãe conta que ela agrediu a criança com um cabide”, falou Fátima Giassetti, delegada.

O bebê, de um ano e dois meses, também sofreu queimaduras e está internado em estado grave. A mãe, Luciene Barbosa, foi agredida junto com ele. Tem marcas no pescoço e nas costas. Violência que começou há mais tempo.

“Na sexta-feira ela me esmurrou na parede. Eu estou apanhando há vários dias. Ela foi cortar alguma coisa, encostou a faca na minha boca e falou que se eu contasse alguma coisa ela me mataria”, contou Luciene.

Luciene veio da Bahia há dois meses para trabalhar como babá para Valdecina Alves de Almeida. As duas eram amigas de infância. Valdecina é garota de programa e foi ela quem espancou Luciene e o bebê.

“Eu trabalho a noite toda. Aí eu chego cansada de manhã. Eu falo vai lá para ela ir para o fundo para o menino não ficar chorando na minha cabeça. Aí a menina não dava importância. Eu peguei nervosa e, não sei como, bati no menino e bati nela. Eu acho covardia. Não podia fazer isso”, explicou Valdecina.

A comissão de direitos humanos da OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, acompanhará o caso. Como há indícios de que mãe e filho vinham sendo agredidos há algum tempo, pode ser caracterizado o crime de tortura.

“Essa pessoa está presa por tentativa de homicídio. Essa agressão vem perpetrando ao longo do tempo. É uma série de agressões. Pelos sinais e pelas características da agressão, isso pode se caracterizar crime de tortura. É uma crime grave e imprescritível”, esclareceu Mário de Oliveira Filho, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB.

Valdecina, que agrediu Luciene e o bebê, foi presa em flagrante por tentativa de homicídio e lesão corporal, está na cadeia da cidade de Itupeva. Quem comanda as investigações é a delegacia seccional de Jundiaí.

O bebê não corre risco de morrer. “Ela foi indiciada por tentativa de homicídio qualificado. Eu entendo que a qualificação dele seria uma tentativa de homicídio mediante tortura e outros meios cruéis. A mãe da criança foi acolhida por uma vizinha e acompanha o tratamento da criança. Ela também receberá no ambulatório da saúde da mulher um tratamento psicológico”, esclareceu Fátima Giassetti, delegada do caso.


Qualquer um pode ligar para o disque-denúncia, sem se identificar. O número é o 181.

Justiça austríaca condena Fritzl à prisão perpétua
Austríaco vai cumprir pena em um manicômio judiciário seguro

Agência Estado
A Justiça austríaca condenou o réu Josef Fritzl, de 73 anos, a cumprir pena de prisão perpétua em um manicômio judiciário seguro. A sentença foi divulgada momentos depois de o tribunal ter declarado Fritzl culpado de todas as acusações contra ele apresentadas, inclusive a de homicídio culposo pela morte de um dos sete bebês que teve com sua filha Elisabeth, mantida em cárcere privado durante 24 anos.

Com a voz fraca e trêmula, o réu de 73 anos de idade disse hoje à corte de Sankt Poelten, a oeste de Viena: “Eu lamento do fundo do meu coração. Não posso mais consertar isso”. Rudolf Mayer, o advogado de defesa de Fritzl, não defendeu a inocência de seu cliente. Mayer alegou, no entanto, que Fritzl foi perseguido por sentimentos de culpa ao longo dos últimos 24 anos.

Ontem, Fritzl declarou-se culpado de todas as acusações contra ele apresentadas, inclusive a de homicídio culposo, pela morte de um dos bebês. A promotoria afirma que o recém-nascido poderia ter sobrevivido se Fritzl tivesse procurado atendimento médico.

http://www.bemparana.com.br/index.php?n=101160&t=justica-austriaca-condena-fritzl-a-prisao-perpetua

Advogado diz que Fritzl abusou de filha 3 mil vezes

O advogado de Josef Fritzl, Rudolf Mayer, concede entrevista após o anúncio da sentençaApós ver seu cliente ser condenado à prisão perpétua nesta quinta, o advogado de Josef Fritzl, Rudolf Mayer, disse que a sentença é “lógica” diante de todos os crimes cometidos. Durante a audiência, ele chegou a afirmar que Fritzl havia estuprado sua filha 3 mil vezes, segundo informações divulgadas pela agência AP.

No entanto, ele acusou a Promotoria de apelar para os sentimentos e não para os fatos, insistindo na sinceridade da confissão de seu cliente. Mayer disse também que a decisão pela confissão foi tomada na terça-feira, após Fritzl ver o vídeo com o testemunho incriminativo de Elisabeth e que, ao perceber que a vítima estava presente, o acusado cedeu.

Perpétua

Fritzl, que estava sendo julgado desde segunda-feira na cidade de St. Pölten, aceitou com tranqüilidade o veredicto. “Aceito a sentença”, disse o acusado, ao ser perguntado pelo juiz se entendia e aceitava a pena. Agora Fritzl será enviado para um centro de reclusão para criminosos com transtornos psíquicos.

Além de assassinato e cárcere privado, ele também era acusado por escravidão, violação, suborno grave e incesto. Diante da solicitação de prisão perpétua feita pela promotora Christiane Burkheiser, Fritzl, 73 anos, pediu perdão por seus atos. “Eu lamento do fundo do meu coração. Infelizmente, eu não posso mudar nada agora”, afirmou.

http://www.tvcanal13.com.br/noticias/advogado-diz-que-fritzl-abusou-de-filha-3-mil-vezes-55754.asp

Após sentença, Áustria tenta remover peso do caso Fritzl

St. Pölten (Áustria) – Chegou ao fim na tarde desta quinta-feira (horário local) aquilo que a imprensa austríaca chamou de “o julgamento do século”. Josef Fritzl, 73 anos, foi condenado à prisão perpétua por assassinato, crime mais grave dentre os que cometeu, segundo as leis da Áustria. Ele se negou a prestar socorro a seu filho recém nascido, fruto de um relacionamento incestuoso com a filha Elisabeth, mantida em cativeiro por 24 anos.

Um ano após a descoberta da história, o país dá sua resposta judicial ao fato e espera enterrar o fantasma de Josef Fritzl nas páginas da história. Nesta última semana, o clima na Áustria era de preocupação com a imagem internacional que o caso gerou. A condenação, sentem os austríacos, é um peso removido.

O clima na cidade de St. Pölten, onde foi formado o juri, era de apreensão desde segunda-feira, primeiro dia do julgamento. Mais de 400 jornalistas passaram pela comunidade localizada 60 km a oeste da capital Viena. O batalhão de profissionais alterou rotinas, entrevistou pessoas, investigou documentos e expôs de forma amplificada todos os desenhos da história do pai que, por 24 anos, encarcerou e estuprou a filha, teve sete filhos com ela, privou três deles da liberdade e queimou outro no forno da própria casa depois de sua morte prematura.

Com exceção do primeiro dia, no qual escondeu o rosto sob uma pasta azul, Josef Fritzl, batizado de “monstro de Amstetten”, manteve semblante tranqüilo nos poucos metros em que pode ser fotografado. Parecia consciente de sua condição. E de fato era. Segundo o laudo psiquiátrico apresentado ontem, Fritzl tem problemas mentais graves, mas mantém absoluta consciência dos atos que praticou.

Por volta das 15h do dia 19 de março de 2009, enquanto Josef Fritzl ouvia sua sentença na sala do júri, a intensa nevasca que atingiu esta parte da Áustria dava trégua. Com nuvens dispersas, o sol voltou a brilhar em St. Pölten.

http://odia.terra.com.br/portal/mundo/html/2009/3/apos_sentenca_austria_tenta_remover_peso_do_caso_fritzl_1039.html
https://i2.wp.com/www.smh.com.au/ffximage/2008/04/29/fritzl470.jpg
Elisabeth Fritzl as a child, Josef Fritzl as a younger man
Elisabeth Fritzl como uma criança (à esquerda) e seu pai e apreendedor Josef Fritzl

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Batismo: Elisabeth (círculo à direita) com idades entre os nove com a sua família, incluindo sua mãe Rosemarie (círculo à esquerda) e seu irmão Josef sentado ao lado dela
Elisabeth Fritzl
Elisabeth ajudou a construir o que seria a sua própria prisão
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lisabeth Fritzl (centre) in her school days

Josef Fritzl se declara culpado de incesto, mas nega assassinato

da Folha Online

O austríaco Josef Fritzl, conhecido como o “monstro” de Amstetten por trancafiar e estuprar a filha Elisabeth durante 24 anos, se declarou culpado nesta segunda-feira de incesto, estupro e sequestro, mas negou as acusações de assassinato e escravidão.

Fritzl aprisionou a filha Elisabeth por 24 anos no porão da casa em que vivia. Ela a estuprava regularmente e teve com ela sete filhos, incluindo um bebê que morreu logo após o parto e que Fritzl, segundo a acusação, queimou em um incinerador.

Ele é acusado de homicídio por ter se negado a dar assistência médica ao bebê, que nasceu com problemas em 1996 e acabou morrendo. Além disso, responderá pelas acusações de escravidão, estupro, sequestro, ameaça com agravante e incesto, pelas quais se declarou parcialmente culpado.

As acusações de incesto, estupro e sequestro podem acarretar em uma pena máxima de 15 anos. Já a acusação de assassinato pode levar a uma pena de prisão perpétua. O código penal austríaco não contempla a acumulação de penas, prevalecendo a mais dura.

O caso, que se passou no município de Amstetten, na Áustria, veio à tona em abril do ano passado quando a filha mais velha de Elisabeth precisou ser hospitalizada. A filha conta em um vídeo, que deve ser exibido no tribunal, como foram os 8.642 dias que passou trancafiada no cativeiro de 60 metros quadrados, sem luz nem ventilação natural, no qual criou três filhos que não conheceram outra coisa senão o porão, até serem libertados em abril do ano passado.

As outras três crianças nascidas dos estupros sistemáticos, de saúde frágil e mais barulhentas, foram levadas por Fritzl para viver com ele e sua mulher em casa.

O acusado também se declarou inocente de escravidão, acusação utilizada pela primeira vez na Áustria, por ter tratado a filha “como uma propriedade”, e de assalto com agravantes por ter ameaçado seus prisioneiros com um gás em caso de desobediência.

Cercado de seis policiais, Fritzl chegou ao tribunal escondendo o rosto atrás de uma pasta de arquivo azul.

O advogado de defesa, Rudolf Mayer, já afirmara que não aceitava a acusação de assassinato por não reconhecer a responsabilidade do cliente na morte de um dos sete filhos.

Martírio

Fritzl ficou de pé na sala por vários minutos e durante todo o tempo ignorou as insistentes perguntas de dois jornalistas do canal de TV público ORF, autorizado pelo tribunal a entrevistá-lo.

As primeiras perguntas dos repórteres foram “Como se sente?” e “Gostaria de fazer uma declaração?”.

Ao apresentar as acusações contra Fritzl, a promotora Christiane Burkheiser falou do “martírio inimaginável” sofrido por Elisabeth, hoje com 43 anos.

A acusadora admitiu que o réu “respondeu a todas as perguntas” da Promotoria, mas destacou que Fritzl “não mostrou nenhum tipo de remorso” pelo que fez.

Burkheiser também lembrou que, nos primeiros nove anos de cativeiro, a vítima tinha viveu num espaço de 11 metros quadrados, “às vezes com três filhos pequenos e grávida”.

Segundo a promotora, já no segundo dia do cárcere, que teve início em agosto de 1984, Elisabeth, então com 18 anos, foi estuprada pelo pai no porão, onde “não havia água quente, ducha, calefação, luz do dia ou ventilação com ar fresco”.

O julgamento de Fritzl começou nesta segunda-feira sem nenhum tipo de incidentes. Quase cem jornalistas de todo o mundo selecionados pelo tribunal acompanham a apresentação das acusações e a réplica da defesa. Depois disso, todos os repórteres terão que deixar a sala.

Com agências internacionais

O austriaco Josef Fritzl “O monstro de Amstetten”

Menina de 11 anos dá à luz em Tenente Portela (RS); pai adotivo é suspeito de tê-la engravidado

colaboração para a Folha Online

Uma menina de 11 anos deu à luz um bebê num hospital de Tenente Portela (a 456 km de Porto Alegre) na manhã desta quarta-feira (11). De acordo com o médico que realizou a cesária, o estado de saúde dos dois é considerado bom.

O pai adotivo, um pedreiro de 51 anos, que é tio da menina, foi indiciado sob acusação de estupro. Ele está preso desde terça-feira (10), quando se apresentou à polícia de Iraí (481 km de Porto Alegre), município onde moram.

De acordo com o obstetra e ginecologista Cláudio Furini, responsável pelo parto, a gravidez era considerada de risco. Segundo ele, durante a gestação, ocorreram algumas ameaças de prematuridade a partir do 5º mês, “mas, nesse caso, felizmente tudo evoluiu bem”.

A criança nasceu com 2,8 kg e 46 centímetros, na 38ª semana de gravidez. A menina e o bebê continuam no hospital –onde está internada há duas semanas– sob observação médica. Não há previsão de alta.

Aborto

O bispo da Diocese de Frederico Wespthalen, Antonio Carlos Keller, diz que o pároco local acompanha o caso desde que a tia (responsável pela garota) tomou conhecimento dele. Ele afirma que a família, que é católica, não cogitou o aborto.

A garota vive com a tia e o marido dela desde os seis meses de idade, mas a adoção nunca foi oficializada, segundo o delegado Antônio Maieron, que investigou o caso. O casal chegou há pouco mais de um ano e meio em Iraí, de acordo ele.

O homem fugiu quando a investigação teve início, mas depois se apresentou à polícia. De acordo com o delegado, ele confessou que abusou da garota uma vez, em uma noite de embriaguez, mas disse que a iniciativa partiu da menina. Na versão da garota, foram três relações.

Outros casos

Em Alagoinha (a 230 km de Recife), uma menina de 9 anos fez um aborto após ser estuprada e engravidar de gêmeos. Os médicos que realizaram o procedimento e a família da criança foram excomungados da Igreja Católica. A garota realizou o aborto na quarta-feira (4). Há suspeita que o padrasto tenha engravidado a menina.

Em Barro Alto (242 km de Goiânia), a polícia suspeita que um homem engravidou a enteada de 11 anos.

O suspeito mantinha relações sexuais com a garota há cerca de um ano, afirma a polícia. De acordo com o Conselho Tutelar do município, a gravidez já soma seis meses e o estado de saúde dela é considerado bom.