Canal Livre recebe o polêmico cabo Anselmo

Publicado: 27 de agosto de 2009 em Band, Canal Livre

Canal Livre | 30/08 dom 23h30| Band – Jornalismo |

Canal Livre recebe o polêmico cabo Anselmo

Neste domingo, o Canal Livre recebe um dos personagens mais polêmicos e controversos da história recente do país: o cabo Anselmo.

Ele fala, entre outros temas, da revolta dos marinheiros de 1964, do golpe militar e da Lei de Anistia. O programa vai ao ar, ao vivo, às 23h30.

Saiba Mais
Cabo Anselmo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

José Anselmo dos Santos, conhecido na história recente do Brasil por cabo Anselmo, (Itaporanga d’Ajuda, 13 de fevereiro de 1942) é um ex-militar brasileiro, líder durante o protesto de marinheiros, evento que desencadeou a crise do término do governo de João Goulart, em 1964.

Após o golpe foi expulso da Marinha pelo crime de motim e revolta. Chegou a ser preso, mas fugiu e exilou-se no Uruguai e depois em Cuba, onde teria feito treinamento de guerrilha. Voltou ao Brasil em 1970 e ligou-se como membro atuante no movimento guerrilheiro. Acabou preso pelo famigerado delegado Sérgio Paranhos Fleury, do Dops.

Nesse momento, a história muda e o militar passa a ser acusado de ter atuado como agente duplo infiltrando-se em grupos esquerdistas .

Logo depois da sua prisão, Anselmo teria mudado de lado e aceitado trabalhar para o regime, passando a trair seus antigos companheiros esquerdistas, entregando-os às forças legais. Infiltrou-se em grupos armados como a VPR, sendo envolvido no estouro de aparelhos de guerrilha e na prisão, tortura e morte de militantes comunistas.

Numa de suas chacinas, morreu sua esposa, com seu auxílio, a paraguaia Soledad Barret Viedma, que estava grávida do próprio há cinco meses e que Anselmo entregara aos órgãos repressivos. Soledad apareceu morta ao lado do feto.

O primeiro a escrever sobre Cabo Anselmo foi Marco Aurélio Garcia, atual chefe da assessoria especial do presidente Lula.

Depois de ter sido acusado de traidor, Anselmo desapareceu entre 1972 e 1973, quando então foi dado como morto, ou pelas forças de segurança da ditadura militar ou justiçado pelos guerrilheiros.

A dúvida desapareceu a partir do momento em que o Cabo Anselmo foi entrevistado pelo jornalista Octavio Ribeiro (Pena Branca), com sua publicação pela Revista Isto É, na edição de 28 de março de 1984.

Posteriormente foi entrevistado pelo jornalista Percival de Souza, em 1999.

Recentemente seu nome voltou à tona após um suposto pedido de anistia.

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