Manifestantes criticam arcebispo de PE que excomungou responsáveis por aborto

Publicado: 9 de março de 2009 em Crianças, Igreja, Infancia Perdida
Manifestantes criticam arcebispo de PE que excomungou responsáveis por aborto

A posição da Igreja Católica, que excomungou a mãe e os médicos que fizeram aborto em uma menina de 9 anos, grávida de gêmeos, depois de estuprada pelo padrasto, foi muito criticada durante manifestação de mulheres realizada neste domingo, 8, em São Paulo. O caso ocorreu no interior de Pernambuco.

Representantes do movimento feminista distribuíram folhetos com a foto do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, nos quais lembravam o tipo de aborto feito na menina foi legal e está previsto em lei, Os panfletos diziam ainda que o fato poderia ter tido um final diferente se o Estado brasileiro reconhecesse e legalizasse o aborto.

“Pregar sua doutrina no interior dos templos é um direito legítimo de todos os religiosos. Agora, quando um representante da Igreja Católica Apostólica Romana tenta interferir nas decisões da Justiça, ou faz essas declarações à imprensa, está claramente procurando exercer inapropriada influência pública sobre o Estado laico, construindo um discurso de intolerância e intransigência oposto à idéia de vida que alega defender”, ressalta o movimento.

A pesquisadora da Universidade de Campinas (Unicamp), Mariana Cestari, uma das coordenadoras da manifestação de hoje, explicou que a bandeira do movimento pela legalização do aborto expressa “uma questão de direito ao nosso corpo”.

“Hoje temos mais de 1 milhão de abortos provocados por ano no Brasil. É uma realidade. E criminalizar ou tratar como criminosas as mulheres que realizam abortos não significa diminuir esses números”, disse Mariana à Agência Brasil. Segundo ela, as mais prejudicadas com a criminalização do aborto são as mulheres negras e pobres, que realizam essas cirurgias de forma clandestina e em condições precárias, que podem levar à morte.

Na questão específica da garota de 9 anos que fez o aborto, Marina diz que é preciso refletir sobre qual a vida mais importante a se preservar: da própria menina ou dos filhos gêmeos que ela teria.

“Quando se defende a vida, de que vida se fala? Defende-se a vida de fetos ou de uma menina que está grávida, depois de estuprada pelo padrasto? A vida dela está pública, escancarada, excomungada. E por que o estupro não é excomungado pela Igreja? E não estamos nesse caso falando de um aborto ilegal. A posição de excomunhão foi lamentável”, afirmou.

Também a coordenadora estadual da União Brasileira de Mulheres, Rosina Conceição de Jesus, afirma que o aborto não pode ser criminalizado. “Não podemos conceber que a Igreja acabe achando que é um outro Estado e queira criminalizar nossas mulheres.”

http://www.ogirassol.com.br/pagina.php?editoria=%C3%9Altimas%20Not%C3%ADcias&idnoticia=4463

Excomunhão por aborto pode ser questionada na Justiça
Da redação

Promotor diz que excomunhão da mãe e dos médicos que realizaram um aborto numa menina de nove anos de idade pode ser questionada na justiça.

A justiça comum poderia ser acionada contra a decisão do arcebispo de Olinda e Recife Dom Jose Cardoso Sobrinho que excomungou a mãe e os médicos que fizeram o aborto numa menina de nove anos grávida de gemêos, vítima de estupro praticado pelo padrasto. A opinião é do promotor Robertoi Tardelli que considera que a posição do bispo uma demonstração de fundamentalismo.

.O arcebispo recebeu apoio do cardeal do Vaticano responsável pela America Latina que disse que a excomunhão é triste, mas justa. Neste final de semana o arcebipo Dom Jose Cardoso Sobrinho disse que pode rever a excomunhão se os envolvidos no aborto se arrependerem e se confessarem mas mantem a mesma posição que levou a condenação religiosa.

O médico Mariano Tamura lembra que uma gravidez de gemeos numa menina tão nova aumentava muito o risco de morte. A garota tem 1,33 metro de altura e pesa 36 Kg. O médico diz que vítimas de aborto tem direito de realizar o aborto no inicio da gravidez, mas ele admite que a pressão da igreja pode interferir nas futuras decisões dos médicos.

Para o padre e professor de bioética Marcio Fabri dos Anjos faltou inteligência e sensibilidade ao arcebispo de Olinda. A condenação do aborto é um principio da Igreja mar era preciso pensar no sofrimento da vítima e da família.

O estuprador da garota esta preso e não foi excomungado. A garota que passou pelo aborto foi transferida com a mãe para um abrigo.
http://band.com.br/primeirojornal/conteudo.asp?ID=130440&CNL=1

Vaticano considera “justa” excomunhão de médicos brasileiros
“Os gêmeos concebidos eram pessoas inocentes”, disse cardeal.
Fonte: Isaac Vilela

O presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina, o cardeal Giovanni Battista, considera “justa” a excomunhão dos médicos que praticaram legalmente um aborto de uma menina de 9 anos grávida de gêmeos após ter sido violentada pelo padrasto. “É um caso penoso, mas o verdadeiro problema é que os dois gêmeos concebidos eram pessoas inocentes, tinham direito de viver”, afirmou o cardeal em declarações publicadas pelo jornal italiano “La Stampa”, apoiando a atitude do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho.

A interrupção voluntária da gravidez “sempre representa o assassinato de uma vida inocente e, para o código do direito canônico, quem pratica ou colabora diretamente com o aborto cai na excomunhão”, acrescentou. A menina de 9 anos abortou na quarta-feira (4) em um hospital público de Recife (PE), um dia depois que o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, tentou convencer a mãe da menor a desistir da ideia. O arcebispo anunciou pouco depois que os adultos que tiveram alguma participação no aborto incorreram em uma penalidade eclesiástica que é punida com a excomunhão.

“A Igreja (Católica) sempre defendeu a vida e tem que seguir fazendo isso sem se adaptar às correntes da época ou à oportunidade política”, diz o cardeal Battista Re ao jornal italiano. O chefe do departamento do Conselho Pontifício para a Família, Gianfranco Grieco, acredita que a Igreja não pode “trair” sua postura como a de defender a vida até seu fim natural, mesmo que seja um “drama humano como a violência sobre uma menina”. A missão da Igreja Católica “é a defesa da vida e, por isso, cada um de nós deve ter um comportamento de grande respeito a esta gravíssima dor”, diz Grieco, em declarações ao mesmo jornal italiano. “Os bispos predicam justamente o mistério da vida, enquanto o aborto não é uma solução, é um atalho”, disse o religioso.

PAPA ANUNCIA VISITA À TERRA SANTA – O papa Bento XVI anunciou neste último domingo (dia 7 de março) que irá visitar a Terra Santa entre os dias 8 e 15 de maio. Será a primeira visita papal à região desde o ano 2000. O anúncio foi feito logo após a tradicional bênção do meio-dia de domingo, em Roma. Bento XVI disse que irá visitar os lugares onde Jesus viveu e que rezará “pela unidade e pela paz no Oriente Médio e em toda a humanidade”. O itinerário da viagem incluirá paradas na Jordânia, Israel e em territórios palestinos. O papa deve visitar o maior mosteiro da Jordânia na capital, Amã, para depois seguir a Jerusalém, Belém e Nazaré.

http://www.agoracornelio.com.br/noticias/exibe.php?CodNoticia=4757

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