Médico diz que gravidez de menina de 9 anos foi interrompida

Publicado: 4 de março de 2009 em Crianças, Igreja, Infancia Perdida
Médico diz que gravidez de menina de 9 anos foi interrompida

De acordo com ele, criança passa bem.
Procedimento teria sido realizado com autorização da mãe.

de Medeiros, da Universidade de Pernambuco (Cisam/A gravidez da menina de 9 anos, que teria sido abusada pelo padrasto, foi interrompida na manhã desta quarta-feira (4). Segundo o diretor médico do Centro Integrado de Saúde AmauryUPE), Sérgio Cabral, os dois fetos foram expelidos.

Cabral informou que o procedimento foi realizado com autorização da mãe e consentimento da menina, seguindo protocolo recomendado pelo Ministério da Saúde em casos de gravidez de risco ou decorrente de violência sexual. “Nós entendemos que a menina se encaixava em ambos os casos”, disse o médico.

Para o procedimento, os médicos usaram um medicamento que provoca contrações do útero, induzindo a expulsão do feto. Segundo Cabral, a menina passa bem e ainda está no centro cirúrgico, onde deve aguardar um período de jejum, de oito a doze horas.

Após esse tempo, deverá ser realizada uma curetagem uterina (processo que realiza a limpeza do útero), prevenindo infecções posteriores.

A menina foi levada ao Cisam após receber alta no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), na noite da terça-feira (3).

Denúncia

O advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife, Márcio Miranda, deve oferecer ao Ministério Público de Pernambuco, ainda nesta quarta-feira, denúncia contra a mãe da menina de 9 anos que está grávida de gêmeos. A criança teria sido abusada por seu padrasto, que está preso.

Segundo o advogado, a mãe está sendo orientada por entidades, para que seja feito o aborto. “Essas organizações poderiam orientar e tentar ajudar a mãe o máximo possível para que a gravidez fosse levada adiante, até o momento de uma cesariana”, diz Miranda. “É a lei de Deus, ‘não matarás’. Consideramos que é um assassinato.”

Miranda defende ainda que o aborto causará grave impacto na vida da criança.

Risco
Na última quinta-feira (26) a menina foi levada ao Imip, onde fez exames que constataram a gravidez de 15 semanas. Segundo a assessoria da instituição, no sábado (28), a mãe da criança pediu para que o aborto fosse realizado.

O Imip deu entrada ao processo e uma equipe de médicos e psicólogos começou a preparar a menina para o procedimento. Na terça-feira, o pai biológico da menina grávida solicitou que o aborto não fosse feito.

A equipe médica interrompeu o processo, aguardando consenso por parte da família. Ainda na terça-feira, a mãe da menina pediu ao hospital que liberasse sua filha, afirmando que se responsabilizaria pelos cuidados. Depois, a garota deu entrada no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, onde a gravidez foi interrompida.

Segundo o Imip, como não havia risco de vida imediato para a menina, ela foi liberada. Entretanto, a assessoria informou que a gestação era considerada de alto risco por causa do porte da criança, que tem 1,33 metro e 36 quilos.

A polícia diz que a menina sofria violência sexual desde os 6 anos. O padrasto também é suspeito de abusar da enteada mais velha, uma adolescente de 14 anos.

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1027257-5598,00-MEDICO+DIZ+QUE+GRAVIDEZ+DE+MENINA+DE+ANOS+FOI+INTERROMPIDA.html

ANTES DISSO….

Igreja quer impedir interrupção de gravidez de menina de 9 anos

G1/CBJr.

O arcebispo de Olinda e do Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, quis conversar com os pais de uma menina de 9 anos, que está grávida. O padrasto da criança foi preso na semana passada, em Alagoinha (PE), onde a família vivia, quando se preparava para fugir para a Bahia. Ele teria abusado da menina e seria o pai dos gêmeos que ela está esperando.

A menina teve alta hospitalar na terça-feira (3), no mesmo dia em que aconteceu o encontro. Participaram da reunião, além do arcebispo, o advogado da arquidiocese, Márcio Miranda, o pai da menina grávida, o pároco de Alagoinha, padre Edson Rodrigues, e dois conselheiros tutelares. Para o arcebispo de Olinda e do Recife, a violência sofrida pela menina não justifica o aborto.

“A menina engravidou de maneira totalmente injusta, mas devemos salvar vidas”, disse. O advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife, Márcio Miranda, afirmou que vai denunciar o caso ao Ministério Público de Pernambuco ainda nesta quarta-feira (4).

A ideia é impedir que o aborto aconteça. Violência Segundo a polícia, a menina sofria violência sexual desde os 6 anos. O padrasto também é suspeito de abusar da enteada mais velha, uma adolescente de 14 anos. A gravidez foi descoberta depois que a criança se queixou de dores e foi levada pela mãe à Casa de Saúde São José, em Pesqueira (PE).

No hospital, os médicos descobriram que a garota estava na 16ª semana de gestação. Os médicos classificaram a gestação da menina como de alto risco, pela idade e por ser de gêmeos. A família dela solicitou a interrupção da gestação, situação que é prevista em lei diante do risco que a menina corre.

http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=474008

Dom José luta contra aborto de menina

Dom José, na companhia do pai da criança grávida, diz que a lei dos homens não pode superar a lei de Deus. Foto: Juliana Leitão/DP/D.A Press

O caso da menina de 9 anos, grávida de gêmeos, que teria sido estuprada pelo padrasto, teve novodesdobramento no fim da noite de ontem, e foi parar no Palácio dos Manguinhos. Dizendo estar preocupado com o assassinato de dois “inocentes”, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, encontrou-se com o diretor do Imip, onde a menina estava internada, e até com o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), para tentar impedir o aborto, marcado para as 8h de ontem. Apesar da pressão da Igreja, a criança foi levada pela mãe para outra unidade de saúde ainda na noite de ontem. O Diario localizou as duas e tentou falar com a mãe no novo local de internamento, mas a mulher preferiu não se pronunciar.

Internada na enfermaria de gravidez de alto risco do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), no Recife, desde o último sábado – para se submeter ao procedimento de aborto, previsto em lei em casos de estupro – a garota recebeu alta da unidade ontem no início da noite. Segundo informações da assessoria de imprensa do Imip, a liberação foi concedida a pedido da mãe, que responde pela guarda da criança. Ela assinou um termo de responsabilidade e saiu sem comunicar à direção hospitalar nem aos conselheiros tutelares aonde iria levar a filha, se voltaria para casa ou recorreria a outro hospital.

Enquanto a Igreja se mobilizava, entidades de defesa da mulher procuraram a direção do hospital para tentar achar uma solução rápida para o caso e realizar o aborto. “A mãe e a menina estão desesperadas. E este é um procedimento médico que não tem o que se questionar. É previsto em lei. Como o Imip estava demorando para fazer o procedimento, chegamos a essa decisão de orientar a mãe a retirá-la de lá”, explicou Paula Viana, integrante da rede feminista de saúde e da ONG Curumim.

A direção do Imip disse ainda que liberou a saída da garota porque o estado de saúde “não oferecia risco iminente” de complicações e que só fez acatar a decisão da mãe. Ontem, horas antes de liberar a menina, o hospital já havia sofrido um revés para a realização do aborto. Diante da recusa do pai, que ontem, também se juntou ao arcebispo dom José em defesa da continuidade da gestação. “Estava com a consciência pesada de apoiar o aborto e decidi seguir conselhos da minha família”, disse ontem ao falar na Palácio dos Manguinhos, ao Diario de Pernambuco.

O discurso de dom José foi reforçado pelos conselheiros tutelares do município de Alagoinha, onde a menina mora. O grupo assinou documento se posicionando contra a interrupção da gravidez. Desde o último sábado à tarde, a garota estava passando por um processo abortivo com o acompanhamento de uma equipe de médicos, psicólogos e assistentes sociais no Imip. Apesar de informar inicialmente que a garota recebeu analgésicos para não sentir dor e medicamentos abortivos, a assessoria de imprensa desmentiu ontem a informação.

A discussão também reacendeu a polêmica do aborto entre demais autoridades religiosas e representantes de ONGs. O presidente da Convenção das Igrejas Batistas de Pernambuco, que congrega 400 igrejas no estado, Lyncoln Araújo, acredita que “se não há risco de saúde para a mãe, as vidas devem ser preservadas”. Já Taciana Gouveia, da coordenação colegiada do SOS Corpo, acha que o aborto, nesse caso, é um direito legal. “O que justifica o aborto é a situação de violência sexual prevista na lei”, argumenta.

http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/03/04/urbana1_0.asp

Igreja Católica: ACORDA!!!

Não é possível que uma pessoa em sã consciência cometa tal barbaridade em defender uma gravidez de alto risco de uma criança de nove anos e estuprada pelo próprio padrasto. Como pode se falar em defender a vida, se era a criança que estava correndo risco iminente com dois filhos na barriga?

E supondo-se que tivesse sucesso no nascimento destas crianças e que a mãe sobrevivesse sem sequelas, como seria o futuro das três crianças? Quem cuidaria delas? O padrasto estuprador? A igreja? A mãe que não percebeu que a filha estava sendo estuprada pelo marido desde os 06 anos e que ainda abusava da filha de 14 anos com problemas mentais.

E mesmo que alguém cuidasse, como ficaria a situação psicológica das três crianças quando se dessem conta que são filhas do próprio padrasto? Como seria a infância da menina que teria que cuidar da responsabilidade de outras duas crianças?

Agora vem a igreja católica denunciar a mãe pelo aborto?


Aonde estava a igreja quando o padrasto estuprava a(s) criança(s)?

O mesmo mandamento que diz não matarás diz para não cobiçar a mulher do próximo, nem coisa alguma que lhe pertença. Alias até a lei de Deus foi aí mudada: Não trabalharás no sábado! Hoje não se trabalha no domingo (vai dizer isso a um vigilante, um polícia, um médico, um padeiro, um jogador de futebol, e vários outros que trabalham não só no sábado, como domingo e feriados). Este mandamento criado por Deus, na prática, não tem mais fundamento. Do mesmo modo que diz não mataras deve se cobrar também que não estupraras quem quer que seja. Sem contar que a igreja católica no passado já matou milhares de inocentes.


É a lei do faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço.

Só falta agora vir a turma dos direitos humanos passar a mão na cabecinha do nobre padrasto pedófilo.

E nem vou comentar sobre os padres pedófilos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 porque aí já seria assunto pra mais de semana.

Autor Nilton Mariano

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